Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, quinta-feira, 25 de maio de 2006

Perú ante el neoimperialismo "chavista"

Autor: Edson Oliveira   |   15:51   1 comentário

Destaque Internacional - Informes de Coyuntura - Año IX - No. 195 - San José de Costa Rica - 22 de mayo de 2006 - Responsable: Javier González.-
LuisAlbertoCaballero, Facultad de Derecho, U. de Lima
Iberoamérica entera se vuelve con expectativa y esperanza hacia el Perú y los peruanos, en un momento histórico del continente en que el "chavismo" intenta empujar al abismo a diversos países de la región

1. El próximo 4 de junio se realizará en Perú -una importante e histórica nación andina- el segundo turno de las elecciones nacionales, en el cual participarán 16 millones de electores. Si el candidato populista Ollanta Humala resulta derrotado, los peruanos podrán dar un decisivo frenazo a la embestida del neoimperialismo "chavista", cuyo más reciente logro, la victoria de su candidato anarco-indigenista en el gobierno de Bolivia, ya está mostrando lamentables frutos.
2. Al igual como lo hizo en Bolivia, el presidente Chávez, de Venezuela, ha intervenido directamente en los asuntos internos del Perú con declaraciones favorables a Humala y, al mismo tiempo, con ofensas a quienes se le oponen.
No obstante, en el caso peruano el hechizo parece estar volviéndose contra el hechicero, porque ciudadanos de todos los niveles y condiciones sociales han sabido defender la honra nacional. Al mismo tiempo, la Bolivia de hoy, con medidas del nuevo gobierno por un lado estatizantes y, por otro, anarquizantes, está siendo vista por los peruanos como una proyección del Perú de mañana en caso que la victoria sea de Humala.

Iberoamérica entera se vuelve entonces, con expectativa y esperanza, hacia el Perú y los peruanos, en un momento histórico del continente en que el neoimperialismo "chavista" va intentando empujar a diversos países de la región a nuevos abismos.
3. Muchos peruanos alegan, con razón, que la vida pública de dicho país se ha visto sacudida con ejemplos que contribuyeron a desprestigiar sus instituciones cívicas, abriendo así el camino para flautistas de Hamelin que arrastran tras de sí, con sus sones demagógicos, a sectores más desposeídos de la población. Se percibe que los peruanos comprenden que tal vez no tengan otra oportunidad como ésta, de sanear la vida pública. Porque, en caso que se produzca otra desilusión, el país podrá quedar a merced de las más desvariadas aventuras populistas. Una derrota de Humala no solucionará como por arte de magia los problemas del Perú, pero permitirá a las fuerzas más sanas de la nación movilizarse con firmeza delante de las futuras autoridades, en favor de la moralidad pública y del desarrollo del país, que pasa por el respeto a la propiedad y a la libre iniciativa.
4. El hegemonismo "chavista" que ahora pretende conquistar políticamente al Perú, es una mezcla de nacionalismo exacerbado, de populismo, de indigenismo y de castrismo. Su meta, más que la construcción de un modelo concreto de sociedad, parece ser la de descoyuntar las estructuras políticas, sociales, económicas, morales y psicológicas. Más que el comunismo meramente clásico, por esa senda parece delinearse un tipo de anarquía que no es muy diferente de la autogestión, que es la meta última del comunismo, un pseudo paraíso anárquico en el cual el propio Estado debería ser desmontado.
5. En este sentido, los debates y resoluciones del reciente Foro Social Mundial de Caracas dan pistas para entender no sólo las estrategias del neoimperialismo "chavista" sino sus propias metas, incluyendo las nuevas formas de revolución en curso en nuestro continente. Se ofrecen a nuestros lectores, gratuitamente, estudios específicos a este respecto, elaborados por el equipo de Destaque Internacional con base en los propios debates ocurridos en el Foro Social Mundial.

São Paulo, sexta-feira, 19 de maio de 2006

Livre Iniciativa e o Princípio de Subsidiariedade

Autor: Edson Oliveira   |   13:46   1 comentário

Plínio Corrêa de Oliveira*

A fim de resumir o mais possível o assunto: uma sociedade bem ordenada deve ser constituída pelos seguintes escalões, enumerados aqui em ordem ascendente: indivíduo - família - Município - Região, Província ou Estado - Federação.

Em vista dessa disposição hierárquica, o princípio de subsidiariedade afirma que cada escalão deve prover por si mesmo a tudo quando possa fazer mediante o aproveitamento inteligente, operoso e integral de todos os recursos que lhe são próprios. E deve receber analogamente o apoio do escalão superior, em tudo quanto lhe seja impossível prover por si mesmo.

Assim, nos casos em que o homem se encontre legitimamente impedido de prover por si às próprias necessidades, é natural que ele recorra à ação supletiva do grupo social que lhe é mais próximo, ou seja a família.

Quando a ação subsidiaria da família se verifica legitimamente insuficiente, pode o homem recorrer ao município.

Na enventualidade de, mesmo então, não encontrar ele a ajuda necessária, está o homem no direito de recorrer, também subsidiariamente, à ação dos grupos superiores, e assim por diante.

O princípio de subsidiariedade, assim descrito, embora com o caráter algum tanto hirto das exposições esquemáticas, situa a livre iniciativa no âmago de um conjunto de círculos concêntricos sucessivamente destinados a ajudá-la.

É ela exatamente o oposto do coletivismo, que se propõe estancá-la.

O escalão superior deve sempre exercer duas ações simultâneas: uma no seu próprio âmbito, e para o seu próprio bem, e outra - subsidiária - no âmbito do elo inferior e para o bem deste. Tal é a subsidiariedade vista no sentido ascendente.

Mas a mesma subsidiariedade também pode ser vista no sentido descendente. De alto a baixo dessa hierarquia, o escalão superior deve providenciar quanto lhe seja possível para atender suas próprias necessidades. Mas deve ser ajudado pelo escalão inferior na medida do necessário.

Esta é a outra perspectiva da subsidiariedade.

Tal doutrina pressupõe que haja um esfera própria para cada escalão - o que é óbvio - e que cada escalão deve primordialmente consagrar-se à sua esfera própria, sem jamais ficar aquém ou além dos limites desta. O que não é menos óbvio.

Também óbvio é que nenhum desses escalões pode subsistir só por si. Pois a auto-suficiência absoluta importa na dissolução do vínculo que concatena esse escalão com os demais.

Pelo que foi dito, vê-se que há, na ordem natural, esferas específicas, para a ação dos indivíduos e do Estado. E cada qual só deve agir fora da própria esfera subsidiariamente à outra.

Assim o Estado só deve intervir na esfera privada nos pontos em que esta seja imponente para anteder o próprio bem. E vice-versa.

Em carta de 23 de outubro de 1956, à XXIX Semana Social Italiana, realizada em Bérgamo, na Itália, Mons. ângelo Dell'Acqua, afirma:

"Compete ao Estado, como promotor do bem comum, chamar a atenção dos indivíduos sobre seus deveres sociais e regular, sempre dentro dos limites do justo e do honesto, suas atividades econômicas, em harmonia com o bem coletivo. Erro não menos funesto seria atribuir ao Estado a tarefa ou a missão de planejar integralmente a vida econômica até a supressão de toda a iniciativa privada, com o fim de atingir o ideal de uma quimérica igualdade entre todos os homens. Também neste campo a intervenção do Estado é tão-só subsidiária; sua ação deve estar informada pela justiça, não suprimindo a iniciativa dos particulares, mas intervindo só quando e na medida em que o exija o bem comum, para estimulá-á e coordená-la, deixando aos cidadãos e às organizações menores as funções que são capazes de desenvolver com meios próprios. 'A economia - dizia o Santo Padre Pio XII no discurso de 07 de maio de 1949 - não menos que qualquer outro ramo da atividade humana, não é por sua natureza uma instituição do Estado; é, pelo contrário, o produto vivo da livre iniciativa dos indivíduos"(Diccionario de Textos Sociales Pontificios, organizado por Angel Torres Calvo, CBE, Madrid, 1962, p. 849).

Mas ainda. O escalão que proporcione a outro o apoio de que este necessita não deve considerar essa conquista como uma dominação vantajosa que se trata de prolongar o mais possível. A ajuda subsidiária não é uma vantagem mas um ônus e um serviço. E quem age subsidiariamente deve empenhar-se em que o ajudado recupere quanto antes a normalidade suficiente para que essa ajuda cesse, sempre que, pela ordem natural das coisas, ela não for definitiva.

Em termos mais concretos, um Estado que ajude uma grande empresa a não ir à falência não deve exercer sua ação subsidiária de maneira a conservar para todo o sempre, em mãos do Poder Público, a direção desta última.

Pelo contrário, deve ele fazer o possível para que a empresa assistida recupere tão logo condições para viver novamente por si mesma.

Analogamente, o Estado só deve cobrar os tributos necessários para se manter. E os particulares devem ajudar o Estado de sorte que, se ele tiver que ampliar os impostos para atender dificuldades extraordinárias, ele possa reintegrar quanto antes a situação normal à mingua da qual fora obrigado a lançar os ditos impostos extraordinários.

Este princípio, uma vez arvorado em norma constitucional, tornaria muito mais harmônica a inter-relação indivíduos - famílias - Municípios, Província ou Estado - Federação.

Cabe ainda um palavra sobre a presença da família nesta vasta interarticulação hierárquica.

Pertence ela à esfera privada. Porém suas relações com o indivíduo e com o Município também devem ser reguladas pelo princípio de subsidiariedade.
*Extraído do livro "Projeto de Constituição Angustia o País", 1987, Páginas 144/146

São Paulo, terça-feira, 16 de maio de 2006

Conservadorismo, Tradicionalismo e Progresso.

Autor: Edson Oliveira   |   21:48   3 comentários

Atualmente o que mais coopera para a incompreensão da palavra conservador é a existência de uma tendência "de amar sem restrições o presente, adorar o futuro e votar incondicionalmente o passado ao desprezo e ao ódio", como dizia Plínio Corrêa de Oliveira a respeito da Contra-Revolução. E ela - a tendência - é a tendência-pater, para muitos, do seguinte raciocínio: “o conservadorismo é inimigo do progresso”.

Para alguns, que são mais intuitivos, a palavra conservador representa uma posição, uma instituição ou mesmo um indivíduo qualquer, com modos de ser mais moralizados. Para outros, mais acadêmicos, a palavra é tomada no sentido etimológico, e representaria quem quisesse conservar o estado atual das coisas.

Neste sentido, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, príncipe do Brasil, bisneto do imperador Dom Pedro II, ao fornecer uma entrevista à “A Revista de Portugal”, ressaltou: “quando se fala de conservador há uma idéia de conservar o passado. Quando se fala em tradição fala-se de aprender as lições do passado, analisar as do presente para projetar o futuro. O progresso tem de ser necessariamente tradicionalista. [...] Recusar a tradição é a mesma coisa que fazer tábua rasa de todo o passado”. (nº 11 • Ano 1 • Dezembro 1998)

Ao falar sobre o movimento contra-revolucionário, Plínio Correa de Oliveira escreve que ela é conservadora “se se trata de conservar, do presente, algo que é bom e merece viver”. E não será conservadora quando “se trata de perpetuar a situação híbrida em que nos encontramos, [...] mantendo-nos imóveis como uma estátua de sal, à margem do caminho da História e do Tempo, abraçados ao que há de bom e mau em nosso século, procurando assim uma coexistência perpétua e harmônica do bem e do mal”.

Analisando os pensamento do professor Plínio Correa de Oliveira e de Dom Bertrand, conclui-se que devemos conservar do presente algo que é bom e merece viver.

Todo bom conservador deve ser também bom tradicionalista para aprender as lições do passado, analisar as do presente para poder projetar o futuro.

Uma pessoa que por mero amor às formar antigas conserva ritos, estilos ou costumes, sem qualquer apreço pelo doutrina que os gerou, não lhe caberá o rótulo de "tradicionalista", mas sim de arqueologista. Pois, a tradição é viva e não morta.

Para terminar, progressita é uma pessoa que defende o progresso sem tradição. Este modo de ser tem sua origem, freqüentemente, pela mania de novidades, a que se referia Leão XIII, nas palavras iniciais da Encíclica Rerum Novarum.

Quatro Dedos Sujos e Feios

Autor: Edson Oliveira   |   14:05   Seja o primeiro a comentar

Para entendermos os acontecimentos trágicos dos últimos dias, recomendo vivamente o artigo que segue.

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A perplexidade se dá bem com macias cadeiras de couro, nas quais o homem sente afundar-se gostosamente. É que há certa analogia entre estar atolado em questões perplexitantes, e em poltronas de molas macias. O homem perplexo, afundado em couros, fica atolado tanto de corpo como de alma, o que confere à situação dele essa unidade que nossa natureza pede insistentemente, a todo propósito.

É verdade que tal unidade não vai aí sem alguma contradição. As perplexidades constituem para a mente um atoleiro penoso. Um purgatório. Por vezes quase um inferno. Pelo contrário, os couros e as molas proporcionam ao corpo cansado um atoleiro delicioso, reparador. Mas essa contradição não fere a unidade. E diminui o tormento do homem, em vez de o acrescer.

Para prová-lo ao leitor, bastaria a este imaginar quão pior seria a situação de um homem perplexo, sentado num duro banco de madeira...

Ocorreu-me isto tudo ao recordar que, numa noite destas, chegado ao termo o jantar, resolvi refletir sobre a situação nacional, atoleiro no sentido mais preciso e sinistro do termo. E para isto me afundei instintivamente em uma profunda e macia poltrona de couro. Comecei então a pensar...

A ronda macabra dos vários problemas pátrios, ideológicos, sociais e econômicos, começou a dançar em meu espírito. A fim de ver claro, eu procurava deter a feia ciranda, de modo a analisar, uma por uma, as várias questões que a formavam. Mas estas pareciam fugir a toda avaliação exata, executando cada qual, diante de meus olhos por fim fatigados, um movimento convulsivo à maneira do "delirium tremens". Pertinaz, eu insistia. Mas elas, não menos pertinazes do que eu, aumentavam seu tremor, e de repente retomavam em galope sua ciranda.

Febre? Pesadelo? O certo é que me senti subitamente em presença de um personagem muito real, de carne e osso...

E eu, que tinha intenção de comunicar aos leitores o resultado de minhas lucubrações, fiquei reduzido a contar-lhes o que este personagem me disse.

O tal homem a-temporal me tratava de você, com uma certa superioridade que tinha seu tantinho de irônico e de condescendente. E, pondo em riste o indicador curto e pouco limpo da mão direita, como para me anunciar uma primeira lição, sentenciou: "Saiba que eu, o comunismo, fracassei neste sossegado Brasil. O PC é aqui um anão que dá vergonha. Por isso, evito de o apresentar sozinho em público. O sindicalismo não me adiantou de nada. Possuo muitos de seus chefes, mas escorre-me das mãos o domínio sobre suas bases bonacheironas ("pacifistas", diria você). Entrei pelas Cúrias, pelas casas paroquiais, seminários e conventos. Que belas conquistas eu fiz. Mas ainda aí prosperei nas cúpulas, porém a maior parte da miuçalha carola me vai escapando. Noto, Plinio, sua cara alegre ante minha envergonhada confidência. Você me reputa derrotado. Bobão! Mostrar-lhe-ei que tenho outros modos de progredir.

— Você duvida? — Sim, eu duvidava.

Então ele levantou teatralmente, ao lado do dedo indicador, o dedo médio, um pouco mais longo e não menos rejeitável. E entrou a dar sua segunda lição.

"Começarei por um sofisma. Farei o que você não imagina: a apologia do crime. Sim, direi por mil lábios, através de mil penas, milhões de vídeos e de microfones, que a onda de criminalidade, a qual tanto assusta os repugnantes burgueses, raramente nasce da maldade dos homens. Nas tribos indígenas, os crimes são mais raros do que entre os civilizados. O que quer dizer que o crime nasce entre nós das convulsões sociais originadas da fome. Elimine-se a fome, desaparece o crime. Como, aliás, também a prostituição.

"Quem você chama de criminoso é uma vítima. Sabe quem é o criminoso verdadeiro? É o proprietário. Sobretudo o grande proprietário. Principalmente este é que rouba o pobre.

"Enquanto um ladrão de penitenciária rouba um homem, o proprietário rouba um povo inteiro. Seu crime social é de uma maldade sem nome!"

O delírio leva a muita coisa. Pensei em expulsar o jactancioso idiota. Mas o comodismo me manteve atolado em minha poltrona. Furibundo e inerte, deixei-o continuar.

Ele levantou o dedo anular, feio irmão dos dois que já estavam erguidos. E prosseguiu.

"Há mais uma "seu" Plinio. À vista de tudo quanto eu disse, um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular. E por isto farei constar ao mundo inteiro que a explosão criminal no Brasil está sendo caluniada por reacionários ignóbeis. A criminalidade é a expressão deste furor justamente vindicativo das massas, que os sindicatos e a esquerda católica não souberam galvanizar."

Suspendendo o minguinho, miniatura fiel dos três dedos já em riste, meu homem riu. "Farei entrar armas no Brasil. Quando os burgueses apavorados estiverem bem persuadidos de que não há saída para mais nada, suscitarei dentre os que você chama "criminosos", um ou alguns líderes, que saberei camuflar de carismáticos. E farei algum bispo anunciar que, para evitar mal maior, é preciso que os burgueses se resignem a tratar com aqueles que têm um grau de banditismo menor.

"Vejo a sua careta. Você está achando a burguesia preparada para cometer mais esse erro. Tem razão. Assim se constituirá um governo à Kerensky, bem de esquerda. O dia seguinte será do Lênin que eu escolher."

Levantei-me para agarrar o homem. Quando fiquei de pé, acabei automaticamente de acordar. Ou cessou a febre...

Escrevi logo quanto "vira" e "ouvira", pois só até poucos minutos depois da febre ou do sono, tais impressões se podem conservar com alguma vitalidade.

Leitor, desejo que elas não lhe dêem febre. Se é que, antes de terminar a leitura, elas não lhe darão sono.

Este não será, em todo caso, um tranqüilo sono de primavera. Mas estará em consonância com essa metereologia caótica dos dias aguados e feios com que vai começando novembro.

P.S. — A Polícia paulista parece hoje em reviravolta. Que diria a isto o hominho dos quatro dedos sujos? Em São Paulo, e pelo Brasil afora, que rumo tomará o buscapé da subversão? Parar, não parará...



PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ex-deputado constituinte (1934) e pensador católico tradicionalista.



Transcrito da "Folha de S. Paulo" de quarta-feira, 16/11/1983.

São Paulo, segunda-feira, 15 de maio de 2006

Putin consolida ditadura comunista na Bielo-Rússia

Autor: Edson Oliveira   |   14:07   Seja o primeiro a comentar


O chefe supremo da Rússia impôs o candidato comunista Alexandre Lukachenko nas recentes eleições presidenciais na Bielo-Rússia. Nelas reinou um generalizado "clima de intimidação", segundo os observadores da União Européia. Lukachenko teria obtido mirabolantes 82,6 % dos votos. Antes da votação ele avisou que "quebraria o pescoço" de quem contestasse sua vitória. Na campanha eleitoral os candidatos não-governamentais foram hostilizados e surrados pela polícia. Na Praça de Outubro, em Minsk, uma multidão de descontentes exigiu a anulação da fraudulenta eleição. O governo ditatorial esmagou a manifestação de protesto prendendo milhares de oposicionistas.

Extraído do site: www.catolicismo.com.br

São Paulo, segunda-feira, 8 de maio de 2006

México/Perú: López Obrador, Humala y las "máscaras griegas"

Autor: Edson Oliveira   |   22:09   1 comentário

Destaque Internacional - Informes de Coyuntura - Año IX - No. 194 - Buenos Aires / Madrid - 5 de mayo de 2006 - Responsable: Javier González.

El juego de las "máscaras" ha permitido que corrientes de izquierda latinoamericana llegasen al poder por la vía electoral, algo que probablemente no hubieran conseguido mostrando su verdadera fisionomía; es de esperar que las próximas elecciones en México y en Perú indiquen que el público percibió ese juego, y que no está dispuesto a dejarse engañar

1. En América Latina, políticos de izquierda de varios países han llegado al poder por la vía electoral usando y abusando del viejo método de las "máscaras" del teatro de la Grecia antigua, con las cuales los actores evitaban mostrar su verdadero rostro y, al mismo tiempo, conseguían amplificar su voz e impostarla con registros que no eran necesariamente los suyos. En la Grecia antigua, los espectadores sabían que estaban en la presencia de actores y que, por lo tanto, no asistían a escenas de la vida real. Pero hoy el método se aplica en la política, y el problema es que no siempre los espectadores-electores parecen percibir el doble juego.

2. Ante los resultados obtenidos en países como Venezuela, Bolivia y Brasil, candidatos de izquierda que desean ganar próximas elecciones presidenciales, como López Obrador, en México, y Ollanta Humala, en Perú, están recurriendo, cada uno a su manera, a similares métodos de "máscaras" para cautivar a sus respectivos electores. Afortunadamente no siempre las "máscaras" por escogidas por ambos han sido las más adecuadas, trayéndoles desagradables contratiempos.

3. En México, la "máscara" más usada por López Obrador ha sido la del populista ambiguo, que mucho promete, pero que cambia de tema en la hora de describir cómo hará para realizar sus promesas demagógicas. Dicha estrategia parece haber ilusionado durante largos meses a sectores ponderables del electorado mexicano, lo cual le permitió ocupar el primer lugar en las pesquisas de opinión, llegando a un cómodo margen de 10 puntos. No obstante, los mexicanos, en un movimiento de saludable desconfianza, parecen haber percibido ese juego del candidato de la izquierda, con el resultado de que éste ha ido retrocediendo en los sondeos hasta llegar a un virtual empate con el candidato del gobierno.

4. La ausencia de López Obrador en un reciente debate televisado entre los candidatos presidenciales mexicanos fue la manera que éste encontró para evitar las incómodas definiciones. Pero ello lo ha dejado muy mal delante de la opinión pública de su país y de los observadores internacionales. Del punto de vista de la política externa, López Obrador perdió una inmejorable oportunidad para presentar el pensamiento del PRD, su partido, en relación a Cuba comunista, a Venezuela chavista y a Bolivia anarcoindigenista, cuyos respectivos líderes, reunidos en La Habana, acaban de oficializar un "eje" (en cuyo encuentro tal vez se hayan decidido la reciente estatización del petróleo en Bolivia y otras próximas jugadas para descoyuntar a América Latina, lanzándola en el caos).

López Obrador perdió igualmente la oportunidad de aclarar su posición en relación a temas fundamentales de la política interna mexicana, particularmente, en lo que dice respecto a la propiedad privada y a la libre iniciativa. Todo lo cual sin duda compromete sus aspiraciones presidenciales en las elecciones del próximo 3 de julio.

5. En Perú, por su parte, Ollanta Humala consiguió el 30 % de votos en la primera vuelta electoral, en su mayoría proveniente de sectores indígenas de la población, valiéndose de un discurso emocional, populista y demagógico, y usando una "máscara" que en realidad no se diferenció mucho de su verdadero rostro revolucionario. Esto tuvo como efecto provocar un fuerte rechazo en los dos tercios restantes del electorado peruano. El propio Humala reconoció las consecuencias negativas de su estrategia extremista, y se apresta a efectuar retoques cosméticos en su "máscara", suavizando sus trazos e impostando su voz en un registro más melifluo, de manera a tranquilizar a la mayoría de los peruanos. En ese sentido, después de conocidos los resultados de la primera vuelta, Humala reconoció que Perú vive una "fractura social" y, alegando que que él no quiere "profundizarla", concluyó cínicamente: "Quiero paz, quiero tranquilidad".

6. El juego de las "máscaras" permitió que corrientes de izquierda llegasen al poder por la vía electoral, algo que probablemente no hubieran conseguido si mostraran su verdadera fisionomía. No obstante, es de esperar que los resultados electorales en México y en Perú indiquen de alguna manera que el público ha percibido ese juego y que no está dispuesto a dejarse engañar.