Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, quinta-feira, 29 de junho de 2006

Direita e Esquerda

Autor: Edson Oliveira   |   20:04   1 comentário

Plínio Corrêa de Oliveira

É corrente o uso dos vocábulos "direita" e "esquerda" para qualificar posições tomadas nos mais variados temas: basicamente em questões políticas, sociais ou econômicas, mas também em modos de sentir ou de ser, como ainda em literatura, em artes, etc. Um exame dos diversos significados desses termos faz ver, logo ao primeiro olhar, um tal caos, que, segundo muitos observadores, aqueles vocábulos perderam qualquer valor como rótulos qualificativos de atitudes ideológicas, culturais ou morais.

Sem embargo do talento, da cultura e da projeção publicitária de muitos dos que já há tempo assim pensam, "direita" e "esquerda" continuam entretanto palavras de uso corrente e, dir-se-ia, indispensáveis para quem proceda habitualmente a análises ideológicas.

Este fato parece demonstrar que, no âmago delas, há algo de substancioso e de autenticamente expressivo. Como até de insubstituível ao menos enquanto o uso comum não consagrar outros vocábulos que os substituam.

Tenho o propósito de analisar aqui esse "algo de substancioso", para conferir com os leitores se meu modo de o sentir corresponde ao deles, ao do grande público enfim. Fá-lo-ei muito resumidamente, dadas as naturais limitações deste trabalho jornalístico.
* * *

Começo fazendo notar que no significado dessas duas palavras correlatas nem tudo é imprecisão. Nele há uma zona clara. Definida esta, será possível detectar, "de proche en proche", o fio da meada que conduz, através dos significados menos claros, até uma elucidação final do que "direita" e "esquerda" querem dizer.

A zona clara está na palavra "esquerda". Em face da trilogia da Revolução Francesa, ainda em nossos dias o consenso geral não hesita em qualificar de esquerdista perfeito e acabado quem se afirme a favor, não de uma liberdade, de uma igualdade e de uma fraternidade qualquer, mas da liberdade total, da igualdade total, e da fraternidade também total. De alguém que seja, em suma, um anarquista no sentido etimológico e radical da palavra (do grego "an", privativo, e "arche", governo), com ou sem conotação de violência ou terrorismo.

Os esquerdistas moderados qualificam de utópico ("infelizmente utópico", costumam dizer) o sonho de seu correligionário integral. Nenhum deles negará, entretanto, a plena autenticidade esquerdista dessa utopia.

Em função desse marco de esquerdismo absoluto, é fácil discernir como dentro da escala esquerdista um programa, ou um método, pode ser qualificado de mais esquerdista, ou menos. Isto é, será tanto mais esquerdista, ou menos, quanto mais se aproxime ou se distancie do "an-arquismo" total.

Assim, por exemplo, o socialista é tanto mais esquerdista quanto mais efetiva e geral for a igualdade que reivindica. E será integralmente esquerdista o que reivindicar a igualdade total.
Análoga afirmação deve fazer-se em relação a outro "valor" da trilogia de 1789. Refiro-me em especial ao liberalismo político. Ele será tanto mais esquerdista quanto mais reclame a liberdade total.

Bem entendido, há certas contradições entre socialismo e liberalismo. E isto conduz a fáceis objeções contra o que acabo de afirmar. Assim, o totalitarismo econômico facilmente destrói a liberdade política. E reciprocamente. Mas esta contradição existe apenas nas etapas intermediárias que ainda não são o anarquismo total, se bem que predisponham para ele. Pois tanto se pode chegar a este último por uma liberdade absoluta, quanto e principalmente por uma igualdade absoluta. A liberdade absoluta propicia a ofensiva geral dos que são ou que têm menos, contra os que são ou têm mais. E, por sua vez, a igualdade completa importa na negação de toda autoridade e portanto de toda lei. Essas duas vias tão diferentes não são paralelas que [não] se encontram no infinito. Por mais contraditórias que sejam na prática do moderado quotidiano de hoje, convergem para o ponto final "an-árquico", no qual uma e outra se encontram e se completam.

Assim, é certo que, segundo o consenso geral, o esquerdismo tem seu ponto ômega e sua escala de "valores" bem definida.

* * *

A questão consiste agora em saber se o tem, de modo correlato, a "direita".

Aqui, a confusão é inegável. Sem que ela chegue, contudo, a cortar o fio condutor, o qual, analogamente ao que ocorre com a esquerda, conduz "de proche en proche" a uma classificação dos subtis matizes do direitismo.

As palavras "direita" e "esquerda" surgiram no vocabulário político, social e econômico da Europa do século XIX. O esquerdismo era uma participação ideológica no pensamento e na obra de algo ainda recente e bastante definido em suas linhas gerais, isto é, a Revolução Francesa. A esquerda não era só uma negação vulcânica de uma tradição que parecia morta, mas também e cada vez mais a afirmação de um futuro que se diria fatal. Em face da Revolução avassaladora, a direita só se definiu aos poucos, de modo tateante e contraditório (cfr. Michel Denis, "Les Royalistes de la Mayenne et le Monde Moderne", Publications de l'Université de Haute-Bretagne, 1977).

A definir-se como um anti-esquerdismo, e "a fortiori" como um anti-anarquismo, o que teria de ser, em inteiro rigor de lógica, a direita?

Como já disse, está na essência do anarquismo total a afirmação de que toda e qualquer desigualdade é injusta. Assim, quanto menor a desigualdade, menor a injustiça. A liberdade é cara ao anarquismo, precisamente porque a autoridade é em si mesma uma negação da igualdade.

O direitismo afirma, pois, que, em si mesma, a desigualdade não é injusta. Que, em um universo no qual Deus criou desiguais todos os seres, inclusive e principalmente os homens, a injustiça é a imposição de uma ordem de coisas contrária a que Deus, por altíssimas razões, fez desigual (cfr. Mt. 25, 14-30; 1 Cor. 12, 28 a 31; S. Tomás, "Summa contra gentiles", Livro III, Cap. LXXVII).
Assim, a justiça está na desigualdade.

Dessa verdade básica – convém lembrar de passagem – não se deduz que quanto maior for a desigualdade, mais perfeita é a justiça. Em matéria de esquerdismo, é lógica a afirmação antitética (quanto menor a desigualdade, menor a injustiça). É flagrante a assimetria entre a perspectiva esquerdista e a direitista.

Com efeito, Deus criou as desigualdades, não aterradoras e monstruosas, mas proporcionadas à natureza, ao bem-estar e ao progresso de cada ser, e adequadas à ordenação geral do universo. E tal é a desigualdade cristã.

Análogas considerações se poderiam fazer acerca da liberdade no universo e na sociedade.
Mas esse padrão de direitismo não é a desigualdade absoluta, simétrica e oposta à igualdade absoluta. É a desigualdade harmônica, convém insistir. Quanto mais uma doutrina for contrária à trilogia de 1789 e se aproximar desse padrão de desigualdades harmônicas e proporcionadas, tanto mais será direitista.

Nem sempre o entenderam assim os pensadores ou homens de ação que, erguendo-se no século XIX como no século XX, contra a Revolução, foram qualificados só por isto de direita.

Eles, ou os que os estudaram, imaginaram por vezes que o rótulo de direitismo podia justificar desigualdades abismáticas (políticas e sociais, porém, o mais das vezes econômicas). Como se nisto consistisse a ponta extrema da coerência direitista.

Outros "direitistas" fizeram por sua vez concessões ao espírito igualitário, porque estavam eles próprios infiltrados dos princípios revolucionários que combatiam. Ou ainda por tática política, isto é, para a conquista e conservação do poder. Haja vista o cunho socialista oficial do fascismo, e não só oficial, mas até marcantissimo, do nazismo.

Por tudo isto, o vocábulo "direita" não alcançou na linguagem corrente um sentido tão claro quanto "esquerda", e tem servido para designar não só o verdadeiro direitismo de inspiração cristã, sacral, hierárquico e harmônico (cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, "Revolução e Contra-Revolução", Boa Imprensa, Campos, 1959, p. 42), mas também "direitismos" modelados em parte por tradições cristãs, e em parte por princípios ideológicos (como também por experiências) peculiares.

Contudo, parece-me certo que, por mais importantes que tenham sido as notas socialistas de certas correntes ditas de direita, a linguagem corrente só as qualifica como direitas, imaginando ver nelas uma afinidade (maior ou menor) com o direitismo cristão ideal que acima descrevi. O qual, por uma tradição multissecular, está no conhecimento consciente ou subconsciente de todos.

Em síntese, à direita como à esquerda, no fim do horizonte há um marco definido, a partir do qual segue, "en degradé", a gama dos matizes intermediários.

* * *

Falei em "sacral". Sei que o termo entrou inopinadamente no artigo. É que o limite deste não me permite mostrar qual é, a meu ver, o papel central da Religião, na concepção direitista autêntica, que acabo de anunciar.

Digo apenas, quase a título de "post-scriptum", que direitismo laico ou ateu é absurdo, porque o universo e o homem são impensáveis sem Deus.
-------------------------------------
* Publica em "Jornal da Tarde", 9 de junho de 1979 - Título original: "A justiça está na desigualdade cristã"

São Paulo, sábado, 24 de junho de 2006

Mídia, imparcialmente esquerdista!

Autor: Edson Oliveira   |   23:36   6 comentários

(texto publicado no editorial do "Blogs Coligados")

A imparcialidade de uma notícia resume-se em narrar o acontecido sem nenhum viés interpretativo. Em se tratando de um jornal - falado ou escrito - ou de uma revista a imparcialidade também comporta a não discriminação de umas notícias em benefício de outras. Em outros termos, ao narrar uns fatos e não outros fica-se parcial. Não me refiro aqui aos órgãos de imprensa opinativos e que visam transmitir uma visão doutrinária e ideológica definida. Apenas à chamada imprensa livre.

Dou um exemplo para sair do campo abstrato dos princípios. Recentemente, a imprensa tem noticiado, com grande estardalhaço, o suicídio de três prisioneiros na base naval de Guantámano – localizada na ilha de Cuba -, onde são mantidos em confinamento elementos ligados ao terrorismo internacional. Em algumas notícias são apenas narrados os fatos, mostrando como os prisioneiros se mataram, e também a enorme pressão dentro e fora dos EUA para que se feche a prisão.

Mas, os órgãos da grande imprensa, ao enfocarem "imparcialmente" somente o ocorrido, isolado das circunstâncias que o cercam e de outros fatos, podem ser considerados parciais. Por quê? Porque os mesmos "esquecem" de frisar as condições reais em que se encontravam presos os suícidas; de realçar os motivos, às vezes religiosos e ideológicos, que os levaram ao suicídio; de relembrar as atividades terroristas e, portanto, os crimes praticados pelos mesmos. A imprensa também parece "esquecer-se" de dar igual espaço e destaque para informações do que ocorre na mesma Cuba onde se encontra a base naval de Guantánamo. Essa Cuba, onde um conhecido ditador mantém encarcerados em condições brutais e humilhantes muitos de seus opositores e que, na realidade, mantém milhões de pessoas privadas de liberdade. Cuba é uma imensa ilha-prisão. E onde estão os jornais para noticiar isto? Às vezes até noticiam, mas sem a mesma ênfase e estardalhaço.

Isso que se dá com a mídia, também ocorre analogamente com organizações. Por exemplo: a Anistia Internacional (AI), ao saber dos suicídios, pediu ao governo dos EUA permissão para fazer uma investigação independente sobre o fato. Interessante é saber que este mesmo grupo de “direitos-humanos” nada pediu ao ditador de Cuba quando houve a execução de alguns cubanos por tentarem fugir do “paraíso” da ilha-prisão. Também a ONU está aumentando a pressão para que os EUA fechem a base naval, ela que está tão intolerante neste caso, nada faz contra os crimes de “direitos-humanos” cometidos por Fidel Castro. Essa é uma imparcialidade parcial. Imparcialmente esquerdista!

Voltando ao assunto, a parcialidade não se encontra apenas na notícia, mas na escolha da(s) notícia(s) e a importância que se dá em focalizar mais detidamente umas e não outras.

Não pretendo aqui fazer um dossiê a respeito da parcialidade ou imparcialidade de uma ou diversas notícias de um ou vários órgãos de imprensa. Desejo apenas frisar esse dado um tanto subtil, pelo qual um jornal, ou uma revista, mostrando-se à primeira vista imparcial – sem posição ideológica definida - acaba por conseguir conduzir o leitor para uma visão específica e ideologizada dos acontecimentos.
A grande mídia, no geral, é assim, imparcialmente... parcial. E qual é a parcialidade da mídia? É quase sempre uma visão esquerdista... imparcialmente esquerdista.

São Paulo, quarta-feira, 21 de junho de 2006

Tradição Família e Propriedade, naturalmente!

Autor: Edson Oliveira   |   11:47   Seja o primeiro a comentar

Em 3 de novembro de 1993, o jornal do ex-partido comunista da Itália L'Unità, em artigo assinado por Stefano Dimichele, destaca declarações da Princesa Elvina Pallavicini, nas quais esta afirmou que, para a sociedade atual, "a única solução é o retorno aos valores verdadeiros". Ao que o jornalista perguntou: "E quais seriam estes, Princesa?", apresentando em seguida a resposta dada por ela: "Tradição Família e Propriedade, naturalmente".

Tradição: É a própria vida da família, na riqueza de seu ambiente, transmitida na continuidade, não só biológica, mas também moral, das gerações. É assim que uma geração não nasce, da outra, não armada para as reivindicações e as lutas contra os mais velhos, mas preparada para mútua compreensão. A continuidade assegura a paz e o entendimento entre o dia de ontem e o de hoje. E o dia de hoje pode olhar para o de amanhã, sem medo de ser massacrado. De onde vem a falta de tradição? Isto ocorre quando a vida de família é defeituosa. Por exemplo, quando esquece ou rejeita toda e qualquer tradição. Conheço famílias tradicionalmente antitradicionais, onde, de bisavô a bisneto, todos falam contra a tradição. Nestas famílias o mais das vezes, todos brigam entre si porque não se entendem.

Família: Célula mater da sociedade. Quanta razão temos para querer e admirar esta palavra! Os casais que se constituem com a benção de Deus, para se quererem, se entre-ajudarem e se perpetuarem na prole; as alegrias e dores que se partilham, o ambiente doméstico que se vai formando e caracterizando pela mútua compreensão e pela marca das vicissitudes; as crianças que vão recebendo os valores desse ambiente em suas almas moldáveis, e os vão tomando como preciosos ideais de vida; a família que ao cabo das gerações se abre em ramos numerosos, que o afeto, a lembrança do passado, as esperanças de futuro mantém bem juntos; os mais velhos que vão caminhando lentamente para a eternidade, alegres por deixarem nesta terra uma obra querida por Deus, abençoada por Ele e destinada ao serviço d'Ele: como tudo isso é belo!

Propriedade: Para Leão XIII, a propriedade forma, com a liberdade e o trabalho, um todo harmônico e indissociável. De sorte que nega simultaneamente estes três valores, quem nega um só deles. E afirma implicitamente os três, quem afirma um.

De fato, todo ser vivo – desde a mais modesta célula até um pássaro ou um leão – tem necessidades e é dotado de aptidões naturalmente destinadas à satisfação dessas necessidades. Assim, o pássaro ou o leão têm fome, e, por isto, o seu instinto lhes faz conhecer e apetecer o alimento apropriado. E o seu corpo tem os meios necessários para se apoderar desse alimento e ingerí-lo. Há, pois, uma correlação natural entre as necessidades e as aptidões de cada ser vivo.
Este princípio universal aplica-se também ao homem. E daí decorrem, para cada homem, os três direitos de ser livre, de trabalhar e de se tornar proprietário.

Com efeito, para satisfazer suas necessidades, tem o homem uma alma inteligente e dotada de vontade, para ver e querer aquilo de que precisa. Seu corpo é, para ele, fonte de múltiplas necessidades, e também instrumento para fazer o que for preciso com fim de as atender. Desta situação, decorre, para o homem, ter, simultaneamente:

1. O direito à liberdade de agir segundo sua reta razão para atingir o seu fim;

2. O direito de exercer um trabalho como meio de atender suas necessidades;

3. O direito de propriedade.

Sim, o direito de propriedade. Não pretendo, neste breve artigo, expor todas as origens legítimas da propriedade. Vejamos simplesmente como ela nasce da liberdade e do trabalho.

Porque o homem é dotado de uma liberdade natural, ele não é escravo, mas dono de si mesmo.
Porque o homem é dono de si mesmo, é dono de suas aptidões, e do trabalho mediante o qual exercita suas aptidões. E, porque o homem é dono de seu trabalho, é dono do fruto de seu trabalho. Isto é, o homem é proprietário de seu salário. A propriedade nasce, pois, da liberdade e do trabalho.

Vejamos agora como a propriedade do salário gera a propriedade de toda a sorte de bens móveis e imóveis. Porque o homem é dono de seu trabalho e de seu salário, pode trabalhar mais ou menos, e economizar mais ou menos. Trabalhando e economizando muito, poderá formar um "pé de meia" para ficar despreocupado quanto ao dia de amanhã. Ou para adquirir instrumentos de trabalho com que possa montar uma empresa ou para comprar um imóvel que alugue a terceiros. Ou para reunir um pecúlio com que se associe a um negócio. A propriedade – a expressão, se não me engano é de Leão XIII – é trabalho condensado e acumulado.

Assim, da liberdade e do trabalho de cada qual, nasce a propriedade.

Como remate, respondo apenas a algumas possíveis objeções.

1 – Não é injusto que uns se tornem proprietários, enquanto outros, por doença, infortúnio ou preguiça, não conseguem para si tal resultado?
Seria o mesmo que perguntar se não é injusto haver gente que goze saúde, passeie ou viaje, enquanto outros, por doença, infortúnio ou preguiça, não podem fazer o mesmo. Aos que estão em situação de inferioridade, ajuda-se. Porém não se corta o curso normal das coisas por causa de situações anormais, culposas ou não.

2 – Mas a propriedade não se presta a abusos?
Sim. Há que coibí-los. Mas nem por isto é o caso de a perseguir e mutilar. Também em matéria de liberdade e de trabalho há abusos possíveis. Todos concordam em os coibir. Ninguém concordaria por isto em mutilar ou perseguir a liberdade ou o trabalho.

3 – Se a liberdade, o trabalho e a propriedade são tão conexos, porque optar em seu lema pelo vocábulo "propriedade"?
O que é, hoje em dia, mais carente de defesa, no plano doutrinário? A liberdade e o trabalho, que todos glorificam "una voce"? Não. Mas a propriedade, que os demagogos e os tolos – uns e outros no fastígio, em nosso século – com todas as forças atacam.

Sim, defendemos a propriedade, e nela e com ela, implicitamente, o trabalho e a liberdade.

TRADIÇÃO, FAMÍLIA, PROPRIEDADE. Ideais que nunca morrem!


Fontes:
"Folha de S. Paulo", 11 de setembro de 1968, Dona Cesarina, uma inimiga da TFP
"Folha de S. Paulo", 2 de outubro de 1968, Liberdade, trabalho ou propriedade?
"Nobreza e Elites Tradionais Análogas", Plínio Corrêa de Oliveira, Ed Civilização, 1993