Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, segunda-feira, 23 de abril de 2007

Um recado a Catellius

Autor: Edson Oliveira   |   23:13   7 comentários

Realmente, como o Sr. profetizou, não autorizei nenhum comentário seu. Nem mesmo aquele no qual você fez essa profecia e pensou que talvez eu a esse publicasse. Como você afirmou que não se importaria com a não publicação, então dispenso-me de dar aqui as devidas razões. Quereria ter enviado esta resposta a seu e-mail; não o encontrando em sua ficha no Blogger, publico aqui temporariamente este recado.

Edson

Dados sobre o referendo de Portugal

Autor: Edson Oliveira   |   22:28   1 comentário

No dia 11 de fevereiro, ocorreu em Portugal um referendo sobre o aborto. Muito já se noticiou sobre ele, apenas coloco aqui neste espaço alguns dados que me parecem - na melhor das hipóteses - desconhecidos por alguns intelectuais, jornalistas e - quiça - religiosos favoráveis a "matança dos inocentes".

- Dos 8.832.628 eleitores inscritos, apenas 3.851.613 (43,61%) votaram.

- A abstenção somou 56,39% (4.981.015), fazendo com que o referendo não tivesse efeito vinculativo.

- Dos que votaram (apenas 43,61% dos eleitores): 59,25% o fizeram no SIM e 40,75% no NÃO.

- Os 2.238.053 que optaram pelo SIM representam apenas 25,34% de todo o eleitorado.

- Desta minoria, muitos terão votado a favor da prática do aborto livre. Mas muitos também terão sido embalados pelas enganosas promessas de campanha, algumas das quais prometiam até a diminuição desta prática.

- Assim é fácil perceber que faltava completamente legitimidade ao primeiro ministro socialista para levar adiante qualquer alteração da lei de liberalização do aborto.

Como explicar, em um ambiente público profundamente dividido, que só 43,61% dos eleitores tenham acorrido às urnas? Seria essa alta abstenção fruto do desinteresse, ou até mesmo da indiferença?
Em entrevista à agência católica de notícias, Zenit, o diretor de campanha de Ação Família afirmou a esse propósito:

“Há, é claro, uma parcela de pessoas alheadas do processo político, seja por desinteresse, seja por falta de formação. 

“Uma outra parcela dos abstencionistas é composta de pessoas que ficaram confusas com as idas e vindas do debate que, ao tentar ocultar o que realmente estava em causa, muitas vezes mais confundiu do que esclareceu.

“Por fim, uma parcela ponderável dos que se abstiveram fê-lo por demonstrar incômodo ou até oposição aberta a que o direito à vida fosse levado a referendo. Entre estes últimos, estou convencido de que muitos terão sido cristãos. E esta oposição surda é um dos fatores que retira legitimidade à fraca vitória do SIM”.

São Paulo, domingo, 22 de abril de 2007

Aborto e incoerências

Autor: Edson Oliveira   |   15:49   1 comentário

É interessante ver como os fávoreis à desciminalização do aborto usam certas frases psico-sentimentais incoerentes para justificar sua posição. Vejamos um exemplo:

Para o Dr. Aníbal Faúndes, autor do livro O drama do aborto em busca de um consenso, "Não há ninguém que ache o aborto bom. Mas a questão é: condenar a mulher vai resolver o problema?" (A Tarde, 22-4-07).

Bem, se realmente o Dr. Aníbal considera o aborto como um mal a ser resolvido, então é louvável que procure soluções para resolvê-lo. Mas, o que me fica na cabeça ao ler a pergunta posta por ele é o seguinte: será que descriminalizando o aborto vai resolver o problema do aborto? Mutatis mutandi, Isso não seria como querer descriminalizar o roubo numa tentativa de solucionar o problema dos assaltos? Segundo esse raciocínio, poderia-se fazer a mesma pergunta do doutor para a questão dos bandidos: "Não há ninguém que ache o roubo bom. Mas a questão é: condenar o bandido vai resolver o problema?"

Para mim, pobre camponês, esse argumento, além de incoerente, abre margem para desmantelar toda a ordem jurídica.