Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, domingo, 22 de abril de 2007

Aborto e incoerências

Autor: Edson Oliveira   |   15:49   1 comentário

É interessante ver como os fávoreis à desciminalização do aborto usam certas frases psico-sentimentais incoerentes para justificar sua posição. Vejamos um exemplo:

Para o Dr. Aníbal Faúndes, autor do livro O drama do aborto em busca de um consenso, "Não há ninguém que ache o aborto bom. Mas a questão é: condenar a mulher vai resolver o problema?" (A Tarde, 22-4-07).

Bem, se realmente o Dr. Aníbal considera o aborto como um mal a ser resolvido, então é louvável que procure soluções para resolvê-lo. Mas, o que me fica na cabeça ao ler a pergunta posta por ele é o seguinte: será que descriminalizando o aborto vai resolver o problema do aborto? Mutatis mutandi, Isso não seria como querer descriminalizar o roubo numa tentativa de solucionar o problema dos assaltos? Segundo esse raciocínio, poderia-se fazer a mesma pergunta do doutor para a questão dos bandidos: "Não há ninguém que ache o roubo bom. Mas a questão é: condenar o bandido vai resolver o problema?"

Para mim, pobre camponês, esse argumento, além de incoerente, abre margem para desmantelar toda a ordem jurídica.

1 comentários:

Excelente comentário. Aliás esta pergunta está incompleta: Condenar a mulher vai resolver o problema? Devia continuar: e matar o inocente resolve?

O curioso é o seguinte: os abortistas dizem que o aborto é mau, mas propõem como solução o próprio aborto! Será que não têm capacidade criativa para buscar uma outra solução, ou na verdade sua intenção é mesmo o aborto livre, algo que não têm coragem de confessar?