Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, sábado, 24 de janeiro de 2009

Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloria

Autor: Edson Oliveira   |   00:12   2 comentários

Transcrevo os comentários de José Carlos Solimeo - que muito me honra como leitor deste blog - sobre o filme Henry V.

Segue um vídeo (vide abaixo), parte do filme HENRY V, de Keneth Branagh, baseado em peça de William Shakespeare, quando, ao final da batalha de Azincourt, ele ordena que ninguém se vanglorie daquela vitória, que foi uma vitória de Deus e ordena que se cante o TE DEUM e NON NOBIS DOMINE. O filme todo é espetacular, com uma atuação magistral do ator principal, que também produziu e dirigiu tal filme (com apenas 25 anos de idade). Infelizmente, depois ele só fez porcaria...

Sobre a genialidade do Diretor, note que, embora a cena dure quase cinco minutos de movimentação constante, pois, os ingleses estão se retirando do campo de batalha, carregando seus mortos, não há cortes; a cena toda foi feita de uma só tomada, portanto, sem cortes.

Neste episódio do NON NOBIS, o emissário francês se vem pela enézima vez parlamentar com o rei da Inglaterra, desta vez depois da batalha, quando - segundo o roteiro - o Rei toma conhecimento de que franceses haviam matado os pagens ingleses, o que, além de uma barbárie, pois, são meninos, era expressamente contra as leis da guerra. O Rei, por causa disso está furioso, e parte para cima do emissário francês, sem saber qual a sua missão, perguntando-lhe o que ele quer dessa vez (isso, depois de jogá-lo ao chão). O emissário diz ao Rei que ele veio lhe pedir a permissão para recolher os mortos franceses, que são muitos, príncipes e nobres misturados não só ao homem comum, mas, também aos mercenários. O Rei lhe diz que, para falar a verdade, ele não sabe se essa permissão lhe é atribuição, uma vez que não sabe quem venceu a batalha ("não sei se o dia foi nosso"), ao que o emissário lhe responde "o dia é seu". O Rei, então, pasmo e agradecido, decreta pena de morte a quem do seu exército se gabar dessa vitória, uma vez que, sem dúvida a vitória lhes veio de Deus. Ele diz que todos devem reconhecer que nesse dia "Deus lutou por nós". Decreta, mais, que se iniciem os Santos Ritos dos Mortos e que todos marchem em direção a uma vila próxima, cantando o TE DEUM e o NON NOBIS. De acordo com uma matéria que encontrei, o NON NOBIS é baseado no Salmo 115, que diz, numa tradução livre "Não a nós, Senhor, não a nós, mas, ao seu Nome, devemos dar glórias" (Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloria). De acordo com a mencionada matéria, este salmo celebra a derrota dos exércitos egípcios e a libertação de Israel por Deus, na passagem do Mar Vermelho.


2 comentários:

Sim, Henrique V foi melhor do que seu pai Henrique IV que disputou com a Igreja!
A Alemanha sempre foi um gigante, tanto para o bem como em alguns momentos para o mal.
Foi na Alemanha que surgiu o Luteranismo e tambem nela surgiram numerosos defensores da fé!
É um Pais importante para a cristandade e hoje temos um Papa alemão, um Grande Papa que vem da terra de Lutero!
A Alemanha, terra dos iluminados, mas tambem terra dos imperadores Católicos!
A Alemanha terra que deu tanto trabalho aos Romanos, mas que posteriormente se uniu a eles e se imtegrou ao império!
Como é possível surgirem figuras tão diferentes nesta terra?
Muito bonito esse vídeo!
Um Abraço!
Maximiano Henrique Rebequi dos Santos

Continuação do comentário anterior:
Na Alemanha com Henrique IV quase houve um cisma porque este rei tentou controlar a direção da Igreja na Alemanha defendendo inclusive os inimigos históricos da Igreja.
Isto foi um prelúdio da reforma protestante que foi promovida por Lutero com o apoio dos mesmos inimigos da Igreja que influenciaram anteriormente a Henrique IV.
A Igreja viveu um período de relativa paz entre Henrique V e o Iluminismo, após esse período começaram os ataques mais poderosos de seus inimigos que neste meio tempo não deixaram de combatê-la.
Logo trataremos de novo dos Henriques...
Na França Felipe IV entrou em conflito com a Igreja e escolheu um outro Papa que foi Clemente V.
Posteriormente com a morte de Felipe IV, o rei Eduardo III da Inglaterra pretendia reinar sobre a França,pois, Felipe III era seu avô e seu tio Carlos IV tambem havia falecido.
No entanto os franceses baseando-se na lei Sálica que proibia a sucessão por linhagem feminina na França, se opuseram a tal pretensão.
Daí resultou a eclosão da guerra dos cem anos por motivo de sucessão, entre dois ramos familiares.
Se na França os inimigos da Igreja já tinham conseguido indispor o rei Felipe IV contra a Igreja, na Inglaterra eles já haviam minado o poder dos reis com a criação do Parlamento.
Na Guerra dos Cem Anos a Inglaterra começou ganhando se bem que quem ganhava realmente eram aqueles mesmos usurários inimigos da Igreja que aproveitando a disputa dinástica emprestavam muito dinheiro e vendiam muito aos dois lados do conflito, da mesma forma como fizeram com Henrique IV da Alemanha, usando sempre o ouro para corromperos homens e afastá-los do seu inimigo figadal que é a Igreja.
Depois de algum tempo de guerra morre o rei françes Carlos V e a França entra em disputa dinástica, de um lado a dinastia Armagnacs e de outro os Borguinhões.
Os Armagnacs vencem e os Borguinhões se aliam aos ingleses de...Henrique V da Inglaterra.
Henrique V vence mas sua vitória não é total e com sua morte sobe ao trono Henrique VI que ainda muito novo não reina e a Inglaterra fica sob o comando de uma regente que queima a Santa Joana D'Arc.
É bom lembrar que os inimigos da Igreja e de toda cristandade nesse meio tempo e adiante sempre estiveram por trás disto tudo, promovendo disputas e conseguindo sucesso à medida que afastavam os governantes e os reis do catolicismo, da Rocha de Pedro que o demônio não pode derrubar então afasta os homens dela!
Passado algum tempo estoura na França a Guerra dos Tres Henriques em que a questão religiosa é preponderante,pois, nesta época a igreja lutava contra os protestantes (huguenotes) e estes eram financiados por aqueles mesmos inimigos da Igreja, sabendo eles que o que os mantinha afastados do poder era a Igreja que defendia os Nobres verdadeiramente Cristãos (Católicos).
Henrique Bourbon converte-se ao catolicismo e assume o reinado da França.
Henrique de Bourbon torna-se o rei...Henrique IV...desta vez da França e não da Alemanha e nem da Inglaterra...
No entanto Henrique IV proclama o Édito de Nantes que beneficia os protestantes e por tabela os seus financiadores que são aqueles antigos inimigos da Igreja...e de todos os homens...
Morre Henrique IV e Luís XIII é muito novo, assim, como o rei era católico assume o regente Cardeal Richelieu que rompe com o poder dos infiéis e luta contra os Habsburgos (Alemães)que já estavam por demais influenciados pelo Protestantismo...
Posteriormente sobe ao trono uma sucessão de reis católicos com todo o rigor da palavra e defendem a Igreja como podem!
No entanto os inimigos da Igreja continuam a fazer guerra contra a França e não a deixam respirar...
chegando ao ponto de levantarem Inglaterra,Holanda,Prússia,Áustria e o Sacro Império contra a mesma.
A ligação entre os Henriques da História é espantosa, todos se envolveram em questões religiosas e combateram uma hora contra e outra a favor da Igreja, quase todas ou todas as famílias imperiais da Europa tem parcela de sangue Germânico e o curioso é que Henrique é um nome de origem Germânica e a questão religiosa começou com um Henrique e é ela que causou a divisão do Estado da Igreja e possibilitou o desgoverno atual dos Estados afastados de Deus,provocou a queda de Luis XVI e a Revolução Francesa, que por sua vez provocou o Comunismo que difundiu o materialismo que prepara o Governo Mundial do "Messias" que pretende destruir a Igreja...
Moral da História, só é legitimo o governo ligado a Igreja que é ligado a Pedro que é ligado a Jesus...
Henrique:Nome germânico de reis franceses e ingleses que significa "senhor rico,príncipe poderoso"
Um Abraço!
Maximiano Henrique Rebequi dos Santos