Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Superficialidade, mau gosto e libertinagem

Autor: Edson Oliveira   |   21:57   9 comentários

O homem de hoje vive depressivo, cansado e sem tempo. Nada lhe sacia. Para ele a felicidade é o prazer constante. Chega a imaginar que se uma pessoa pudesse sentir a cada momento uma sensação sensível, aprazível, este seria feliz.

Nesta perspectiva, a menor das dores é considerada, pelo homem de hoje, a desgraça suprema.

Dor. Palavra proibida. Excluída do vocabulário do dia-a-dia. Pronunciá-la traz má sorte. Falar em mortes, doenças ou desastres tornou-se politicamente incorreto. Todo mundo precisa sorrir para tudo e para todos.

Fugir do sofrimento é o ideal de nossos contemporâneos. E por não conseguirem escapar dessa pena imposta por Deus como castigo do Pecado Original, vivem sofrendo. E sofrem por não se livrar da dor. Preferem se deixar iludir pela promessa de um mundo utópico sem ela do que aceitá-la como meio de santificação.

E por recusarem a lógica da dor, sem lógica são suas ações dolorosamente ilógicas.

O homem de hoje despreza o tradicional e durável. Ele gosta da novidade, do superficial e do descartável. O que compra hoje, não tem valor amanhã. Mas se ufana em possuir na sociedade moderna direitos de consumidor para reclamar pela má qualidade dos produtos.

O homem de hoje abandonou o bom gosto dos ambientes do passado e o valor de uma boa conversa para passar grande parte de sua vida diante da TV, sentado num puff, com uma lata de refrigerante - Light, é claro - na mão e comendo qualquer coisa "sem gordura trans". O auge de suas relações sociais se limitam a rodas de piadas, fofocas e deboches dos defeitos de amigos que não estão presentes.

O homem de hoje pouco se importa com normas morais. Luta com toda fibra por mais e mais liberdade, não suporta a menor repreensão, mas se espanta com o aumento da criminalidade, do narcotráfico, da pedofilia e da maternidade precoce.

O homem de hoje, em favor da agitação e do barulho, abandonou a temperança, o recolhimento e o remanso; e encontrou a depressão, o cansaço e a falta de tempo. Por uma vida de piadas e gargalhadas, desprezou a seriedade e a serenidade e obteve em troca a tristeza e estupidez no trato. Quis liberdade e se indignou por sua filha de 15 anos estar grávida e não saber dizer quem é o progenitor.

O homem de hoje colocou a tradição, o bom gosto e a moralidade no banco dos réus. Ele via na superficialidade, no grotesco e na libertinagem um caminho para fugir da dor. Pensava que se entregando ao instintivo e ao espontâneo chegaria, enfim, ao reino da felicidade terrena repleta de prazeres.

O homem de hoje baniu da sociedade o que havia de bom no passado, construiu um presente sombrio e deixará como herança um futuro onde só se vislumbram catástrofes no horizonte.

Só nos resta uma esperança.

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” (Nossa Senhora de Fátima, 1917)

9 comentários:

"chegaria, enfim, ao reino da felicidade terrena repleta de deliciosos prazeres suínos"

Prazeres suínos? Eu nunca havia ouvido alguém falar nesses "prazeres".
perguntei aos meus vizinhos da Igreja de JC dos Santos dos Últimos Dias e um Helder me falou que isso seria algo como cópula com suínos, que eles repudiavam. Será?

O termo pejorativo expressa a tendencia hodierna desbragada para a sexualidade " tudo, com todos e em todo lugar", como dizia um ministro pedófilo de Mitterrand.

É uma expressão forte e acho que vou retirar do texto.

Parabéns Edson!! É sempre um prazer ler seus posts. Você renova nossas esperanças de que nossa luta afinal não está perdida!!!!!!

Como dizia o professor Plinio Correa de Oliveira:
a tradição é o passado que não deve morrer; é o passado do qual o futuro depende.
Ele era ainda mais expressivo do que isto que reproduzi, mas a idéia é neste sentido.
Enfim, faltam princípios ao homem moderno, falta lógica; falta a busca sincera pela Verdade, Aquela Eterna e que somente Ela liberta o homem.

O jugo do Senhor Jesus é leve,seus ensinamentos são repletos de sabedoria,neles,encontramos condições para uma boa existência na terra e se bem seguidos,com Fé,nos proporcionam um feliz destino no Paraíso.
O homem,se negando a seguir o Cordeiro de Deus,se guia por caminhos que o conduzem ao mau viver nessa terra e à perdição eterna.
No caminho preconizado pelo Divino Professor e Deus-Homem,encontramos instruções de vida que,se bem seguidas,proporcionam um mínimo de dores e a possibilidade de fruição dos prazeres lícitos,que não produzem mais dor,como o pecado produz.
Dos dois caminhos,grande parte dos homens escolheu o do pecado e com ele,a negação das obrigações e responsabilidades,fugindo das conseqüencias dolorosas de seus atos,fugindo também,da constatação de sua miserável condição num mundo apartado da plena amizade de Deus.
Os narcóticos e estimulantes,drogas usadas pelo homem para se entorpecer,se estimular,são muito procuradas por homens que desejam fugir da realidade dolorosa da existência.
Excelente artigo,providêncialmente atual.
Parabéns Edson!

Esse estereótipo de homem depressivo não corresponde á população e à imensa maioria de brasileiros, que trabalham e levam uma vida simples. Ela corresponde à vida dos contempledores ricos, que vivem sem trabalhar, de rendas e de exploração, rezando e apelando para entes metafísicos, no sentido de obterem lugar privilegiado no céu. O articulista projeta uma verdade esuisofrênica, distante da realidade.
A libertinagem que imagina acontecer lá fora é a que povoa a sua mente e as suas tentações, por isso a culpa o obriga a rezar tanto.

Simon, Simon, se eu rezasse tanto quanto você pensa, certamente minha vida seria outra.

Ademais, você personificou mais uma faceta da caricatura pseudo-intelectual da esquerda, o pedantismo silogístico: "Esuisofrênica".

Você consegue escrever mais errado do que eu e ainda quer se dar ao luxo de usar de neologismos acadêmicos. De que circo universitário você saiu?

Edson, livre-se do moralismos hipócrita, dos que se alimentam das falhas alheias para confortarem-se. Pense nas possibilidades de você não estara 100% certo e dos outros não estarem 100% errados. Na hipótese de você não ter reserva no céu e os outros condenação no inferno. Pense um pouco no presente...em que inferno você vive?

Simon, que é isso? De repente você santificou a população brasileira? Mas que besteirinha, você ficou ofendidinho? Sempre aquela historinha de que quem apela aos costumas e a Fé é hipócrita, moralista, bla bla bla. Não sabe você que é justamente o povo mais simples o que mais tem Fé e mais reza? Vá se fazer de entendido em alguma turma de ensino médio, onde há idiotas que vão comprar tuas besteiras.