Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, domingo, 30 de setembro de 2012

Vídeo: “Consciente coletivo” ou psicose coletiva?

Autor: Rodrigo Amorim   |   18:16   Seja o primeiro a comentar



O vídeo abaixo revela o quanto precisa ser divulgado o livro  "Psicose ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião" ecológica igualitária e anticristã".


Os mitos divulgados pela grande mídia e por certos círculos pouco científicos e muito ideológicos têm causado uma verdadeira psicose coletiva.

Preservar o meio ambiente é uma coisa, mas usar falsos pretextos – às vezes ingenuamente tomados como verdadeiros – para interromper nossa excelente produção de gado é outra.

Para quem ler o livro, ficará claro os mitos acerca do assim chamado “efeito estufa” e do alarmismo sobre o gás metano na atmosfera. Não perca tempo e sobretudo não seja vítima da psicose ambientalista, adquira já seu exemplar:

http://www.livrariapetrus.com.br/Default.aspx?cod=oR9pH

São Paulo, sábado, 29 de setembro de 2012

Psicose ambientalista: livro à venda

Autor: Edson Oliveira   |   10:36   Seja o primeiro a comentar

Antes do lançamento do livro "Psicose ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião" ecológica igualitária e anticristã", escrito por D. Bertrand de Orleans e Bragança e uma equipe de especialistas, você já pode adquirir seu exemplar.

Clique aqui e acesse o site da Livraria Petrus para adquirir o livro.

Psicose ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião" ecológica igualitária e anticristã

São Paulo, sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bispo participa de manifestação... contra o aborto? em defesa da família?

Autor: Edson Oliveira   |   14:39   2 comentários


Não! Dom Manoel saiu as ruas junto com muçulmanos para protestar contra o filme "Inocência dos Muçulmanos".

Não quero destacar aqui a questão do filme, mas sim o fato de como é difícil encontrar um bispo que - vestido como bispo - participe de manifestações de rua promovidas por católicos. Mais difícil ainda é encontra algum bispo que se pronuncie energicamente e organize manifestações contrárias aos filmes e charges que profanam a Fé católica. Parece que esse é um privilégio de Mamoé.

São Paulo, quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Celibato eclesiástico

Autor: Edson Oliveira   |   22:18   2 comentários

Para nosso mundo decadente, o celibato eclesiástico é desconcertante. Volte e meia o assunto vem a tona e a grande mídia adora colocar seus holofotes em qualquer membro da hierarquia católica que se posicione conforme os "ventos modernos", ou seja, contrário ao celibato obrigatório.

Exemplo disso foram as luzes midiáticas postas em um pronunciamento de Dom Jacinto Furtado, novo arcebispo de Teresina (PI), que, segundo reportagem da Folha de São Paulo (22/9/2012) espera que o papa torne opcional o estado celibatário. E hoje (28/9/2012) saiu no mesmo jornal, mas agora com pouco destaque dos holofotes, publicado na coluna de Opinião dos leitores, uma nota de repúdio de Dom Jacinto na qual afirma que o celibato "é um dom do espírito à igreja de Cristo, que está muito bem adequado ao sacerdócio" e que "o autor da reportagem, levianamente, extraiu expressões que repercutiriam pejorativa e negativamente em relação à minha posição para com a Igreja Católica".

(Ao lado: Capa do livro do cardeal Alfons Maria Stickler, The Case for Clerical Celibacy, que desmente argumentos - pretensamente histórico-canônico - contrários ao celibato)

Sobre o celibato, seu fundamento, sua importância e sua história, saiu no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira uma matéria importantíssima que trata do assunto. Transcrevemos abaixo.

***

O celibato eclesiástico vem da ligação sobrenatural do Sacerdote católico com Cristo, o Sumo-Sacerdote

Luiz Sérgio Solimeo

Em épocas de crise, sempre surgem pretensos reformadores com soluções “geniais”, que não consistem em outra coisa senão em demolir as mais veneráveis tradições da Igreja.

Um dos alvos mais constantes desses pretensos reformadores tem sido o celibato eclesiástico, uma das glórias da Igreja latina.

Abandono do celibato e divórcio

É curioso que, juntamente com a abolição do celibato clerical, vem o abandono da indussolubilidade do matrimônio. E compreende-se: julgando-se impossível a guarda da castidade, não é só a continência celibatária que cai por terra, mas também a castidade conjugal, a fidelidade no matrimônio.

Historicamente vemos que foi o que se deu com os cismáticos orientais, os protestantes, anglicanos, etc. A abolição total ou parcial do celibato clerical veio conjuntamente, ou foi precedida, da permissão para o divórcio.

Os atuais escândalos sexuais, tão noticiados pela mídia, têm servido de pretexto para um recrudescimento da campanha contra o celibato eclesiástico. Setores da mídia, organizações de padres-casados, de católicos liberais, vem insistido no assunto.

Além dos argumentos pseudo-científicos que visariam provar a impossibilidade da guarda da castidade, está sendo muito difundido o argumento de que o celibato é uma disposição puramente disciplinar, introduzido tardiamente na legislação da Igreja e que pode ser abolido sem maiores problemas. Ou, ao menos pode ser tornado optativo, com sacerdotes casados ou célibes, conforme decisão pessoal.

Na verdade, inúmeros estudos, muitos deles recentes que desmentem por completo esse argumento pretensamente histórico-canônico.[1]

Prática da continência na Igreja primitiva

Esses estudos, com base em sólida documentação e irrepreensível documentação mostram que, embora não se possa falar em celibato no sentido estrito da palavra – isto é pessoa que nunca se casou –, é certo que desde os tempos apostólicos a Igreja teve como norma que aqueles que eram elevados ao Sacerdócio e ao Episcopado (como também os Diáconos) deviam guardar a continência. Caso fossem casados, o que era muito comum nos inícios da Igreja eles deviam, com o consentimento das esposas cessar a vida conjugal e inclusive de habitar sob o mesmo teto.

Vamos seguir aqui mais diretamente o breve, mas denso estudo do Cardeal Alfons Stikler, pela sua autoridade de historiador do Direito Canônico e antigo bibliotecário da Santa Igreja.

Segundo explica ele, a Igreja dos tempos apostólicos e a Igreja primitiva não exigiam que uma pessoa fosse solteira ou viuva para ser ordenada sacerdote ou designada bispo.

Tendo em vista que grande número dos cristãos era composta de convertidos, às vezes na idade adulta ( o caso de Santo Agostinho, convertido aos 30 anos, é típico), era comum que um casado fosse ordenado sacerdote e feito bispo. Mas, como se lê nas Epístolas de São Paulo a Tito e a Timóteo, o Bispo devia ser “homem de uma só mulher”,[2] no sentido de ter sido casado uma só vez.

Com efeito, julgava-se que uma pessoa que, tendo ficado viuva, tinha casado de novo, dificilmente teria força suficiente para cessar as relações conjugais e a convivência sob o mesmo teto. É evidente, salienta o Card. Stikler, que, dado o caráter de mútua entrega do matimônio, tal separação só podia efetivar-se com inteiro acordo da esposa, a qual, por sua vez, se comprometia a viver na castidade em uma comunidade feminina.

A confirmação pelos Evangelhos

Em relação aos Apóstolos, só de São Pedro sabemos com certeza que fosse casado, pois sua sogra é mencionada nos Evangelhos.[3] Mas é possível que outros também o fossem. Mas temos a indicação clara de que eles abandonaram, inclusive a família, para seguir a Cristo.

Assim, lemos nos Evangelhos que quando São Pedro peguntou a Nosso Senhor, “Vê, nós abandonamos tudo e te seguimos.”Jesus respondeu: Em verdade vos declaro: ninguém há que tenha abandonado, por amor do Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que não receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.[4] Não caberia neste artigo acompanhar toda a história do celibato, conforme a ampla documentação citada pelo Card. Stikler. Resumidamente, apresentamos alguns dados mais salientes.

Já o Concílio de Elvira, na Espanha (310 A.D), no Cânon 33, ao tratar da continência sacerdotal, apresenta o celibato como uma norma que deve ser mantida e observada e não como uma inovação. E o fato de não ter havido nem revolta nem surpresa mostra que essa era a realidade.

O mesmo se dá no Concílio da Igreja da África, por volta de 390 e sobretudo no Concílio de Cartago, também no norte da África, (ano 419), do qual participou nada menos do que Santo Agostino. Esses Concílios lembram a práxis eclesiástica da obrigação do celibato, afirmando que tal praxe é de tradição apostólica.

Celibato não foi introduzido na Idade Média

O Papa Siricius, respondendo em 385 a uma consulta específica sobre a continência clerical, afirma que os Bispos e padres que continuam suas relações conjugais após sua ordenação vão contra uma irrevogável lei que os liga à continência e que vem desde os começos da Igreja.

Vários outros Papas e Concílios regionais, em especial na Gália, continuaram a lembrar a tradição do celibato e a punir os abusos.

Na luta que São Gregório VII travou no século XI contra a intervenção do Imperador do Sacro Império em assuntos eclesiásticos, conhecido como a querela das investiduras, ele teve que combater a simonia — a compra dos cargos eclesiásticos –, e o nicolaísmo – heresia que prega, entre outras coisas, o casamento clerical.

Não foi esse Santo, como alegam muitos ou o Segundo Concílio de Latrão (1139) que “introduziriram” a lei do celibato na Igreja; eles apenas confirmaram a vigência de uma disposição que vinha desde o início da Igreja, e tomaram disposições para manter a sua observância. Esse concílio lateranense não somente confirmou a lei da continenência, mas declarou nulo o casamento tentado por sacerdotes e diáconos ou por aqueles ligados por votos solenes de Religião.

Erros e falsificações

O principal argumento daqueles que negam a tradição apostólica da continência clerical é que, durante o Primeiro Concílio de Nicéia, em 325, um Bispo e Ermitão famoso, Paphnutius, do Egito, teria se levantado, em nome da tradição, para dissuadir os Padres Conciliares, de impôr a continência clerical. Diante de tal intervenção, o Concílio teria se negado a impôr tal continência.

Ora, argumenta o Cardeal, o historiador desse Concílio, que esteve presente nele, Eusébio de Cesarea, não faz referência a esse fato, o qual, a ter existido, teria chamado sua atenção. A menção a Paphnutius só aparece quase um século depois, na pena de dois escritores bizantinos, Socrates e Sozomen, sendo que o primeiro dá como fonte uma conversa que teve quando jovem com um velho que teria participado daquele Concílio. No entanto, tal afirmação é muito questionável, pois Socrates nasceu por volta de 380, ou seja, mais de cincoenta anos após o Concílio, o que faz com que sua pretensa fonte fosse ao menos septuagenária quando ele nasceu, e praticamente nonagenária quando ele fosse um rapaz.

A história da intervenção de Paphnutius sempre foi tida em suspeição, inclusive porque seu nome não consta da lista de Padres vindos do Egito para o Concílio de Nicéia, como atesta Valesius, editor das obras de Socrates e Sozomen na Patrologia Grega de Migne.

Mas, o argumento decisivo, segundo o Card. Stikler, é o de que os próprios gregos não apresentaram o testemunho de Paphnutius para justificar sua ruptura com a tradição da continência clerical. Quando, no segundo Concílio de Trullo (691), por pressão do Imperador, permitiram o uso do matrimônio para os clérigos (não para os Bispos) — contrariando a tradição tanto do Oriente como do Ocidente – foram buscar no Concílio de Cartago, acima citado, uma possível justificação. Mas, posto que esse Concílio era claro na defesa da tradição apostólica da continência, foi necessário falsificar seus decretos, como é reconhecido, hoje em dia, pelos próprios historiadores cismáticos.

O Card. Stikler lamenta que historiadores do peso de Funk, no fim do século XIX, tenha aceitado como válida a história de Paphnutius, quando, em sua época, a crítica histórica já havia rejeitado sua veracidade. O francês Vacandard, através do prestigioso Dictionnaire de Théologie Catholique, foi um dos responsáveis pela divulgação desse erro.

União com Cristo Sacerdote

Conforme argumenta o Card. Stikler, a razão do celibato eclesiástico não é funcional. Ao contrário do Antigo Testamento, em que o Sacerdócio era apenas uma função temporária, recebida por via hereditária, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma vocação, um chamado que transforma a pessoa e o confisca por inteiro. Ele é um santificador, um mediador.

Mais do que tudo, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma particpação no Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote. E, portanto, o Padre tem uma ligação misteriosa e especial com Cristo, em cujo nome e por cujo poder ele oferece o sacrifício incruento (in persona Christi). Portanto, é dessa ligação sobrenatural com o Salvador que vem a razão mais profunda do celibato sacerdotal.

O que existe hoje, aponta o Cardeal, é uma crise de identidade no clero, da qual decorre a crise do celibato. É preciso restaurar a verdadeira identidade do sacerdote, para que ele compreenda as razões profundas de seu celibato e, poratanto, de sua vocação.

Esperemos que, com a ajuda da graça, se restaure, o quanto antes, a verdadeira identida do sacerdote católico, para que cessem todos os desatinos do momento presente.

De nada serviria aos padres-casados e aos simpatizantes voltar às origens da Igreja… Essas origens não permitiriam que eles coabitassem com suas esposas e praticassem o ministério sacerdotal.

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Referências:

[1] Cf. Pe. Christian Cochini, S.J, Apostolic Origins of Priestly Celibacy,(Ignatius, San Francisco, 1990); Cardeal Alfons Maria Stickler, The Case for Clerical Celibacy, (Ignatius, San Francisco, 1995); e o Pe. Stefan Heid, Celibacy in the Early Church, (Ignatius, San Francisco, 2000).

[2] I Timótio 3:2; 3:12; Tito 1:6.

[3]S. Mateus, 8:14: S. Marcos, 1:29; S. Luccas, 4:38.

[4] S. Lucas, 28:31; Cf. S. Mateus 19:27-30: S. Marcos 10:20-21.

Lançamento do livro Psicose Ambientalista – Os bastidores do Eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anti cristã

Autor: Edson Oliveira   |   12:44   Seja o primeiro a comentar



Não há dúvida de que o homem deve usar os recursos da natureza de maneira consciente. Mas nem sempre o faz. É justo, portanto, que ele seja advertido quando procede de modo irracional e predatório na natureza.

O respeito e o cuidado do ambiente em que o homem vive corresponde, pois, a uma justa noção do que hoje se chama ambientalismo.

Mas ao lado deste ambientalismo razoável, existe uma noção exacerbada e irracional, que quer impor ao homem um estilo e condições de vida que o tornam escravo da natureza.

Assim, em vez de o ambientalismo servir ao homem, o homem deve servir ao ambientalismo, ainda que com o sacrifício de suas necessidades mais elementares.
    Nas épocas de grande confusão como a que vivemos, as ideologias malsãs proliferam. Uma delas, com efeitos mais devastadores, é esse ambientalismo psicótico, que quer conduzir o Brasil e o mundo para um verdadeiro suicídio coletivo.
Precisamente isso: suicídio coletivo! Perigo tanto maior quando essa ideologia é propugnada por pessoas aparentemente sensatas, equilibradas e responsáveis.
Assunto, portanto, da maior relevância. Foi o que levou o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira a promover a edição do livro:

Psicose ambientalista
Os bastidores do Eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anti cristã


Elaborado pela Comissão de Estudos Ambientais deste Instituto, sob a orientação de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e descendente da Princesa Isabel, tão benquista do povo brasileiro e à qual o Brasil tanto deve.

A tese geral que o ambientalismo exacerbado sustenta é que o meio ambiente estaria sendo degradado devido à ação humana: nas cidades, as fábricas poluem o ar; e no campo, os métodos de cultivo agropecuário são predatórios da natureza.

De tudo isso resultaria a erosão do solo e o aquecimento da atmosfera — o famoso aquecimento global, que iria derreter geleiras, elevar o nível dos oceanos e submergir as cidades litorâneas. Um desastre global.

Analisando com serenidade de espírito e objetividade de argumentação as alegações de partidários e adversários do ecologismo radical, o livro Psicose ambientalista, que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira acaba de editar, pretende contribuir para que, na encruzilhada em que o Brasil hoje se encontra, os brasileiros saibam encontrar o caminho correto para realizar a missão grandiosa que Deus lhe conferiu, concedendo-lhe um rico e extenso território, de dimensões continentais e, sobretudo, criando nele um povo afetivo, de espírito conciliador e contrário a toda forma de imperialismo em relação a seus vizinhos, irmãos na raça e na fé.

Por isso você não pode perder o lançamento deste livro.

Na ocasião Dom Bertrand e uma equipe de intelectuais altamente preparados irão discorrer sobre o tema de modo que não fique nenhuma dúvida em relação ao ambientalismo.

Após o Painel Dom Bertrand vai autografar os livros que estarão disponíveis no local.

Não fique de fora deste evento.

São Paulo, terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ressurgimento na Europa da “Roda dos Expostos”

Autor: Paulo Roberto Campos   |   09:19   Seja o primeiro a comentar

Representação do uso da “Roda dos Expostos”. A mãe deixava seu bebê, girava a “roda”, tocava o sino e retirava-se. Do outro lado, uma irmã de caridade recolhia a criança, que passava a ser de responsabilidade da Irmandade para cuidados, alimentação e educação.


Criadas no século XII, em plena Idade Média, as “Rodas” para salvar recém-nascidos ressurgem em países europeus. Instituídas no Brasil no século XVIII, elas funcionaram durante muito tempo, mas foram desativadas e hoje encontram-se em museus. 

Escondida pelas trevas da noite, uma mulher aproxima-se de uma praça, olha para todos os lados e, percebendo que não havia ninguém, deposita um “pacote” sobre um banco e desaparece na escuridão. Ao amanhecer, alguns transeuntes encontram o “pacote”, abrem-no, e se deparam com uma surpresa: um bebê.

Muitos casos semelhantes são investigados e esclarecidos pela polícia. Esta descobre que muitas mães deixam seus pequeninos em algum lugar que é ermo durante a noite e movimentado durante o dia, a fim de que passantes logo encontrem seus bebês. Elas têm a esperança de que seus filhos poderão ser assim salvos e receber um tratamento condigno.

Ainda recentemente, na cidade paulista de Guarulhos, um casal, voltando à noite para casa, escuta um gemido próximo a um poste. A jovem pergunta ao noivo: “Você ouviu isso?” — “Sim, deve ser o gato” (havia um nas proximidades). Dão alguns passos e escutam outro gemido, que parecia sair de dentro de um saco. — “Não, isso não parece gemido de gato”. Então se aproximam, mas ficam na dúvida quanto ao procedimento a tomar. Alguns instantes depois, eles ouvem claramente o choro de uma criança. Abrem o saco e... surpresa: um lindo bebê. Levado às pressas ao hospital, sobreviveu. Muitas pessoas estão na fila, querendo adotar esse recém-nascido.

Fatos análogos têm-se multiplicado nas babeis deste mundo neopagão. Não é raro o noticiário dar conhecimento de bebês deixados nas ruas, em portas de igrejas, de casas, etc. Muito piores são os casos de mães que lançam seus recém-nascidos em terrenos baldios, rios e lagoas, e até mesmo no lixo! Como evitar tanta impiedade? E como resolver o problema das mães que, por quaisquer razões, se julgam sem condições de cuidar do fruto de suas entranhas?

São Paulo, segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que há por detrás da "bondade" do governo Dilma em reduzir as tarifas de energia elétrica?

Autor: Edson Oliveira   |   11:51   1 comentário



Na véspera de 7 de setembro último, a presidente Dilma anunciou em cadeia nacional "a mais forte redução que se tem notícia neste país nas tarifas de energia elétrica". Outra boa notícia é que a medida entrará em vigor já no início de 2013.

Quanta bondade, não?

Mas antes de fazer seu exame de consciência e ficar com escrúpulos por não ter não apertado 13 na urna eletrônica e ainda ter feito campanha contra Dilma, veja o vídeo abaixo e entenda melhor a que atos de caridade a obediência as exigências do TCU (Tribunal de Contas da União) leva o governo a praticar.


São Paulo, sábado, 22 de setembro de 2012

Discriminam um senador por ser católico contrário ao aborto e ao homossexualismo

Autor: Ivan Rafael   |   15:58   2 comentários



O vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP)  [foto acima] é o suplente da recém-empossada Ministra da Cultura Marta Suplicy, mas não assumirá automáticamente os cargos nas comissões permanentes da Casa nem os projetos relatados pela licenciada senadora. Por quê? Porque o Senador Antonio Carlos é considerado pelas ONG’s pró-homossexuais “evangélico e homofóbico”.

Ele declara estar ligado à Igreja Católica e se opor à liberação do aborto e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Condições estas que preocupam a Ministra Marta que se empenha em aprovar o PLC 122 que visa criminalizar a assim chamada “homofobia”.
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Fonte: OESP, 13/9/2012, Suplente não vai herdar cargos de Marta nas comissões.

São Paulo, sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ator Rupert Everett: Não há nada pior que ser criado por dois “pais”

Autor: Edson Oliveira   |   10:52   2 comentários

Segundo a agência ACI, o famoso ator britânico, Rupert Everett [foto ao lado], que é declaradamente homossexual, assinalou que não há nada pior que “ser criado por dois pais” homossexuais.

Por causa desta afirmação, recebeu diversos ataques por parte do lobby homossexual.

Everett, que atuou em vários filmes como: “Shakespeare apaixonado”, “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e fez a voz do personagem do príncipe encantado no “Shrek”, declarou ao Sunday Times Magazine que não pode “pensar em nada pior que ser criado por dois pais homossexuais”.

“Alguns podem não estar de acordo com isso. Está bem! Essa é minha opinião”, expressou.

A respeito disso, a sua mãe declarou à revista que “antes falava que queria que Rupert fosse heterossexual, e ainda sinto isso. Eu gostaria que tivesse uma linda esposa e que tivesse filhos”.

“Seria um pai maravilhoso… acho também que uma criança necessita de um pai e de uma mãe. Eu falei para ele e concorda comigo. Não fica aborrecido e somente ri”.

O ator disse também que “não estou falando em representação da comunidade homossexual. De fato, não me sinto parte de nenhuma ‘comunidade’. A única comunidade a que pertenço é a humanidade”.

Esta não é a primeira vez que Everett critica a “paternidade” homossexual. Anteriormente já a tinha chamado de “egocêntrica e vã”.

Fonte: Associação Devotos de Fátima

São Paulo, quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Prêmio Topblog 2012 - votação se encerra no próximo dia 30

Autor: Edson Oliveira   |   11:26   Seja o primeiro a comentar

Estamos concorrendo novamente ao prêmio Topblog 2012 na categoria "Política / Pessoal". O primeiro turno de votações se encerra no próximo dia 30 de setembro onde serão selecionados os 100 primeiros.

Pedimos novamente sua colaboração e um pouco do seu tempo. Acesse o link abaixo e vote através de seu e-mail (que você receberá uma mensagem para confirmar seu voto), de sua conta do Twitter ou do Facebook. Pode votar com as três formas e com quantos e-mails tiver.

http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=17127848

No edição passada do prêmio, em 2012, levamos dois prêmios. Vencemos em primeiro lugar na categoria "Política / Pessoal" pelo juri popular (votação dos internautas) e ficamos em terceiro pelo juri acadêmico.

Contamos com seu apoio para repetir essa conquista.

São Paulo, terça-feira, 18 de setembro de 2012

Profecia de São Orione: o feminismo desmoronará a sociedade, mais do que desmoronou na Rússia pelo bolchevismo

Autor: Edson Oliveira   |   10:53   2 comentários



A propósito da legalização total do aborto previsto no  anteprojeto de reforma do Código Penal brasileiro, o site Vatican Insider, em 13 de setembro último, entrevistou D. Flavio Peloso, diretor geral da "Obra Dom Orione".

O entrevistado reproduz texto – profecia -- de D. Orione (*) [figura acima] sobre a decadência da família.
Nos anos 20, ele (D. Orione) escreveu a respeito da nova situação social e cultural das mulheres. Nesse texto ele passou depois da questão das mulheres ao tema da família: 
“É cristão, é caridoso ocupar-se da condição da mulher, ou melhor, da família cristã – observa D. Orione. O ataque, por ora ainda latente, contra esta fortaleza social que é a família cristã, guardada e mantida pela indissolubilidade do matrimônio, prestai atenção, amanhã tornar-se-á furioso. O feminismo é uma parte importantíssima da questão social, e a nossa falha, ó católicos, é o de não tê-lo compreendido logo. Foi um grande erro. O dia em que a mulher, libertada de tudo aquilo que chamamos a sua escravidão, se tornar mãe segundo seu prazer, esposa sem marido, sem nenhum dever para quem quer que seja, nesse dia a sociedade desmoronará espantosamente para a anarquia, mais do que desmoronou na Rússia pelo bolchevismo.”

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(*) Dom Luigi Orione (1872-1940), canonizado por João Paulo II em 16-5-2004.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

São Paulo, sábado, 15 de setembro de 2012

Reaja! Feministas convocam ocupação virtual de catedrais

Autor: Edson Oliveira   |   12:09   Seja o primeiro a comentar

Todo dia 28 de setembro as feministas costumam "comemorar" o "Dia de Ação para a Despenalização do Aborto na América Latina e no Caribe" e para o próximo elas estão convocando seus militantes a "escalar uma catedral e pendurar no alto uma bandeira que defenda o direito à autodeterminação das mulheres", mas "para fazer estas mensagens chegarem a lugares como o topo das catedrais sem pôr em risco a vida das mulheres ativistas, a Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e mais algumas organizações do movimento de mulheres estão compartilhando uma ferramenta de ocupação virtual baseada em Realidade Aumentada" (Cfr.: Ação de Ocupação Virtual no Dia Mundial de Ação pelo Aborto Seguro e Legal).

Ou seja, a ideia é que as militantes feministas tirem fotos de catedrais e edifícios simbólicos de suas cidades e enviem para o e-mail do movimento Women’s Global Network for Reproductive Rights (WGNRR) para serem feitas fotos montagens com cartazes pró-aborto e "instruções sobre o uso de Misoprostol", um fármaco abortivo.

Sugestão de reação

Já que elas querem abortos, vamos então enviar para elas fotos de bebês abortados ou alguma outra que sugiro abaixo. Se elas acham "justo" utilizar da imagem de nossas igrejas para militarem por algo contrário as nossas convicções, então nada mais justo do que "tomarmos virtualmente" a caixa postal delas com algo contrário as suas péssimas convicções. Mas para isso é preciso que os pró-vida - que são a imensa maioria de nosso país - se mobilizem nesta iniciativa.

O melhor é não escrevermos nada. Apenas enviarmos a foto.

OBS: Creio que deve haver proteção legal contra o uso indevido de imagens de catedrais. Se alguém conhecer da matéria favor informar.

Segue o e-mail da campanha feminista:


Fotos sugeridas para envio:








São Paulo, sexta-feira, 14 de setembro de 2012

“Onde há uma batida de coração, há esperança"

Autor: Paulo Roberto Campos   |   10:25   Seja o primeiro a comentar

O periódico carioca “O Dia”, de 11-9-12, publica uma notícia intitulada “Bebê nasce saudável após 12 pedidos de aborto negado” que não vi em nenhum outro órgão de comunicação.

Trata-se do caso de Pipa Reed [foto], uma jovem britânica de 26 anos, de Burton-on-Trent (Staffs). Estando grávida, os médicos concluíram que seu bebê tinha apenas 3% de chance de sobreviver. Assim, por 12 vezes, eles fizeram a infame proposta que JAMAIS se faz a uma mãe: que ela deveria praticar o aborto. Como mãe, negou todas as vezes, dizendo "Onde há uma batida de coração, há esperança". E ela tinha toda razão!

Após algumas complicações e procedimentos cirúrgicos, a criança nasceu. Mãe e filho voltaram para casa, onde o recém-nascido, Jacob Reed [foto], tem apresentado uma melhora diária, deixando os médicos cada vez mais surpresos...

Quantos e quantos casos de médicos inescrupulosos, baseados em diagnósticos falhos, aconselham esta infâmia a uma mãe?! Aconselham abortar crianças que nasceriam saudáveis!

Se eu tivesse o endereço dessa jovem mãe, a recomendaria processar tais “médicos”! Estes deveriam ter seus diplomas cassados!

São Paulo, quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Posso votar no PT? (uma questão moral)

Autor: Edson Oliveira   |   16:57   2 comentários


1. Existe algum partido da Igreja Católica?

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[2] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[3].


2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?

Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[4].


3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[5].


4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista, que “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §1º[6]).


5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[7].


6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.


7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM...

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.


8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando...

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.


9. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?

Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quandoneles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal”[8]. Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.


Em síntese:

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

www.providaanapolis.org.br

Divulgue este documento. Instrua os eleitores cristãos.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"


[1] Extraído da edição n. 133 do boletim “Aborto. Faça alguma coisa pela vida”, do Pró-Vida de Anápolis, publicada em 12 de junho de 2010. Foram atualizadas as citações, de acordo com o novo Estatuto do PT, assim como os endereços da Internet.
[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
[3] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
[4] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
[5] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf
[6] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Redação final aprovada pelo Diretório Nacional em 09/02/2012, in: http://www.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL.pdf
[7] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso, 17 set. 2009, in: http://pt.jusbrasil.com.br/politica/3686701/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso
[8] Catecismo da Igreja Católica, n. 1868.

São Paulo, quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Muçulmanos crucificam homem suspeito de espionagem

Autor: Edson Oliveira   |   11:52   2 comentários


Segundo Middle East Media Research Institute (MEMRI), um homem suspeito de espionagem no Iêmen foi crucificado por um grupo ligado ao Al-Qaeda.

Em 27 de agosto de 2012, um membro do fórum Shumoukh Al-Islam postou um link para um vídeo do YouTube que mostra um homem acusado de espionar para os EUA sendo crucificado em um poste elétrico na província de Abyan, no sul do Iêmen.

Na placa colocada sobre a cabeça do homem mostra a bandeira do grupo e a frase do Alcorão que diz: "A recompensa daqueles que fazem a guerra contra Alá e Seu Mensageiro e fazem corrupção na terra é apenas que eles serão mortos ou crucificados (...)". Vejam o vídeo neste link.

São Paulo, segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Uma infernal Revolução para extirpar a memória do Antigo Regime

Autor: Paulo Roberto Campos   |   00:53   2 comentários


No post anterior [“Diz-me como falas e dir-te-ei quem és”] consideramos como cabecilhas da Revolução Francesa declararam uma verdadeira guerra contra a linguagem polida, os bons costumes e os bons modos, e introduziram uma nova linguagem igualitária e grosseira.

Hoje veremos como nesta “guerra” colaboraram — no mesmo molde do movimento feminista de nossos dias — as reivindicações do feminismo radical; os esforços de revolucionários para se obter uma ruptura dos laços familiares, abolindo hábitos tradicionais, a cortesia e o refinamento do Antigo Regime. Enfim, a implantação do trato igualitário em todas as relações sociais, entre pais e filhos, patrões e empregados, professores e alunos, homens e mulheres, superiores e inferiores etc.

Tudo isso baseado nos trechos abaixo, que selecionei do livro A HISTÓRIA DA POLIDEZ — De 1789 aos nossos dias, de Fréderic Rouvillois.

“O papel da mulher na Revolução Francesa é demasiado complexo para ser evocado em algumas linhas. O que se pode salientar é que as principais 'heroínas' da Revolução, como Olympe de Gouges ou Théroigne de Méricourt, reivindicam, pela palavra e pela ação, uma estrita igualdade de sexos.

Em sua Declaração dos direitos da mulher, datada de 1791, Olympe de Gouges [gravura à esquerda] proclama: ‘A mulher é livre e igual ao homem em direitos’, ‘o princípio de toda soberania reside essencialmente na Nação, que não é senão a reunião da mulher e do homem’, e se ‘tem o direito de subir ao cadafalso, a mulher deve ter igualmente o de subir à tribuna’.(1)
Já Théroigne de Méricourt [miniatura à direita] fundou em 1790 o Clube dos Amigos da Lei, no qual as mulheres, como os homens, têm o direito de voto, e em 1792 recebeu uma coroa cívica por sua participação ativa na insurreição de 10 de agosto. Nada de diferenças, nada de hierarquias: a nova mulher não pretende mais situar-se, com o homem, na relação clássica de sedução e proteção, que o século XVIII tinha levado ao paroxismo. Daí uma completa subversão dos códigos em vigor. [...]

“Daí por diante, em virtude do igualitarismo republicano, a mulher que assim o deseje pode decidir sobre seu destino matrimonial e dotar comportamentos e maneiras dificilmente concebíveis sob o império dos costumes antigos.
Ideia análoga encontra-se nos modelos de cartas de divórcio — sendo que [na França] o divórcio por consentimento mútuo foi reconhecido por lei em 20 de setembro de 1792 — propostos então pelo Secretário dos republicanos: ‘Nós nos casamos sem sermos amantes. Tal união não pode perdurar, num tempo de liberdade, nesse tempo que durará para sempre. É a forma de nos concedermos reciprocamente a liberdade’, escreve o marido. ‘Cidadão’, responde a esposa, ‘eu aceito a proposta que me fazes’.(2)

Revolução Francesa: ruptura com os laços familiares

“No que diz respeito às relações entre pais e filhos, deparamos com outra espécie de figura. De um lado, com efeito, alguns dos mais duros atores da Revolução, sans-culottes, enfurecidos etc. se deixam docilmente seduzir por um discurso utópico, em larga medida precursor dos totalitarismos por vir, que implica um relaxamento, senão uma ruptura absoluta dos laços familiares. Para os mais extremados, a criança pertence à República e não mais a seus progenitores, desde a idade de 5 anos, quando não desde o nascimento.

Na ordem social concebida de acordo com os princípios, assim se explicará, alguns decênios mais tarde, Buonarotti [Filippo Giuseppe Maria Ludovico Buonarotti — mais conhecido como Buonarroti (quadro ao lado)] que é então adjunto do comunista Babeuf: ‘A pátria se apodera do indivíduo ao nascer, para não abandoná-lo senão ao morrer’.(3) Neste caso o amor fraterno será substituído pelo respeito filial, e a hierarquia pela liberdade.

Sem ir tão longe, o relaxamento dos laços familiares pode se traduzir em contestação da autoridade paterna — que a opinião pública, é verdade, parece pouco inclinada a aceitar. ‘Parece estanho um decreto da Comuna que não permite mais aos mestres, nem aos pais e às mães, corrigir suas crianças por meio de algum castigo corporal, o que, afirma-se, é a causa de as crianças terem-se tornado tão travessas’.(4)

Supressão das festividades e saudações tradicionais
Porque mesmo aqueles que sonham com isso projetam suas esperanças num futuro distante; enquanto aguardam, o respeito devido aos pais deve subsistir, ainda que se exprima, daí por diante, de um modo simplificado, dessacralizado e racionalizado: ‘Não estamos mais no tempo do cerimonial’, esclarece o autor do Secretário dos republicanos, que lembra não ser mais necessário enviar aos pais voto de feliz ano novo, ‘esse tipo de carta ridícula e bizarra’, de que a polidez antiga fazia questão cerrada.

‘Eu não acredito’, escreve então um filho a seu pai, ‘que tu te irrites por não receber esses votos [...]. É um costume que o republicano deve abolir. As obras de um pai são [apreciáveis] de outra maneira; não há um dia marcado para lhe testemunhar o reconhecimento que, num filho, deve ser continuo...’. E o pai contra-argumenta, em resposta: ‘Quanta hipocrisia! Que falsos beijinhos. É preciso que o vício não tenha subterfúgios, e que a virtude dispense convenções’.(5) [...]

“Proclamada a República, a celebração do Dia de Ano é proibida: ‘Morte a quem faça visitas!’, comentam os Goncourt [os irmãos Edmond e Jules de Goncourt (desenho ao lado), conhecidos como “historiadores patrióticos”)], ‘Morte a quem ouse distribuir cumprimentos! E os governantes, nesse dia, vão abrir todas as cartas no correio, para se assegurarem de que todos esqueceram o calendário gregoriano e os votos de boas-festas’.(6) 

Os que celebram o Dia do Ano passam a ser suspeitos, como registra um agente secreto do ministro do Interior, num relatório de 31 de dezembro de 1793: ‘O Antigo Regime ainda não foi suprimido dos corações. Vê-se por toda Paris três quartos de cidadãos apressados em desejar um bom ano’.(7) Na manhã seguinte, outro espião, Rolin, confirma em seu relatório: ‘Os antigos preconceitos podiam bem desaparecer. Observou-se que, não obstante, o ano [republicano] já tenha cumprido uma estação, muitos cidadãos consideram que esteja começando hoje. As visitas se deram, como de costume; até nas ruas foram ouvidos cidadãos se desejando um bom ano’ — o que constitui uma afronta, e uma informação que merece ser transmitida ao ministro. ‘É preciso tempo’, conclui, Rolin, ‘para esquecer os preconceitos, os hábitos contraídos ao nascer’.(8) [...] 

Acima de tudo, ‘os novos costumes’, como diz Robespierre, devem substituir os hábitos, manifestações repreensíveis de uma polidez decididamente suspeita e de um ‘aprumo’ intrinsecamente aristocrático.

Igualitarismo em todas as categorias, inclusive nas Forças Armadas

A realidade, com efeito, parece mais difícil de se impor nas relações hierárquicas. Aqui, a antipolidez revolucionária, no contrapé das maneiras antigas, se prende a uma tentativa de neutralização, de nivelamento das diferenças.
A questão, como se verá mais adiante, ocupará extensamente no século XIX todos os autores de tratados de savoir-vivre. Numa nota algo preciosa, o autor do Secretário dos republicanos esclarece que, doravante, ‘devem chamar-se homens e mulheres de confiança àqueles [empregados domésticos] que o destino ordenou servir a seus iguais. Essa expressão não é insultuosa como lacaio ou doméstico’.(9)

É essa mesma igualdade que os sans-culottes parisienses, último reduto do extremismo revolucionário, tentam impor às forças armadas: não vem ao caso que aí tenham sobrevivido a velha etiqueta e o protocolo antigo, que manifestam as mesmas desigualdades, as mesmas diferenças das regras da polidez. No dia 25 de novembro de 1792, com base em proposta da seção de Halles, a assembleia da Sociedade Fraternal do Homem em armas decreta não admitir, nessa matéria, ‘nenhuma distinção senão as indispensáveis ao comando’.
Restabelecer as distinções conduziria de fato a ‘destruir a unidade de ação do serviço e os princípios da igualdade e fraternidade’.(10) Quanto a Hébert, este cede a palavra a um simples soldado, que se pergunta: por que os generais e os oficiais ‘se cobrem de galões de ouro? Republicanos devem se distinguir pelos belos uniformes? Se somos todos iguais, é preciso acabar com a aristocracia dos uniformes, sobretudo no exército’”.(11)____________ 
Notas: 
1. O. de Gouges, Oeuvres, Mercure de France, 1986, p. 101.
2. Secrétaire des républicains, ou Nouveaux modèles des lettres sur diferentes sujets, Barba, 1793, pp. 89, 91. 
3. Ph. Buonarotti, Conspiration pour l´égalité, Éditions sociais, 1957, t. 1, pp. 204, 164. 
4. Citado por P. Caron, Paris pendant la Terreur, op. cit., t. III, p. 363. 
5. Secrétaire des républicains, op. cit. pp. 72, 10-12. 
6. E. et J. Goncourt, Histoire de la société française pendant de Directoire, Charpentier, nova edição, 1898, p. 196. 
7. P. Caron, Paris pendant la Terreur, op. cit., t. II, p. 101. 
8. Ibid., p. 125; também no relatório Dugas, de 2 de janeiro, p. 135. 
9. Secrétaire des républicains, op. cit. p. 85. 
10. Citado por A. Soboul, Les Sans-Culottes parisiens en l´an II, op. cit., p. 658. 11. Le Père Duschene, nº 311.
11. Le Père Duschene, nº 311.

São Paulo, domingo, 9 de setembro de 2012

Palestra imperdível com o renomado jurista, Dr. Ives Gandra. Faça agora sua inscrição

Autor: Edson Oliveira   |   22:42   2 comentários



Quando?

Dia 20 de setembro de 2012 (quinta-feira) a partir das 19 horas

Onde?

Clube Homs – Av. Paulista, 735 (a 100 metros do metrô Brigadeiro – há estacionamento pago no local)

Quem é o Dr. Ives Gandra?

Doutor em Direito e um dos mais renomados juristas do Brasil com reconhecimento internacional. É autor de mais de 40 livros individualmente, 150 em co-autoria e 800 estudos sobre assuntos diversos, como direito, filosofia, história, literatura e música, traduzidos em mais de dez línguas em 17 países.

Não perca por nada esta palestra!

O Dr. Ives Gandra irá falar com total conhecimento de causa sobre temas bastante atuais.

Ele fará uma análise crítica sobre o julgamento do Mensalão e algumas decisões polêmicas do STF, tais como:
  • Autorização para utilização de embriões congelados para experiências com células tronco embrionárias;
  • O Supremo reconhece que os casais homossexuais têm os mesmos direitos e deveres que os casais heterossexuais;
  • O STF reconhece que o aborto de anencéfalos não é mais crime.
Conto com sua participação.

São Paulo, quinta-feira, 6 de setembro de 2012

As “conversações exploratórias” de paz: Desmobilização da Narcoguerrilha ou da Colômbia?

Autor: Helio Dias Viana   |   10:23   5 comentários



Enquanto heroicos militares são encarcerados, o atual governo colombiano, encenando o papel de Kerensky, abre as portas para sanguinários terroristas

As recém-anunciadas “conversações exploratórias” governamentais com a narcoguerrilha — inauguradas oficialmente no dia 4 de setembro de 2012 com inaudita cobertura publicitária — vêm se revelando uma ofensiva psicológica de desmobilização da opinião pública colombiana para fazê-la aceitar reivindicações da narcoguerrilha nas quais estão previstas, entre outras coisas, a Reforma Agrária e a inserção dos chefes guerrilheiros na vida política do País.

Ou seja, enquanto os colombianos injusta e covardemente agredidos desejam com toda razão a paz, os guerrilheiros se servem das conversações em torno desta para obterem concessões e vantagens que os levem à conquista do Poder que as armas não lhes deram. Facilitando-lhes esse jogo — e contrariando a transparência que deve existir numa nação democrática com 45 milhões de habitantes — o governo da Colômbia promoveu em Cuba 30 reuniões secretas com os líderes das Farc, que não possuem sequer 10 mil homens! A pergunta que fica é: já não estará tudo combinado e negociado, e o que acontecer a partir de Oslo não será apenas um show “para inglês ver”?

Para nos darmos conta do cenário em que as referidas conversações se movem e alguns de seus atores, temos primeiramente Cuba, com seus dois ditadores sanguinários que tentaram inúmeras vezes implantar o comunismo na Colômbia; e depois a Venezuela, com o conhecido apoio de Hugo Chávez à narcoguerrilha e as ameaças — inclusive bélicas — feitas por ele ao governo colombiano por ocasião da morte do guerrilheiro Raúl Reyes.

Manuel Santos com Chávez e
Raul Castro
Por sua vez, na Noruega — país que se ofereceu como mediador e financiador das conversações —, perfila-se como possível participante das conversações o ex-vice-chanceler Jan Egeland. Atual diretor para a Europa do Human Rights Watch, organização reconhecidamente de esquerda, ele viveu durante muitos anos na Colômbia e atuou como delegado da ONU nas desastrosas negociações de paz de El Caguán, um ‘santuário’ de 42.000 km2, destinado pelo governo de Andrés Pastrana à guerrilha, no qual o Exército estava proibido de entrar.

Esse ambiente filocomunista em torno das conversações de paz está também presente internamente na Colômbia. Após 14 anos, membros do Partido Comunista estiveram no Palácio de Nariño, sede do governo, para oferecer sua colaboração ao presidente Santos. Idêntica colaboração lhe foi oferecida por Gustavo Petro, ex-terrorista e atual prefeito de Bogotá, entusiasta da iniciativa presidencial e que por experiência própria sabe quão maiores são as vantagens auferidas pela guerrilha com a política que com as armas.

Um “Kerensky colombiano”

Embora o presidente Santos tenha colocado um ou outro colaborador de matiz não esquerdista – inclusive dois generais – na sua iniciativa de paz, este fato não lhe tira a sua extrema gravidade, e de algum modo até contribui para tranqüilizar a população. Ademais, como colocar ao lado de pessoas dessas uma ex-senadora Piedad Córdoba, que embora não figure como participante oficial nas negociações já se anunciou que terá papel relevante no resultado das mesmas? Como dirigente das “Marchas Patrióticas”, uma espécie de MST colombiano, ela tem conhecidos nexos com as Farc e recentemente incitou os índios do Cauca a se insurgirem contra o governo.

Também notório é o papel a ser desempenhado pelo ex-sindicalista Luis Eduardo Garzón. Prefeito de Bogotá de 2004 a 2007 pelo partido de esquerda Polo Democrático — ao qual pertencia o atual prefeito —, Lucho Garzón já havia participado em conversações de paz com as guerrilhas em Mainz, na Alemanha, no ano de 1997. Essas conversações foram cercadas do maior sigilo e contaram com o apoio das Conferências Episcopais da Alemanha e da Colômbia. Lucho foi agora nomeado Ministro Extraordinário da Mobilização e Diálogos Sociais. Em entrevista concedida à jornalista Maria Isabel Rueda (“El Tiempo”, 3-9-12), ele reconhece não mais existir oxigênio para a luta armada e que atualmente a palavra é mais importante do que as armas.

Fica-se com a forte impressão de que, se as atuais conversações obtiverem o que foi anunciado, depois delas a Colômbia não será a mesma. E se o presidente Santos não puder realizar todas as reformas exigidas pela narcoguerrilha, ele está em todo caso preparando o caminho para que um próximo governo as faça. Um governo com ex-guerrilheiros ocupando cargos políticos diversos, e fazendo através da legislação o que não conseguem alcançar por meio das armas. Com isso Juan Manuel Santos estará representando na Colômbia o papel desempenhado por Kerensky na Rússia pré-comunista, e poderá passar para a História como sendo o “Kerensky colombiano”.

Heroicos militares presos, terroristas livres

Timochenko, líder máximo das Farc.
Por sua vez, a opinião pública acompanha com apreensão os acontecimentos. Ela vê de um lado as Farc — apoiadas por Cuba e pela Venezuela — serem tratadas como amigas, e de outro lado inúmeros militares sendo condenados a altas penas de prisão, frequentemente com base em testemunhas falsas. Segundo informa a já citada jornalista Maria Isabel Rueda no artigo “Ordem na casa” (“El Tiempo”, 2-9-12), “cerca de 17.000 militares colombianos estão atualmente condenados ou detidos”. Sim, dezessete mil! Ou seja, o número de militares nessa situação é o dobro do contingente de guerrilheiros das Farc, estimados em 8.500!

A mais recente condenação, a 25 anos de prisão, foi a do general Rito Alejo del Río. Embora o próprio juiz tenha reconhecido que ele não cometeu crime, condenou-o sob a alegação de que o general não protegeu um camponês que foi morto por paramilitares na imensa área sob a sua jurisdição! Cumpre lembrar que Del Río, preso há mais de quatro anos, fora destituído do comando de sua brigada pelo ex-presidente Andrés Pastrana por exigência das Farc como condição para as conversações de paz de El Caguán! Apesar de preso, o general continua a incutir medo aos guerrilheiros. ‘Timochenko’, líder máximo das Farc, o atacou no discurso que pronunciou no dia 4 de setembro em Havana, pouco depois de o presidente Santos ter anunciado o início das negociações.

Outro herói nacional em análoga situação é o famoso coronel Plazas. Ele se celebrizou quando em 9 de novembro de 1985 entrou com seus tanques no Palácio de Justiça ocupado por terroristas que queriam pôr a Colômbia de joelhos. Como não o conseguiram, atearam fogo ao Palácio. Enquanto remanescentes ou seguidores desses inimigos da Nação ocupam hoje prestigiosos cargos públicos, o coronel foi condenado a 20 anos de prisão, com base em uma testemunha que se provou ter sido falsa.

“Operación Jaque” (xeque-mate)
O genial cérebro da famosa “Operación Jaque” (xeque-mate) — a qual, sem disparar um só tiro, libertou Ingrid Bittencourt, três norte-americanos e onze soldados colombianos — pode ser hoje visto no pátio da prisão militar onde está confinado. Só que transformado em “major-padeiro”, vendendo seus pães... Não espantaria se a causa de sua condenção tiver sido por enganar a “boa fé” dos guerrilheiros fazendo-os embarcar em avião do Exército ostentando o emblema da Cruz Vermelha... É assim que trata os seus heróis um governo tão solícito em negociar com terroristas assassinos prenhes das mais sinistras intenções!
Mais escandaloso, por fim, é o caso do general Jaime Uzcátegui. Encontra-se preso há treze anos, tendo sido condenado a uma pena de 40 anos por um crime cometido por paramilitares em uma área que nem sequer era de sua jurisdição!

Teologia da Libertação — o vergonhoso papel da esquerda “católica”

Pe. Javier Giraldo se diz
continuador da obra do
ex-guerrilheiro Pe. Camilo Torres
Infelizmente esta é a situação. Enquanto nas relações do governo com a narcoguerrilha reinam a confiança e o desejo de acordo, a ponto de ambos declararem que não se levantarão da mesa de negociações enquanto a paz não tiver sido selada (satisfazendo a guerrilha, entre outras coisas, com uma Reforma Agrária socialista e com preciosos privilégios políticos, como já assinalamos), em relação aos militares rondam a suspicácia, a animadversão e a prisão!

Diante de tudo isso, a Conferência Episcopal mais uma vez sai à frente... para apoiar a temerária iniciativa presidencial de negociação com a narcoguerrilha. No que ela é superada somente por alguns sacerdotes jesuítas, entre os quais se destaca o padre Javier Giraldo Moreno. Há quarenta anos à frente do Centro de Investigação e Educação Popular — CINEP, um think tank da “Teologia da Libertação”, o padre Giraldo é um dos principais inimigos dos militares e não oculta sua simpatia pelo regime comunista cubano. Vejamos a seguinte notícia, publicada em 15 de agosto de 2012:

“O padre Giraldo celebrou os 86 anos de Fidel Castro — O padre jesuíta Javier Giraldo juntou-se a vários colombianos para celebrar o aniversário número 86 de Fidel Castro no auditório da Associação Distrital de Educadores de Bogotá (ADE). O defensor dos Direitos Humanos celebrou uma eucaristia ambientada com a bandeira de Cuba e imagens do líder. Assistiram funcionários da Prefeitura e diplomatas da embaixada de Cuba na Colômbia” (http://www.kienyke.com/confidencias/el-padre-giraldo-celebro-los-86-anos-de-fidel-castro/).

Esse grande admirador, não de Santo Inácio de Loyola, mas de Fidel Castro, o é também do ex-guerrilheiro padre Camilo Torres, de cuja obra se diz continuador. No tocante à superioridade da luta ideológica sobre a bélica, ele pensa, aliás, do mesmo modo que aqueles que querem trazer para essa arena os hoje enfraquecidos líderes guerrilheiros. Sob o título “O polêmico Padre Javier Giraldo”, ele é assim descrito no site do CINEP:

“Desde aquele encontro distante [com o padre Camilo Torres], o padre Giraldo soube que sua vida estaria dedicada a defender os oprimidos. Como todos os colombianos da época, viveu a incerteza de não saber o que havia acontecido ao desaparecer Torres da cena pública, em dezembro de 1965, até quando se soube em janeiro do ano seguinte, que havia ingressado no ELN [Exército de Libertação Nacional]. Em 16 de fevereiro desse ano morreu em seu primeiro combate. Javier entendeu desde então que continuaria sua obra, mas por um caminho diferente do das armas. Seguiria os passos dos padres de Golconda, de monsenhor Valencia Cano e de tantos outros comprometidos com a Teologia da Libertação”.

Quanto ao alcance dessa via de pacificação, cumpre recordar aqui o que José Dirceu certa vez escreveu como tendo ouvido de Fidel Castro: o ditador disse que teria evitado muitos erros, se no início da revolução cubana tivesse conhecido a “Teologia da Libertação”.

No momento em que a Rússia fala em reinstalar bases militares em Cuba e o câncer bolivariano deita metástases no Continente, a Colômbia está numa encruzilhada: ou continua fiel às suas tradições católicas e enfrenta a narcoguerrilha, ou se deixa manipular por sinistros complôs orquestrados sob o bafejo de Cuba, da Venezuela e da “Teologia da Libertação” para empurrá-la à situação em que hoje gemem os países dominados pela tirania comunista.

São Paulo, quarta-feira, 5 de setembro de 2012

“Diz-me como falas e dir-te-ei quem és”

Autor: Paulo Roberto Campos   |   11:54   5 comentários


Após termos visto, no post anterior, alguns trechos da introdução do livro A HISTÓRIA DA POLIDEZ — De 1789 aos nossos dias, de Fréderic Rouvillois (Professor de Direito Público na Universidade de Paris-V, grande colecionador de tratados de savoir-vivre), continuamos hoje com a postagem de alguns excertos do primeiro capítulo da obra.

Antes, porém, faço um comentário... (uma ameaça?!). Não se preocupe, dileto leitor, serei breve...

Na introdução do livro, o Prof. Rouvillois demonstrou como a história da polidez teve seus pontos altos e baixos na França. O ilustre autor não tem essa opinião, mas, de fato, um dos pontos mais elevados da polidez se deu no “Ancien Régime”, época do esplendor da “douceur de vivre” (a “doçura de viver” herdada da Cristandade medieval), do charme, da elegância, da cortesia que pairavam sobre a França até a eclosão da Revolução de 1789. O ponto mais baixo foi, sem dúvida, o período da Revolução Francesa, época da grosseria generalizada, na qual o povo francês passou pelo pesadelo.

A Rainha Maria Antonieta é guilhotinada
Durante tal época, dominada pelas ideias revolucionárias, as boas maneiras foram odiadas, condenadas, e seus representantes guilhotinados. Proscreveram-se até as saudações respeitosas que pudessem lembrar o século de Luís XIV. Tudo em nome do igualitarismo, segundo o qual não se pode saudar de modo diferente um do outro, pois todos são iguais, todos são “citoyens” (cidadãos). Se a distinção está proibida, é o estabelecimento da descortesia e da vulgaridade no trato social.


A propósito, encerro meu comentário com esta frase lapidar de Plinio Corrêa de Oliveira: 
“A Revolução Francesa foi satânica porque ela cometeu sacrilégios, entronizou a deusa razão, etc. Mas não só por isso. Foi satânica porque consistiu numa explosão de ódio contra o bem, representado pela pompa, pela graça, pela cortesia, que brilharam naquele tempo”.
Passamos então à transcrição de trechos selecionados do Capítulo I da obra “A HISTÓRIA DA POLIDEZ — De 1789 aos nossos dias:
“‘As boas maneiras’, declarou no fim do século XVIII o especialista em direito público inglês Edmund Burke, ‘são mais importantes que as leis e é a elas que as leis em grande parte se subordinam’.(1) Em muitos aspectos, essa observação, que resume a filosofia do Antigo Regime,(2) esclarece em negativo as razões, as finalidades, mas também a virulência da ofensiva da Revolução Francesa contra os bons costumes.

Se os revolucionários entram em confronto com a polidez, tal como é praticada na época, isso se dá ao mesmo tempo em oposição ao Antigo Regime e em nome dos próprios princípios da Revolução. [...] 

Era dos "sans-culottes": Morte da linguagem polida
Sans-culotte (1789)

“É exatamente isso que os revolucionários reclamam: ir ao encontro da igualdade e da fraternidade, das quais eles pretendem extrair os fundamentos do novo regime e da humanidade regenerada. A polidez contra a igualdade republicana: tal é o complô denunciado por Hébert, redator do jornal Le Père Duchesne, reportando-se às palavras de um contra-revolucionário disfarçado: ‘Todos os indigentes, que nós teríamos posto de joelhos diante de um brasão, nos falam hoje com o chapéu enfiado na cabeça. Não há mais classes nem distinções; o cidadão que vende água em potes e cidadão banqueiro estão na mesma linha; é, ao contrário, uma honra não ter terras nem posses, e não se obtém nenhuma consideração se não se for o que se chama um verdadeiro sans-culotte’.(3)(4) [...]

“Dos ângulos históricos, sociais e morais, a polidez parece intimamente ligado ao Antigo Regime. Por isso os elementos mais radicais da Revolução Francesa, que pouco a pouco ganham terreno, se aproximam do poder depois de 10 de agosto de 1792, e, tomando-o de assalto, enfim, depois de maio de 1793, com a eliminação dos girondinos, vão se empenhar em reverter os usos e as regras — sancionando, dentre os que lhes permaneceram fiéis, os que de imediato não lhes pareceram politicamente suspeitos.

São Paulo, terça-feira, 4 de setembro de 2012

Livro à venda no Brasil: "O Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita"

Autor: Edson Oliveira   |   11:01   2 comentários

Sucesso de vendas na Europa, este livro nos ajuda a compreender não só os acontecimentos de ontem, mas também os problemas religiosos na Igreja de Hoje.


Conheça o autor:

Roberto de Mattei nasceu em Roma, em 1948. Formou-se em Ciências Políticas na Universidade La Sapienza. Atualmente é professor de História da Igreja e do Cristianismo na Universidade Europeia de Roma, no seu departamento de Ciências Históricas, de que é o diretor.

Até 2011, foi vice-presidente do Conselho Nacional de Investigação da Itália, e entre 2002 e 2006, foi conselheiro do governo italiano para questões internacionais.

Roberto de Mattei
Em 2008, foi agraciado pelo Papa com a comenda da Ordem de São Gregório Magno, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Igreja. É membro dos Conselhos Diretivos do Instituto Histórico Italiano para Idade Moderna e Contemporânea e da Sociedade Geográfica Italiana. É presidente da Fundação Lepanto, com sede em Roma, dirige as revistas Radici Cristiane e Nova Historica e colabora com o Pontifício Comité de Ciências Históricas.

Com este livro, o autor recebeu o Prêmio Acqui Storia 2011 e foi finalista do Prêmio Pen Club Itália 2011.O Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita.

Autor: Roberto de Mattei
Tamanho: 16cm x 23cm x 3,3cm (CxAxL)
Paginas: 544
Editora: Caminhos Romanos - Porto



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Leia abaixo a entrevista que Roberto de Mattei concedeu à revista Catolicismo sobre o livro:
“O Vaticano II: Uma história jamais escrita”

Prof. de Mattei

“Foram de muita utilidade as cartas de D. Helder e os relatórios do Dr. Murillo, que descrevem os contatos do Prof. Plinio e sua equipe no Concílio”
A respeito do livro com o título em epígrafe, o autor, Prof. Roberto de Mattei, vice-presidente do Centro Nacional de Pesquisas da Itália e catedrático da Universidade Européia de Roma, concedeu substanciosa entrevista exclusiva a Catolicismo. Na obra, ele descreve com cores vivas e minúcias densas de significado o confronto entre a ala progressista e a ala conservadora — com a vitória da primeira — bem como as profundas e graves conseqüências do Concílio Vaticano II para a vida da Igreja e da sociedade, que se projetam até os dias de hoje.

Catolicismo — Obrigado professor por conceder esta entrevista. Sabemos que o Sr. está muito ocupado devido à polêmica que surgiu com a publicação de seu último livro O Vaticano II: Uma história jamais escrita.
Prof. de Mattei — De fato, esse livro tem suscitado amplo debate, no qual intervieram apologetas de renome aqui na Itália, provavelmente pouco conhecidos no Brasil, como Francesco Agnoli, Mario Palmaro, Alessandro Gnocchi, Corrado Gnerre, os quais se têm expresso em favor das teses que sustento. Enquanto Alberto Melloni, o atual líder da progressista e muito conhecida Escola de Bolonha, assim como outros intelectuais moderados como Andrea Tornielli, o vaticanista do quotidiano “Il Giornale”, assumiram uma posição contrária. Aliás, antes mesmo da tradução de meu livro para outras línguas, ele já está alcançando repercussão em muitos outros países, devido à reprodução em sites e blogs católicos de artigos que se ocupam dele, como um recente post do conhecido vaticanista Sandro Magister.

São Paulo, segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Forte como um guerreiro, bondosa como a melhor das mães

Autor: Helio Dias Viana   |   21:44   1 comentário



A foto apresenta uma vista noturna da igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Considerada por muitos a obra-prima do genial escultor mineiro, sua construção teve início em 1766.

O jogo de luzes, em contraste com o negrume da noite, causa a impressão de que o edifício acabou de descer do céu. Impressão sugerida por uma ousada verticalidade desse conjunto rijamente fixado no solo granítico, acentuada pela sua leveza aristocrática, forte, banhada por nota de superior pureza.

As paredes brancas, enriquecidas pela obra de cantaria, convergem para a esplêndida porta principal, ponto monárquico do edifício, a partir da qual, como num jorro de chafariz, vai-se em linha reta até a cruz no alto. Ladeiam-na granadas pouco "ecumênicas" e duas torres elegantes e austeras, cujas pontas lembram capacetes prussianos. No meio do frontispício, um belo medalhão representa uma cena da vida do Doutor Seráfico, ao qual a igreja é consagrada.

O aspecto noturno concorre ainda para firmar a idéia da real proteção que a Igreja Católica exerce sobre os seus filhos. Enquanto a maioria deles talvez àquela hora dormem, forte como um guerreiro e bondosa como a melhor das mães, a Igreja por eles vela.

Belíssimo exemplo de equilíbrio da Santa Igreja, que o Aleijadinho compreendeu tão bem e soube eximiamente representar: um edifício sagrado, belo e guerreiro, consagrado ao santo da mansidão e da pobreza!