Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Se for pelo petróleo, o Apocalipse ainda demora séculos

Autor: Luis Dufaur   |   21:02   Seja o primeiro a comentar


Exploração na jazida da Marcellus Formation, Pennsylvania
 Por volta de 2017, os Estados Unidos tornar-se-ão o primeiro produtor mundial de petróleo, superando a Arábia Saudita e a Rússia.

A informação está contida no relatório anual da Agencia Internacional de Energia – AIE, a maior autoridade mundial na matéria.

Habitualmente, estas mudanças demoram mais tempo – explicou a AIE.

Mas a extraordinária expansão da exploração do gás e do petróleo de xisto nos EUA, somada ao susto provocado pela velha central nuclear japonesa de Fukushima, aceleraram os trabalhos.

Fatih Birol, economista chefe da AIE, explicou que os EUA são hoje os maiores importadores de petróleo do Meio-Oriente.

Porém, “daqui a dez anos essas importações ficarão reduzidas a praticamente zero!”.


Exploração nos EUA
 “As consequências se farão sentir na política exterior americana e nas relações internacionais”, disse Birol ao “Le Figaro” de Paris.

Já em 2025, as importações petrolíferas dos EUA se reduzirão a perto de 4 milhões de barris por dia, em lugar dos 10 milhões diários de hoje.




Segundo Fatih Birol, 55% dessa queda serão devidos à extração de combustíveis fósseis pela técnica da fragmentação hidráulica.


Método de fragmentação hidráulica
 Esta técnica, que torna aproveitáveis as jazidas, deixa histéricos os radicais do ambientalismo.

A restante redução de 45% no consumo de combustíveis obedecerá às melhorias e à economia que estão sendo introduzidas nos motores, outro fator que os pregadores do apocalipse energético parecem não ter tomado conhecimento.

No mercado do gás, os EUA serão os maiores exportadores por volta de 2020.

O gás de xisto representará a metade do crescimento da produção de gás mundial.

Outra consequência será que nos EUA o preço da eletricidade ficará competitivo dentro de dez anos.

Segundo a AIE, o preço do quilowatt/hora na Europa será 50% mais caro que nos EUA, “sobretudo por causa das despesas europeias com subsídios às energias renováveis”.

Os preços da energia na Europa ficarão 300% mais caros do que na China.

Enquanto não houver progressos substanciais, as opções de energia eólica e solar não estão demonstrando ser a panaceia anunciada.

Elas, de momento, são excessivamente caras e de uma capacidade inflacionada pela utopia “verde”.


Jazidas de gás e petróleo de xisto no mundo.
Fonte EIA
 “Isso terá efeitos na competitividade das indústrias e no poder de compra dos lares”, acrescentou Birol.

É claro que os militantes verdes tentarão todo o possível para sabotar a exploração do gás e do petróleo de xisto que aparecem como salvação, dando novo impulso ao progresso da civilização ocidental.

São Paulo, segunda-feira, 26 de novembro de 2012

EUROPA: A crise é de ordem espiritual. E no Brasil?

Autor: Paulo Roberto Campos   |   00:31   1 comentário



Nesta Babel de notícias que revelam a existência de um plano internacional para se acelerar a destruição da instituição da família (com a aberrante promoção do homossexualismo, do controle de natalidade, do aborto, da eutanásia, do divórcio etc.), deparei-me hoje com uma reportagem auspiciosa para as famílias. Tal notícia encontra-se no site http://infocatolica.com (18-11-12).

Por ocasião do XIV Congresso de Católicos e Vida Pública (foto acima), realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro na Universidade San Pablo-CEU, de Madrid, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, discorreu sobre o tema “Esperança e resposta cristã à crise”, tendo sido calorosamente aplaudido.

Entre outras coisas, ele afirmou que a crise econômica europeia se deve principalmente a uma crise de ordem espiritual, e que somente por meio da restauração dos valores cristãos é que a Europa poderá ser regenerada.

A seguir, um resumo da conferência de Orban que preparei para os nossos leitores, pois sua tese vale para Brasil — tanto quanto à solução apresentada para a crise, quanto ao que ele fala de políticos europeus, que se pode aplicar aos quadrilheiros que operam (assaltam) neste Pindorama.


A CRISE ECONÔMICA NÃO VEIO POR ACASO 

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban (foto ao lado) respondeu à pergunta de como foi possível o desmoronamento do sonho de união europeia. Segundo ele, a crise europeia não veio por acaso, mas pela falta de responsabilidade de seus líderes políticos, quando questionaram as raízes cristãs da Europa, que são a força motriz do Velho Continente.

Como exemplo do atual colapso econômico europeu, citou a questão do crédito, que antes era concedido a pessoas responsáveis, mas que depois passou a ser concedido a representantes de países não comprometidos com o cristianismo. O que levou nações inteiras a se escravizarem ao crédito — o que não teria acontecido numa Europa verdadeiramente cristã.

Ele lembrou que no Antigo Testamento a usura era proibida, e que a Igreja sempre rejeitou cobrança de juros abusivos, mas que atualmente os créditos foram desvinculados de responsabilidades morais. O que aprofundou a crise.

Segundo Orban os líderes europeus fizeram carreira, ganharam muito dinheiro e desprezaram os valores cristãos, especialmente a defesa da família e da vida.

O primeiro-ministro húngaro declarou sua crença de que por trás de uma economia bem-sucedida há "algum tipo de força motriz espiritual" e que "a Europa governada de acordo com os valores cristãos se regeneraria".


Deu o exemplo do seu país, explicando que a Hungria — uma nação pobre devido ao legado do regime comunista, que a subjugou por décadas e na qual a pensão média era de apenas 250 euros — teve início uma reconstrução moral. Ele lembrou que seu primeiro rei, Santo Estêvão (quadro ao lado) , ofereceu suas armas e o reino à Virgem Maria. Assim, a nova Constituição húngara é baseada na dignidade, na liberdade, na família, na fidelidade, com obrigação expressa de ajudar os pobres. Ou seja, ela é baseada nos valores cristãos. O que irritou profundamente a esquerda europeia, que chegou a condenar a Hungria no Parlamento de Estrasburgo. Este deseja converter a Europa num continente ateu, no qual o conceito de família seja substituído pelo individualismo.

Armas da Hungria: a coroa de Sto. Estevão, o cetro, a espada e o globo


Com base em sua própria experiência, Viktor Orban propôs uma renovação da cultura e da política baseada nos valores cristãos. Para ele, não há outro caminho. Ao afirmar isso, o primeiro ministro foi entusiasticamente aclamado pelo público com aplausos que duraram alguns longos minutos.

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Com essas excelentes ideias, o valoroso primeiro-ministro húngaro será convidado pelo nosso Congresso para falar em Brasília?...
Parlamento Húngaro, em Budapeste (Capital)


São Paulo, domingo, 25 de novembro de 2012

Soberania Necessária - Um ótimo livro sobre Ciência Política

Autor: Edson Oliveira   |   03:42   1 comentário

Com a atual degradação da sociedade e com a eliminação dos valores da nossa Civilização, pode se dizer que estamos num processo que poderá culminar com a desaparição dos Estados nacionais e do princípio de soberania que constitui o seu fundamento.

O autor desta obra, profundo conhecedor do pensamento clássico e da bibliografia contemporânea sobre o tema, demonstra que o Estado e a soberania não são ideias efémeras e convencionais destinadas a serem superadas no decurso da História, mas, pelo contrário, são uma característica natural e necessária da sociedade humana.

A abolição da soberania implica a morte e a decomposição da sociedade, a qual, privada do seu princípio vital e do seu centro unificador, acabará por cair na desordem e na anarquia. A reconquista conceptual da ideia do Estado e do princípio de soberania é, portanto, uma condição indispensável para fazer frente ao caos que ameaça a humanidade na era da globalização.


Autor: Roberto de Mattei
Título: A soberania necessária - Reflexões sobre a crise do Estado moderno
Editora: Civilização Editora, Porto, 2002, 188 págs.
ISBN: 972-26-2077-0

São Paulo, sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Verdade: a autêntica vítima

Autor: Edson Oliveira   |   23:02   2 comentários


José Sepúlveda (*)

Seis homens palestinos, suspeitos de colaborar com Israel, foram sumariamente executados em público, no centro da cidade de Gaza. A turba festejou pelas ruas o ato de barbárie e alguns militantes arrastaram o cadáver de uma das vítimas, como se vê nesta fotografia (acima) da AFP, estampada em grandes jornais pelo mundo no dia de hoje (21.Nov.2012).

Após dois tiros, uma das vítimas ainda se mexia e acabou sendo morta a socos e pontapés. Muitos filmavam a cena com celulares, enquanto crianças se aproximavam para ver os cadáveres mutilados, informa o enviado da Folha de S. Paulo a Gaza, testemunha ocular do ocorrido.

Vítimas civis

Aguardemos as reações. Será que os grandes defensores do “humanitarismo” serão imparciais e condenarão esse ato tão vil? Eles estão sempre de prontidão, quando Israel se defende de ataques a seu território ou quando responde a atentados terroristas, para falar e apresentar ao mundo as vítimas civis inocentes.

Por que só civis e crianças palestinas são dignas de piedade? Será que os alvos civis israelenses do terrorismo islâmico palestino (sejam eles adultos ou crianças) são alvos legítimos e não merecem os sentimentos “humanitários”?

Inocentes úteis

Lamento constatar que muitos ingênuos (pessoas de boa vontade) se deixam envolver por uma propaganda insidiosa, que tenta justificar o terrorismo de fundo islâmico como uma causa nobre de “oprimidos”. Quem pode confundir os militantes da causa palestina (muitas vezes um eufemismo para terroristas) com o povo palestino? Afinal esta foto é bem reveladora do modo como essa gente trata seu próprio povo.

Por que não se diz que o Hamas tem por costume – covarde – instalar seus postos de comando militar em meio a instalações civis, para que, necessariamente, qualquer ataque contra tais postos gere baixas civis, que alimentem a propaganda “anti-imperialista”? Será que a “justiça popular”, cruel e arbitrária, exercida contra irmãos palestinos é o ideal de civilização e de humanitarismo do Hamas e de seus apoiantes?

Não se enganem, é para este tipo de barbárie político-institucional – estampada na fotografia – de Estados sem-lei, ou sujeitos às arbitrariedades da sharia, que nos pretendem encaminhar as minorias islâmicas radicais que tentam controlar o Oriente Médio, inclusive a Palestina.

Afinal, que motivo leva militantes de esquerda pelo mundo afora – adeptos de regimes comunistas que executaram milhões de seus próprios compatriotas – a serem os grandes propagandistas e defensores destas minorias radicais que procuram confundir-se com o povo palestino?

Espero em breve escrever um artigo sobre este assunto e tenho a certeza de que muitos ingênuos e inocentes úteis, que fazem coro à chamada “causa palestina”, serão surpreendidos pela inspiração religiosa e ideológica, pela prática política e pelos métodos de grupos como o Hamas ou a Al-Fatah. As minhas fontes não serão israelenses, mas fontes insuspeitas dos próprios grupos em questão.

A primeira vítima desta gente é o próprio povo palestino. A segunda, a verdade!

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(*) Blog Radar da Mídia

São Paulo, quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Filmes revelam horrores de genocídios chineses

Autor: Edson Oliveira   |   12:05   Seja o primeiro a comentar

Wang Bingo
O cineasta Wang Bing [foto] produziu dois filmes sobre os capítulos mais sinistros da revolução socialista chinesa:

a) a campanha de 1957 contra os “direitistas”, que deportou centenas de milhares de chineses para campos de concentração onde os prisioneiros morriam como moscas, de frio, esgotamento e maus tratos;

b) o chamado “Grande Salto Adiante”, em que a fome matou entre 20 e 30 milhões de pessoas. Até hoje está proibido na China falar desses massacres, descritos em termos idílicos pelas esquerdas do Ocidente. Os filmes de Wang Bing rompem esse sigilo criminoso.

O extermínio de pessoas, onipresente na China, exige um meticuloso julgamento internacional.
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Agência Boa Imprensa (ABIM)

São Paulo, segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O refluxo da grosseria e o retorno da polidez

Autor: Paulo Roberto Campos   |   21:36   Seja o primeiro a comentar



Voltando aos nossos assuntos concernentes à cortesia, recordo-lhes que no post do dia 9 p.p. (Revolução Francesa e a supressão do ornato nos trajes) foi destacado a influência dos trajes na Revolução de 1789 e como esta odiava o ornato, pois isso favorecia a desigualdade natural desejada por Deus.

Para hoje seguem novos trechos do livro “A HISTÓRIA DA POLIDEZ — de 1789 aos nossos dias”, nos quais o autor, o Prof. Frédéric Rouvillois. Depois de tratar de uma como que agonia da polidez (no período da Revolução Francesa), mostra que em seguida ocorreu entre os franceses uma enorme apetência pelo retorno das boas maneiras, um horror pela impolidez grosseira imposta pelos revolucionários em nome do mito igualitário.

“O ataque contra a polidez tem início no momento em que a Revolução Francesa se radicaliza, no fim de 1790, se acentua no verão de 1792, quando os sans-culottesingressam na cena política, e culmina sem dúvida no começo do ano II, nos meses seguintes à queda dos girondinos. É então que são feitas as proposições mais audaciosas, que se generaliza o tratamento por tu e que se trata de punir aqueles que, não respeitando o novo ‘decoro’ democrático, se mostram, ainda, homens do passado, amigos do Antigo Regime. A escalada de poder de antipolidez revolucionária acompanha, portanto, o processo de radicalização.

No entanto, o movimento se esgota rapidamente. Sofre, como uma chicotada, a queda dos hebertistas e da extrema-esquerda da Revolução, eliminados pelo comitê de saúde pública no fim de março de 1794, e o subsequente refluxo do partido dos sans-culottes.

É nesse momento que um certo Bouin, num libelo intitulado Reflexões sobre os abusos de autoridade cometidos pelo comitê revolucionário da seção do templo, denuncia como perigosa para a Revolução aqueles que a ‘encaram como algo que nos leva a um estado de grosseira e rusticidade’, notadamente ao tratar com rudeza e por tu as mulheres, ‘em relação às quais o tratamento tu é inconveniente em todos os sentidos, pouco generoso e pouco moral’.

Ocorre então a estocada de Parthe: ‘Sem dúvida, esse tratamento é a linguagem da igualdade, mas por que empregá-lo em relação às mulheres, que, em todos os outros níveis, nós nos recusamos a encarar como nossas iguais, já que não lhes concedemos os mesmos direitos?’. [...]

Esse refluxo da antipolidez se acelera após o termidor e a queda de Robespierre — tornando-se então o fato de zombar da ‘civilidade’ jacobina uma forma de tomar partido, e um meio também de exorcizar a malfadada lembrança do Terror. [...]

Retorno do tratamento proibido durante a Revolução Francesa 

Muito cedo, os antigos usos recuperarão seu direito de cidadania... Predição rapidamente confirmada, sobretudo no nível da linguagem, com o retorno dos termos interditos senhor ou senhora...

Pouco a pouco a palavra cidadão tende a parecer irrisória e ridícula, e muitos não a empregam senão para os subalternos, como para lhes acentuar a inferioridade, o que tem por efeito exasperar os ‘patriotas’.(1) Antes sacralizado, o título se torna risível.

Em fevereiro de 1798, o deputado bretão Jean-René Gomaire propõe adotar uma lei visando abolir o uso das palavras seu e senhor nas letras de câmbio, onde elas tendem a reaparecer cada mais com mais frequências; no dia 16 de abril, uma comissão especial produz um primeiro relatório que renova, com todas as firulas, a antipolidez jacobina:‘Certamente’, concede o relator, Gerla, ‘eu não pretendo banir a polidez do comércio da sociedade, mas a urbanidade republicana não tolera as fórmulas de um regime escravo’,como senhor, que significa padrão, e, portanto implica ideias ‘incompatíveis com nosso pacto social’. Daí a necessidade de ir ainda mais longe, estendendo a proibição a ‘toda sorte de relações sociais’.(2) A proposta será adotada por unanimidade pelo conselho. Mas as coisas não param por aí.

Num segundo relatório, datado de 22 de julho do mesmo ano, Gerla declara com ênfase que é preciso cogitar sanções; e, a esse propósito, desenvolve o lado desesperado de seu intento. É preciso, escreve ele, agir com severidade, principalmente contra o uso verbal, o uso cotidiano desses termos. Isso é preciso ao mesmo tempo porque a maioria republicana ‘aguarda medidas penais com impaciência’, a fim de que o mal não prospere, e para ‘propagar’ o uso do título cidadão entre todos aqueles que ‘hoje o desdenham’.(3)

À falta de uma lei que não será adotada, o governo republicano, apegado a seus símbolos, exige ainda, em 1799, que as camareiras dos teatros parisienses digam cidadão aos espectadores, em vez de senhor.(4)

Nesse época, um comissário de administração ou um agente público que empregue esse termo suspeito (senhor ou senhora) é passível de perseguições. Mas nada disso acontece: o uso antigo retorna numa irresistível restauração que de resto suscita inúmeros incidentes, como em 1795, quando um jovem vendedor de refrescos é chamado às falas por um padeiro que ele havia chamado de cidadão.

Apesar das ordens, ninguém mais se incomoda, mesmo em público, ao empregar as palavras interditas ou ao conspurcar os títulos obrigatórios: apenas um ano após a queda de Robespierre, o autor de um panfleto antijacobino não hesita em introduzir seu libelo com o uso desta frase, que soa como uma afronta ao igualitarismo: ‘Recebi, senhor, a carta infinitamente polida que vós me fizestes a honra de endereçar...’.(5)

A velha e aristocrática polidez francesa 

Assim como a palavra cidadão, e pelas mesmas razões, o tratamento tu não sobreviverá por muito tempo ao termidor. No dia 13 de março de 1795 (23 do ventoso do ano II), no Café de Foy, eclode um pequeno tumulto porque alguém ousou tratar por tu a um general.(6) [...]

A antipolidez igualitária e democrática parece ter desaparecido na prática — mesmo entre os republicanos militantes e na classe operária, e só as individualidades excepcionais, os ‘desbocados das fábricas’, continuam a afetar uma grosseria de princípio, diluviana e contestatária. Em 1869, Ernest Renan, revertendo a perspectiva, vê exatamente aí a garantia de que esse país [França] jamais se tornará (verdadeiramente) republicano: ‘A monarquia’, escreve ele, ‘responde às necessidades profundas da França. Nossa amabilidade só é suficiente para fazer de nós maus republicanos. Os charmosos exageros da velha polidez francesa, a cortesia que nos põe aos pés daqueles com quem nos relacionamos é o contrário dessa secura, que dá ao democrata o sentimento perpétuo dos seus direitos. A França não se sobressai senão no raro, não ama senão o distinto, não sabe realizar senão o aristocrático’.(7)

Se a antipolidez persiste é, portanto, de modo marginal, no interior de grupos mais radicais, ou em certos momentos de crise.

Tentativas de retorno da trilogia revolucionária 

A revolução de 1848, notadamente nos primeiros dias, parece, porém, estar a ponto de reatar com a antipolidez dos sans-culottes. É o que se ressente Balzac, ao escrever à madame Hanska, que estava na Polônia, em carta de 26 de fevereiro de 1848: ‘Paris está em poder da canalha mais vil. Penso em preparar minha partida, pois as medidas mais revolucionárias se sucedem com rapidez. Qualquer cidadão é guarda nacional. Enfim, já foi pronunciada a trindade fatal: LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE. Toda gente se trata por tu’.(8)

Em Paris, no clima de insurreição que sucede à queda da Monarquia de Julho, aqueles que a si próprios se qualificam de ‘montanheses’, a exemplo de seus modelos de 1793, não usam o termo senhor senão como forma de insulto, para se dirigir aos suspeitos de serem reacionários, inimigos da república. É o que relata certo Chenu, ex-capitão da guarda do chefe da polícia montanhesa, Caussidière. Interpelado por um subordinado, que o trata por ‘senhor chefe’, ele imediatamente o corrige: ‘Diga cidadão’. Um pouco depois ameaçado de ser substituído, o cidadão chefe se exalta: ‘O primeiro que vier tomar o meu lugar, eu acabo com ele na porta. Pois eu quero que esses senhores’ — e ele sublinha a palavra — ‘fiquem sabendo que ninguém substitui Caussidière [...] Tu, capitão, tu vais me organizar militarmente um exército revolucionário’.(9) O fortalecimento do partido da ordem e a repressão a esses partidos extremistas, após as jornadas de junho, porão um termo a isso”.

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Notas:
(1) Cf. F. Brunot, Histoire de la langue française, t. IX, 2ª parte, p. 686.
(2) Gerla, Rapport sur proposition d´abolir l´usage des mots sieur et monsieur dans les lettres de change, De l´Imprimerie nationale, germinal do ano VI, pp. 3, 5.
(3) Second rapport sur les anciennes qualifications, De l´Imprimerie nationale, termidor do ano VI, pp. 5, 8-9.
(4) Cf. F. Brunot, Histoire de la langue française, t. IX, 2ª parte, p. 687.
(5) Tous les parties dévoilés, C.F.Patris, 27 do fruidor do ano III, p. 1.
(6) A. Soboul, Les Sans-Culottes parisiens en l´na II, p. 657.
(7) Domestic Manners of the Americans, New York, Knopf, 1949, p. 186; ed francesa: Baudry, 1832. (8) H. de Balzac, Lettres à Mme Hanska, Les bibliophiles de l´original, 1971, t. IV, p. 212.
(9) A. Chenu, Les Conspirateurs, Garnier Frères, 9ª ed., 1850, pp. 87, 92.


São Paulo, quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Christian Bale, ator do Batman, assume postura contra abortos forçados

Autor: Edson Oliveira   |   12:59   Seja o primeiro a comentar



O ator Christian Bale (foto acima, no centro), que fez o papel de Batman nos filmes Dark Knight, está assumindo uma posição forte nesta semana contra o “horror” das políticas de abortos forçados na China.

Bale também elogiou o ativista chinês Chen Guangcheng por suas atividades contra a política do governo da China de um filho só.

“Ele [Chen] havia desmascarado um programa de aborto e esterilização forçados em Shandong”, Bale disse aos participantes de um evento chamado “Direitos Humanos em Primeiro Lugar”. Um programa de aborto forçado significa que mulheres estão sendo arrastadas de seus lares contra sua vontade. Elas estão sendo forçadas a ter abortos, às vezes no nono mês de gravidez — imaginem isso — com mulheres que acabam morrendo com isso”.

“Esses casos são um verdadeiro horror”, acrescentou ele. “E, neste mundo insano, este homem, Chen, que estava ajudando essas mulheres — que estava vivendo de acordo com alguns dos valores mais simples, corajosos e universalmente admirados — valores que ensinamos aos nossos filhos diariamente, e ajudando seu próximo — por tal bondade, este homem foi preso e surrado durante mais de quatro anos”.

Em dezembro de 2011, quando Chen estava na China sob prisão domiciliar, Bale tentou visitá-lo, mas foi atacado por brutamontes, que o impediram de fazer a visita.

“O que eu realmente queria fazer era dar um cumprimento de aperto de mão e dizer ‘obrigado’, e dizer-lhe a inspiração que ele é”, Bale disse na época.

Bale fez o papel de Batman nos últimos três filmes do Batman, inclusive Batman Begins, The Dark Knight (O Cavaleiro das Trevas) e The Dark Knight Rises (O Retorno do Cavaleiro das Trevas). Ele ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua representação de Dicky Eklund em The Fighter (O Lutador).

“O que Christian e Chen estão fazendo é verdadeiramente heroico”, diz Ted Baehr, editor e fundador de Movieguide: O Guia da Família para Filmes e Entretenimento. “Nós os aplaudimos nos termos mais fortes”.

“Christian Bale se tornou um campeão dos direitos humanos em seu próprio mérito”, diz Reggie Littlejohn, presidente da entidade Direitos das Mulheres Sem Fronteiras. “Ele arriscou sua segurança para visitar Chen em dezembro do ano passado. O fato de que ele foi atacado por brutamontes chineses trouxe visibilidade para o caso de Chen. Essa visibilidade muito ajudou a campanha internacional para libertar Chen. E Bale é corajoso de condenar a prática de aborto forçado na China”.

Clique aqui para ler o texto original em inglês em Movieguide.org.

Traduzido por Julio Severo do artigo de Charisma: Batman Actor Christian Bale Takes a Stand Against Forced Abortions

São Paulo, sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Se dependesse deles sua cidade seria assim...

Autor: Edson Oliveira   |   14:05   Seja o primeiro a comentar



Seus amigos, familiares e colegas de trabalho precisam saber da existência do livro:

Psicose Ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma "religião" ecológica, igualitária e anticristã.

A Psicose Ambientalista precisa ter um fim!

Resumo do livro

Psicose Ambientalista desvenda farsas criadas pelos ambientalistas radicais e pelos ecoterroristas.

Você sabia que não existe comprovação cientifica de que o aquecimento global é criado pelo homem? Você sabia que o CO2 – que para os “ambientalistas” é o responsável pelo aumento da temperatura média do ar e dos oceanos – é benéfico para o homem e para o animal?

E tem muito mais! O que está por trás dos estrategistas verdes? Quais suas intenções e porque divulgam essas mentiras?

Se você quer saber toda a verdade oculta pelos Ecoterroristas, o livro Psicose Ambientalista é leitura obrigatória.

Não há dúvida de que o homem deva usar os recursos da natureza corretamente. Assim como não há dúvida de que ele nem sempre o faz. Porém, os Ecoterroristas ou Ecoxiitas – como você preferir – querem impor ao homem um estilo e uma condição de vida que o tornam escravo da natureza.

Essa é a chamada Psicose Ambientalista que quer conduzir o Brasil e o mundo para um verdadeiro suicídio coletivo.

Isso mesmo: suicídio coletivo! Essa foi a fonte de inspiração do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira na edição do livro Psicose Ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã, elaborado pela Comissão de Estudos Ambientais deste Instituto, sob a orientação de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e descendente da Princesa Isabel.

Outro fator motivador para a edição da obra é que, infelizmente, o seu conteúdo não foi, não é e provavelmente nem será divulgado pela grande mídia, que faz questão de esconder a verdade.

Os Ecoterroristas têm objetivos escusos, como acabar com o capitalismo, com o direito de propriedade, impor limites ao progresso econômico e substituir a Lei de Deus pela Carta da Terra .

Mas a verdade acaba de vir à tona.

Veja tudo isso, e muito mais, no livro Psicose Ambientalista - Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã.

São Paulo, quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Top Blog 2012 - Dia 10 acaba a votação

Autor: Edson Oliveira   |   15:43   Seja o primeiro a comentar

Estamos concorrendo no 2º turno ao prêmio Topblog 2012 na categoria "Política / Pessoal". Estamos entre os 100 mais votados e agora precisamos do seu voto para ficarmos entre os três primeiros.

O Segundo turno termina sábado, dia 10 de novembro e, como foi zerada a votação do primeiro turno, pedimos novamente sua colaboração e um pouco do seu tempo. Acesse o link abaixo e vote através de seu e-mail (que você receberá uma mensagem para confirmar seu voto), de sua conta do Twitter ou do Facebook. Pode votar com as três formas e com quantos e-mails tiver.

http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=17127848

No edição passada do prêmio, em 2012, levamos dois prêmios. Vencemos em primeiro lugar na categoria "Política / Pessoal" pelo juri popular (votação dos internautas) e ficamos em terceiro pelo juri acadêmico.

Contamos com seu apoio para repetir essa conquista.

São Paulo, quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O cardápio, a bexiga e o mistério

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   13:45   4 comentários

Dom Odilo Scherer em discurso de abertura do evento "Colóquio com Candidatos à Prefeitura de São Paulo".
A última eleição paulistana confirma o artificial e incongruente do seu resultado. A democracia vai ficando cada vez mais distante desse arremedo de “vontade popular”.

O fato mais importante foi a histórica abstenção de praticamente 20% do eleitorado. Tais pessoas não se sentiram representadas por nenhum dos candidatos. Outra expressão dessa falta de representação foram os votos brancos e nulos, que somados às abstenções chegaram a 29,3%, conforme noticiou a FSP online.

Não é temerário afirmar que o “cardápio eleitoral” não apeteceu a quase um terço do eleitorado. O PT elegeu seu candidato com 55,57% dos votos válidos, portanto apenas 38,9% do eleitorado. Não é a maioria. Além disso, se somarmos aos eleitores de Serra, onde se concentram os mais conservadores, os 30% das abstenções e dos votos brancos e nulos, realmente Haddad não tem muito por que festejar.

Lembremos de passagem que o PSDB tem-se mostrado desde muito tempo ser um quinta coluna do eleitorado conservador, competindo de modo a entregar a vitória ao PT. É uma oposição fingida. Serra parece não ter lutado para vencer, mas para perder. Outro aspecto gritante foi o artificialismo das eleições.

Do mesmo modo como se fura uma bexiga, Russomano viu-se de repente alijado da ampla dianteira que detinha no primeiro turno. Inflou-se ao mesmo tempo o balão de Haddad, como se alguém soprasse no seu bico. O que mostra a ausência de análises sérias na escolha dos candidatos por parte dos votantes. Um aspecto fundamental e misterioso.

Do ponto de vista das ideias, os programas apresentados pelos candidatos foram inócuos. Temas mais profundos como aborto, casamento homossexual, violação do direito de propriedade etc., foram passados ao largo no contexto decisivo da competição.

A maioria dos que votaram em Haddad não o fez por apoiar o ideal do PT. Pelo contrário, se em seus discursos eleitorais o candidato petista defendesse a aplicação do PNDH-3, que é do PT, programa ultra-radical e anticatólico que aos poucos vai sendo imposto ao País, teria sido recusado calorosamente. Por que foi omitido algo que está no centro das intenções do PT?

O julgamento do STF sobre o Mensalão vinha prejudicando obviamente o prestígio do PT e o de Haddad. Daí a dificuldade de sua “decolagem”. Uma derrota do PT em São Paulo seria um dano irreparável.

Conforme mencionam na “Folha de S. Paulo” Elio Gaspari e Dom Fernando Figueiredo, é público e notório que Dom Odilo Scherer e seu clero intervieram num momento estratégico que salvou o candidato petista. Enquanto os partidos não oficialmente de esquerda mais ou menos se equivalem, entre os de esquerda o PT é o mais radical e ativo contra a Doutrina Católica e que maior dano causa ao Brasil. Basta ver o PNDH-3 (Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos).

Como explicar que, salvo honrosas exceções, o clero comandado por D. Scherer tenha atuado num ponto eleitoralmente nevrálgico, e – por que não dizê-lo – salvo exatamente o candidato petista? Mistério... da iniquidade!

Uma leitura indispensável

Autor: Paulo Roberto Campos   |   00:42   Seja o primeiro a comentar

Psicose ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã

Se você não deseja ser enganado pelas ciladas do movimento ambientalista, não deixe de ler o livro recentemente lançado pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira: Psicose ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã.


Dom Bertrand de Orleans e Bragança
Seu autor, o Príncipe Imperial do Brasil Dom Bertrand de Orleans e Bragança [foto],bisneto da Princesa Isabel, desmascara o falso alarmismo disseminado pelos “ecoterroristas” em torno do propalado “aquecimento global”. Alegando um inexistente consenso dos cientistas sobre este tema, eles procuram provocar um pânico generalizado que leva os incautos a acreditarem que a ação do homem está conduzindo à destruição do planeta!

Nada mais falso! A obra do Príncipe demonstra que isso é um mero pretexto criado pelos ambientalistas radicais para atingir seus escusos objetivos: a implantação de uma sociedade e uma “religião” igualitária e neotribal. Isso mesmo: uma nova religião, em que os Dez Mandamentos da Lei de Deus são substituídos por dez mandamentos laicos e pagãos, que rebaixam o homem à condição de servidor e escravo da natureza.
Psicose ambientalista — Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã

Mas chegou a hora da verdade — a verdade sobre as falsas alegações do ecologismo. Com a leitura da obra ficará claríssimo que as esquerdas ecológicas não pretendem com o terrorismo climático senão o retorno dos falidos regimes marxistas. Não mais com a surrada e frustrada bandeira vermelha do comunismo, mas com a bandeira verde da ecologia.

NÃO SE DEIXE ENGANAR! Adquira o livro Psicose ambientalista e fique sabendo tudo que a máscara do movimento ambientalista esconde!

São Paulo, segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O furacão Sandy — tudo derrubado por terra, exceto a Imagem de nossa Santíssima Mãe

Autor: Paulo Roberto Campos   |   13:56   Seja o primeiro a comentar



Primeira página do “The Wall Street Journal” (periódico de maior circulação dos EUA), do dia 31 de outubro último, mostra a Imagem de Nossa Senhora intacta em meio à devastação provocada pelo furacão Sandy. Muitos afirmam que só um milagre poderia operar este prodígio. Foto: Natalie Keyssar/WSJ.

Certamente todos viram cenas pavorosas provocadas pela recente passagem do furacão SANDYpela costa Leste dos Estados Unidos, mas talvez não tenham ainda visto as cenas mostradas noslinks abaixo. Recomendo-lhes assistir o vídeo e clicar nos links indicados no final.

Poderão ver, por exemplo, outras cenas como desta foto IM-PRES-SI-O-NAN-TÍS-SI-MA (acima). Em Nova York (no Queens), os fortes ventos e a super-tempestade destruíram tudo. Tudo desmoronado! Ademais, um incêndio reduziu tudo a cinzas. Tudo? — Tudo, EXCETO... esta linda imagem de Nossa Senhora das Graças!

Nem a fúria dos ventos, nem a apocalíptica tempestade, derrubaram a imagem da Santíssima Virgem! Nem o incêndio a consumiu!

Copiei esta Imagem para guardar comigo, e lhes aconselho a fazer o mesmo. Ela serve-nos para lembrar uma admirável lição de confiança na Providência Divina: poderemos pessoalmente, ou em nossas famílias, passar por provações pavorosas, por tempestades interiores, por grandes aflições, mas tenhamos a certeza de que Nossa Senhora é nossa Mãe, que constantemente estará de pé ao nosso lado. Tudo poderá estar destruído; Ela JAMAIS será abatida; SEMPRE irá nos amparar como uma Mãe bondosíssima.





PS: Para ver mais a respeito do tema deste post, click em:

The Wall Street Journal
Fotos Online

Em Defesa da Honra da Santíssima Virgem

Autor: Marcos Luiz Garcia   |   01:31   Seja o primeiro a comentar

Até o momento em que escrevo, não tive notícia da retirada do quadro blasfemo pintado por Richa Hamilton e exposto na National Gallery de Londres.

O quadro distorce completamente uma das obras mais conhecidas do bem-aventurado Fra Angélico, a Anunciação, na qual o arcanjo São Gabriel anuncia a Nossa Senhora que Ela seria a Mãe do Messias.
Conservando o cenário original da obra, Richard Hamilton pintou uma mulher alada completamente nua representando o arcanjo, e no lugar da Santíssima Virgem também outra mulher nua, deturpando assim sacrilegamente o sentido do quadro.

Durante a Paixão, Nosso Senhor Jesus Cristo suportou todas as ofensas feitas contra a Sua divina pessoa, mas em nenhum momento permitiu que tocassem em Sua Santíssima Mãe. Entretanto não hesitou em tecer duas vezes os chicotes com os quais expulsou, cheio de cólera, os vendilhões do templo. Mal posso imaginar o que teria ocorrido ao artista Richard Hamilton se Nosso Senhor, naquele período, o flagrasse pintando o seu amaldiçoado quadro.

É indignante para qualquer católico autêntico, e de modo especial para os consagrados como escravos de amor a Nossa Senhora segundo o método de São Luiz Maria Grignion de Montfort, ver a Mãe de Deus e nossa sendo ofendida de tal maneira a propósito do acontecimento que é o fundamento da Redenção, quando Sua Honra brilhou de maneira inexcedível.

Ademais, a Anunciação é considerada a festa dos escravos de Nossa Senhora, pois foi a ocasião em que com profunda humildade Ela proferiu a frase: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”.

Outro aspecto que deve encher de indignação o coração dos católicos é a insinuação impura colocada por Richard Hamilton em seu quadro. Sabemos que Nossa Senhora, ao ser convidada para ser a Mãe do Messias, perguntou como isso daria, uma vez que Ela estava na determinação de não violar a Sua virgindade. E só aceitou depois de o Anjo afirmar que seria por obra e graça do Espírito Santo. Existe, portanto, um abismo insondável e intransponível entre a Virgem Puríssima e a mulher despudorada do pintor blasfemo.

Onde este encontrou a inspiração para tão infeliz composição? Por que tisnar aos olhos de quantos contemplem o quadro, a altíssima elevação com a qual a Anunciação brilha para os católicos? É o primeiro mistério do Santo Rosário!

Seria ele um obcecado sexual, um sexomaníaco, um sexolatra, dessa espécie de gente incapaz de ver qualquer coisa por outro prisma que não o sexual?

Além do mais é desonesto, por deformar, usando elementos idênticos, uma obra de arte de um Bem-Aventurado que a compôs com intenção absolutamente contrária.

Nenhum católico pode desejar que alguém vá para o inferno. Mas porventura não poderá ter sido este o destino do infeliz artista?

Ficaríamos alegres em saber que ele teve uma conversão profunda e se salvou – o que não é impossível, mas muito pouco provável. Neste caso, que se dirija ao Beato Fra Angélico e lhe peça perdão pelo efeito post histórico de seu quadro, e implore a Nossa Senhora que ponha fim a tal exposição e à péssima obra que produziu.

Mas caso ele tiver recusado todas as instâncias da misericórdia de Deus e morrido ímpio, a justiça de Deus há de aumentar-lhe consideravelmente os sofrimentos como paga por tão nefando quadro contra a Santíssima Virgem.