Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, terça-feira, 9 de abril de 2013

Rock, Revolução e fé católica

Autor: Edson Oliveira   |   13:13   18 comentários

Por Pe. Paulo Sandes, CO

Pe. Paulo Sandes, CO
A pedido de alguns amigos e filhos espirituais faço saber minha opinião sobre o Rock.

Temos visto espalharem-se pelo mundo on line vários textos sobre o assunto. Alguns, apaixonados defensores, vestem a camisa (literalmente), andando de preto, fazendo tatuagens, deixando o cabelo comprido e assim por diante. Outros, católicos moderados defensores, dizem que desde que as letras sejam boas, desde que não tenham teor satânico, ou desde que não seja “muito pesado”, não haveria problema algum em escutar um “bom rock”. Ainda alguns, radicalmente opositores, apresentam letras satânicas, práticas desonestas, dizendo que por causa desse incentivo não se deve escutar nenhum tipo de rock.
Aqueles que me conhecem já sabem a minha posição a respeito, mas tentarei explicar de modo conciso aquilo que já sabem através de explicações em palestras e formações que já dei. Aliás, peço aos leitores desculpas antecipadas por ser péssimo escritor.

Penso que, em primeiro lugar, deveríamos definir o que seja o rock, pois só podemos admitir um valor positivo ou negativo àquilo que conhecemos. Muitos dirão: o rock é um estilo musical como outro qualquer que nasceu dentro de um determinado ambiente cultural; outros falarão que o rock é um estilo musical satânico que arrasta seus ouvintes ao mundo dos vícios e do pecado; outros ainda, que o rock é “um estilo de vida, UH! HU!”, e levantarão os dedos indicador e mindinho das mãos.

Ao meu ver, nenhuma destas posições conseguiu definir o rock como tal. E sem mais delongas defino-o do seguinte modo: o rock é um estilo musical revolucionário. Explicarei.

Em primeiro lugar, recordemos o que é a Revolução: Revolução é um atentado qualquer contra a ordem imposta por Deus na criação. O primeiro revolucionário foi o Demônio que rebelou-se contra Deus e depois fez Adão e Eva comerem o fruto proibido.

Muitas vezes temos ouvido de alguns redutos comunistas (que se dizem católicos) que “Jesus foi o maior de todos os revolucionários”. Ora, isso é um verdadeiro absurdo, pois Nosso Senhor não veio causar um mal à ordem, mas sim, Ele veio restituí-la. O mundo, que estava em verdadeira desordem por causa do pecado, tem agora a oportunidade de restabelecer a ordem através de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Voltando ao rock, muitos poderiam defender alguns pontos que consideram bons no rock. Porém, ninguém poderia discordar do fato de o rock ser um estilo musical e ainda revolucionário. E é revolucionário por contrariar a ordem. Ou alguém vai querer defender que o rock, na verdade, propagaria a ordem? O próprio modo como os instrumentos são tocados (distorção de guitarra, por exemplo) transmitem-nos uma contradição em relação à ordem que é própria à música.

Antes de entrar no seminário confesso que era um daqueles que gostava de ouvir um “bom rock”. No entanto, ao perceber o aspecto revolucionário do mesmo, renunciei completamente a este estilo.
A minha opinião é, pois, que o rock não deveria ser ouvido, por ser revolucionário. E se combatemos a revolução, devemos combatê-la como um todo e não só uma parte dela.

Compreendo, no entanto, que nem todos podem chegar rapidamente a essas compreensões.
Todavia quero deixar claro que essa postura de renunciar ao rock por ser revolucionário, é uma postura pessoal. Já expliquei muitas vezes a amigos e filhos espirituais como cheguei a essas definições e considero inútil postar essa longa história aqui. Se alguém quiser conversar comigo, estarei à disposição.

Deus abençoe a todos!

Fonte: Clique aqui

18 comentários:

Ótimo!! também tive que renunciar o rock.. foi difícil no começo, mas hoje dou graças a Deus!!

Boa tarde.

Tenho que discordar da definição. Primeiro porque a definição dada pelo padre está, a meu ver, pautada pelo esforço de identificar características da revolução. Explico: é um dado verificável pela observação dos indivíduos revolucionários (em especial dos inocentes úteis hodiernos) o gosto pelo rock. Mas também foi verificável o gosto pela música de Chico Buarque para os agentes da revolução da sua época. Não se deve desprezar que a geração mais nova de hoje se agrada do rock e é formada em grande parte por inocentes (ou idiotas, como alguns gostam de chamar) úteis, ou seja, gente que não pensa e não percebe que está apenas seguindo as escolhas que outros fizeram por eles.

Segundo: não se poderia, caso tenha sido um dos critérios utilizados, tomar o rock como um estilo musical/pessoal intrinssecamente, essencialmente à serviço da revolução unicamente por conta de agentes revolucionários que fizeram uso dele. As pessoas podem fazer mau uso das coisas mais simples e inofensivas.

Terceiro: dizer que "os instrumentos tocados transmitem uma contradição em relação à ordem" é uma imprecisão, grande até. Dentre os estilos musicais populares, o que mais conta com instrumentistas habilidosos e bem formados na teoria musical é o rock. A distorção que se pratica com o som dos instrumentos não pode ser utilizada como fator de nulidade da excelência da melodia no tocante ao respeito às escalas e à afinação do arranjo.

Feita a discordância, ofereço argumentos outros na forma de análise e breve estudo meus da influência da cultura cristã em músicas de rock secular:

http://oandarilho01.wordpress.com/2011/09/21/o-metal-e-o-madeiro-parte-1/

http://oandarilho01.wordpress.com/2012/04/18/o-metal-e-o-madeiro-parte-2/

Paz e Bem
Bruno Linhares

Desculpe, esqueci de marcar o acompanhamento.

Penso que está muito bem explicado quando o Pe. Paulo Sandes diz que se trata de uma postura pessoal. Lembremos de Rm 14.23: "Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado." O texto fala, dentre outras coisas, da polêmica entre comer ou não comer isso ou aquilo. Acredito que a mensagem serve também pra questão da tatuagem.

Considerando que o rock nasceu nos anos 1950s, é fácil entender que tenha passado por tantas modificações até os dias atuais. Alguns mal merecem ser chamados de rock, como o punk e o metaleiro, sendo que uma das poucas características mantidas foi o espírito revolucionário. Quando ele surgiu, o ambiente musical brasileiro andava repleto da desgraceira carregada nos acordes do samba-canção e do tango. Imagino que não tenha sido das melhores a influência que aquilo causava na população. Fica fácil entender porque o som alegre do rock se deu bem entre nós. Quanto às mudanças de comportamento provocadas pela música, temos que considerar que mudanças fazem parte da evolução, cabendo a cada um escolher entre as do bem e as do mal. Para nos orientar nesta arriscada tarefa, temos os nossos princípios morais e éticos. Esta escolha é muito mais difícil fazer do que dizer, mas é um risco que temos que correr, até porque nós, os humanos, somos curiosos e vivemos inventando novidades. Na verdade, as ”inocentes” novelas da Tv já revolucionaram muito mais o comportamento popular, do que o rock seria capaz de fazer ao longo de mais um século de existência.

O conceito de revolução emitido pelo padre é revolucionário. Igualmente revolucionária é a sua interpretação sobre música. A "ordem" a que se refere o padre é de que natureza? Wagner foi acusado de inspirar Hitler enquanto planejava extermínios. Não há nada mais "ordeiro" do que as canções militares. Os pacifistas cantam "rock" e pregam a paz. Acho que a visão do padre é de extrema limitação. De qualquer forma, há uma verdade (de que se desculpa) em seu artigo: ele é um péssimo escritor...

Ao anônimo acima:

A obra de Wagner é impregnada de mitologia pagã da Alemanha, por isso Hitler gostava tanto dele. Essa sua associação é de extrema limitação.

O padre também disse outra verdade (que seu orgulho não percebeu): "Compreendo, no entanto, que nem todos podem chegar rapidamente a essas compreensões".

A Ordem a que se refere o padre está descrito no artigo, foi a ordem imposta por Deus na criação, e a desordem é, para simplificar, o pecado e suas consequências na alma.

O rock influencia tendências más em seus adeptos que se caracteriza pela espontaneidade das reações primárias. Já viu como se "dança" rock?

Um comentário que esqueci de dar para enriquecer mais a polêmica.

O anônimo disse: "Os pacifistas cantam "rock" e pregam a paz. Acho que a visão do padre é de extrema limitação."

Esse seu modo de ver o problema é que é de extrema limitação. O mais importante de uma música não é a letra dela, mas sua melodia e ritmo.

Uma pessoa pode gostar de uma música mas não concordar com sua letra. Mas o ritmo e a melodia é, sim, capaz de mudar o temperamento de quem a ouve e acaba por mudar até, a curto ou a longo prazo, as atitudes e reflexos de uma pessoa.

Cito aqui o sociólogo norte-americano Malcolm Doney: “O Rock é o aferidor das mudanças de atitudes dos jovens para com o sexo, a autoridade, o gosto, seus contemporâneos e a ética”.

O rock induz o homem a uma animalização que sujeita sua inteligência e sua vontade à tirania de seus sentidos desregrados pelo pecado original.

Espero ter contribuído com o debate.

O sexo não é algo intrinsecamente mal. A repressão não é algo intrinsecamente bom. Autoridade não é fim em si mesmo. Gosto é algo muito relativo. A questão é considerar que "ordem" é um estado imutável (que se opõe a mudança, transformação, revolução) e que o sexo é algo que deve ser reprimido em ambiente autoritário e hierarquisado conforme a moralidade medieval. O sexo é a expressão máxima da vitalidade e a responsabilidade deve ser algo relacionado a procriação. Moralismo é algo de que se valem muitas pessoas que estão privadas da plenitude da vida, reprimidas em clausulos morais.

Sobre a rebeldia do demônio e da história da maçã de Adão e Eva, é possível que sejam anteriores a La Fontaine...De qualquer forma, o traidor deve ter provocado o casal para assitir a tal comida!

PALAVRAS E COLOCAÇÕES TOTALMENTE ALIENADAS!!! RIDÍCULO ESSE TEXTO ... SE É QUE PODEMOS CONSIDERAR ESSE CONJUNTO DE PALAVRAS COMO TEXO!!!

Resposta ao penúltimo anônimo que escreveu acima:

Curioso como de vez em quando aparece por aqui alguns tarados que fazem da sexualidade a matriz de seu pensamento. Mas é curioso também que como eles confessam - quase que explicitamente - que essa matriz tarada conduz a uma sociedade igualitária e que a defesa da castidade (mesmo a matrimonial que visa a fidelidade conjugal) teria como consequência uma sociedade hierárquica.

Resposta ao último anônimo acima:

A baixaria é sempre uma arma que pessoas como você faz uso quando não tem argumentos para manter o nível do debate.

Manoel,

Você escreveu: "PALAVRAS E COLOCAÇÕES TOTALMENTE ALIENADAS!!! RIDÍCULO ESSE TEXTO ... SE É QUE PODEMOS CONSIDERAR ESSE CONJUNTO DE PALAVRAS COMO TEXO!!!"

Eu ainda não encontrei no dicionário em português o vocábulo "TEXO", mas pelo jeito você se acha tão superior ao padre que faz uso de neologismos.

Ademais, seu comentário mostra apenas sua discordância - bem pouco respeitosa, aliás - para com o padre. Gostaríamos de ler seus argumentos, que certamente não serão alienados com a moda do mundo.

Por favor, não nos desaponte e da próxima vez coloque explicações para nós - pobres ignorantes - do que você entende por esse neologismo "TEXO".

Pois a única explicação que encontrei para ele é que é um termo latino que em português seria equivalente a "carpinteiro".

Como certamente você não cometeu um erro gramatical, em vista de sua crítica ao padre, eu gostaria de saber se é possível interpretar - como um texto corretamente escrito - esse seu "conjunto de palavras".

Edson, você foi deselegante com o Manoel Tenório. Ele se refere ao comentário crítico e não ao texto do Padre. Além do mais, não se deve fazer tal contorno retórico para criticar um erro de digitação. O T foi omitido no movimento, isso acontece com qualquer um.

Aliás, sobre o comentário acerca do lapso (texo, ao invés de texto), tendo em vista que qualquer um pode cometer tal erro, o comentarista, sabendo que se tratava de um lapso e não de uma ignorância gramatical, apelou para o recurso do cinismo (dizer uma coisa querendo dizer outra...), e isso depõe contra ele, e não contra o mortal que errou.

Petra: Adonai.

Words and music by Bob Hartman
Based on Genesis 15:2, Matthew 5:6, Hebrews 12:29, Psalms 40:2


Esta sede dentro da minha alma
Não vai cessar até
Eu fui curado
Para conhecê-lo
Para andar com você
Para agradá-lo em tudo o que faço
Você defender o justo
E sua fidelidade durará

Refrão:
Adonai
Senhor da terra e do céu
Somente Tu és digno
Adonai
Adonai
Vamos testemunhar a criação
Deixe sua majestade
Ser ampliado em mim
Adonai
Você é um mistério sem fim

Adonai
Imutável
Fogo consumidor
Me levantar
De lama e lodo
Os meus pés em sua rocha
Deixe-me habitar em vossa justiça

Refrão

Adonai, Adonai

Quando as tempestades me cercam
Falar a palavra
E serão ainda
E esta sede e fome
É uma saudade só Você pode preencher

Adonai, Adonai
Adonai

Refrão

Adonai, Adonai
Adonai, Adonai
Adonai

//

Classificar o rock apenas como revolucionário é um desrespeito a bandas cristãs que estão longe de qualquer polêmica, como Petra, Rosa de Saron, Oficina G3, Fireflight, Exodus, etc.
Eu pergunto: essa letra que eu postei a cima é louvor a Deus ou ao inimigo?



O polêmico vocalista da banda EXCOMUNGADOS a lenda PEKINEZ GARCIA foi confirmado como ator no filme de terror BORDEL AMALDIÇOADO do cineasta TONINHO DO DIABO QUE É SATANISTA, POREM OUTROS MEMBROS DA BANDA VIRARAM CATOLICOS, a confirmação vem após ensaio fotográfico do vocalista e video teste com a REVISTA VIP e CONTOS DO ABSURDO na casa MADAME SATÃ em breve entrevista nas bancas e internet!