Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ultraje a Maria

Autor: Edson Oliveira   |   18:23   9 comentários

Leo Daniele

¨Nossa Senhora é uma lâmpada que não se apaga, nem bruxuleia, e que arde só ela plenamente, nesta escuridão universal que foi a morte de seu Filho” (Plinio Corrêa de Oliveira). Entretanto, atualmente os personagens sagrados de nossa redenção estão sendo ultrajados pela peça blasfema “O Testamento de Maria”, lançada na Broadway, em Nova York, e permanecendo lá até o dia 20 de junho deste ano. A peça teatral tem como atriz principal a lésbica Fiona Shaw.

Naquelas montanhas áridas que cercam Jerusalém, deu-se uma das cenas mais tocantes da História, o encontro de Maria com Nosso Senhor, a caminho da tortura e morte: “Quem, Senhora, vendo-Vos assim em pranto, ousaria perguntar por que chorais? Nem a terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor”.[1]

Pouco  depois, "ao mesmo tempo em que as pesadas lajes do sepulcro velam o Corpo do Salvador aos olhares de todos, a fé vacila nos poucos que haviam permanecido fiéis a Nosso Senhor. Mas há uma lâmpada que não se apaga, nem bruxuleia, e que arde só ela plenamente, nesta escuridão universal. É Nossa Senhora, em cuja alma a fé brilha tão intensamente como sempre. Ela crê. Crê inteiramente, sem reservas nem restrições. Tudo parece ter fracassado. Mas Ela sabe que nada fracassou. Em paz, aguarda Ela a Ressurreição. Nossa Senhora resumiu e compendiou em Si a Santa Igreja nesses dias de tão extensa deserção[2].

Soa um gongo. Estimado leitor, agora estamos no século XXI.

A peça "Testamento de Maria" investe
 contra Maria Santíssima no que
há de mais caro a Ela: seu amor materno.
A peça “O Testamento de Maria” apresenta Nossa Senhora após a crucifixão de Jesus como uma mulher com raiva, amargurada e que duvida da divindade de seu filho. É uma blasfêmia total, pois não se arroja somente contra Nossa Senhora, mas também contra Jesus.

Investe contra Maria Santíssima no que há de mais caro a Ela: seu amor materno. Uma mãe que se atira publicamente contra seu filho é coisa relativamente rara, mesmo nestes nossos dias em que tanto aborto se pratica. Quanto mais agressivo é dizer isto da Mãe das mães, Maria Santíssima!

A mãe ama seu filho quando é bom. Não o ama, porém, só por ser bom. Ama-o ainda quando mau. Ama-o simplesmente por ser seu filho, carne de sua carne e sangue de seu sangue. Ama-o generosamente, e até sem nenhuma retribuição. Ama-o no berço, quando ainda não tem capacidade de merecer o amor que lhe é dado. Ama-o ao longo da existência, ainda que ele suba ao fastígio da felicidade ou da glória, ou role pelos abismos do infortúnio e até do crime. É seu filho e está tudo dito[3].

E é exatamente contra o amor materno de Nossa Senhora que se arroja este filme! Na hora da crucifixão, Ela pensa apenas em sua própria segurança. Discorda que seu Filho seja o Filho de Deus. E que Jesus tenha por missão salvar o mundo. Diz que não é de seus seguidores, tem sempre um cigarro na mão ainda que não aceso, coisas ainda mais prosaicas que omitimos por respeito a Ela e ao leitor, e adora Artemis, equivalente grega a deusa romana Diana. Ela não recebe São João como seu filho, da maneira como Nosso Senhor pediu e o registram os Evangelhos.

Esse maravilhoso amor de Nosso Senhor para com sua Mãe, amor divino como tudo o que partia dEle, e o amor de Nossa Senhora para com Ele, obra prima do amor materno, por que razão este filme atira-se contra ambos? Gratuitamente. Há apenas uma má vontade flagrante, um ódio histórico fremente e evidente, pois como Deus afirma à serpente no livro Genesis, porei inimizades entre ti e a Mulher, entre tua descendência e a descendência dEla.

A atriz lésbica que  representa Maria Santíssima vai-se despindo ao longo da peça de duração de 90 minutos, terminando inteiramente nua!

Protestaram 350 pessoas ligadas à TFP americana em frente ao teatro com cartazes com os dizeres: "Nós oferecemos a Deus este ato público de desagravo e veemente protesto contra a peça blasfema “O testamento de Maria ". "Blasfemadores acreditam que a  liberdade de expressão é absoluta. Mas não existe o direito de mentir ... difamar ... ofender a Deus! "

Outros levavam cartazes que diziam: "Pare de blasfemar contra Nosso Senhor AGORA!"

Termino com uma inspirada indagação do Pe. Antonio Vieira (sec. XII), na sua célebre “Apóstrofe Atrevida”[4]:

No monte Calvário esteve esta Senhora sempre ao pé da Cruz, e, com aqueles algozes tão descorteses e cruéis, nenhum se atreveu a lhe tocar, nem a lhe perder o respeito. Filho da Virgem Maria, se tanto cuidado tivestes então do respeito e do decoro de vossa Mãe, como consentis agora que se lhe façam tantos desacatos?

É a pergunta que formulamos cheios de reverência.


[1] Plinio Corrêa de Oliveira, “Via Sacra” II, 4ª. estação.

[2] Plinio Corrêa de Oliveira, “Via Sacra” I, 14ª. estação.

[3] Plinio Corrêa de Oliveira, Folha de São Paulo, 18-12-96

[4] Padre Antonio Vieira. Uma das figuras mais importantes do séc. XVII, destacou-se entre outras coisas or sua oposição à invasão holandesa.

9 comentários:

Questionar a história não é blasfemar. A história escrita na Europa dez séculos depois de Jesus não pode ser encarada como a "palavra de Deus", mas a versão de uma igreja que, à época, matava milhares na fogueira e vendia a vida eterna. Os dogmas medievais estão caindo por terra e não é ruim para a humanidade questionar determinadas versões localizadas no tempo e no lugar em que tantas barbaridades foram cometidas em nome de Deus.

Respondeu como anônimo por que?
Não tem coragem de mostrar a cara?

Pode provar que tudo que afirmou é verdade?

Tenho não Ricardo Palito. Tenho medo de fogueira!

O Sr. Ricardo Palito me parece algo agressivo...será esse o nome dele, ou é um "fake" do anônimo?

Para você Anonimo
www.youtube.com/watch?v=KPE1xwggBp8

Por trás do anonimato, a covardia de um agressor estúpido.

Depois, ainda vem falar de medo de fogueira. Só se for das que estão para se armar hoje, acendidas pela corja hodierna de cristofóbicos truculentos, ignorantes e intolerantes.

Mas falando em história, gostaria de saber a fonte primária desses "milhares na fogueira", na Idade Média, assim com a venda de vida eterna. Pode-se constatar, aqui, quem distorce a história, mentindo desesperadamente.

Nem adianta, anônimo idiota! Não adianta mentir para impor uma leitura fraudulenta da história. Aliás, que tal PROVAR que a história "escrita na Europa dez séculos depois de Jesus" (vai entender essa baboseira) é só uma versão da Igreja, hein, vigarista?

E se você diz ser uma versão, então sabe a verdadeira, com fontes primárias. Cite-as, por favor!

Claro: sei que um analfabeto funcional eivado de ódio contra a Igreja não tem caráter nem competência para um exercício intelectual seja qual for. Mas é sempre bom mostrar o grau de patifaria intelectual dos bobalhões que percorrem blogues católicos para vomitar asneiras, bem escondidos no anonimato covarde. Asneiras tipo "questionar a história não é blasfemar" e "dogmas medievais".

O Eduardo não entendeu nada. Não sabe situar no tempo a idade média, as edições da bíblia (e, lógico, a invenção da imprensa), as suas traduções, a cisão do oriente/ocidente e, provavelmente, vai se revoltar com a afirmação de que Jesus e seus seguidores (como todas as tribos vítimas do imperialismo romano) de seu tempo, eram analfabetos, paupérrimos, e seus rituais foram todos substituídos dez séculos depois.

Blá, blá, blá ... O Eduardo isso, o Eduardo aquilo.

Analfabetos funcionais são assim mesmo. Só sabem defecar as porcarias que povoam suas mentes medíocres, aí quando se pede PROVAS, FONTES, EVIDÊNCIAS, a única saída do bobalhão ridículo é dizer que quem está cobrando é porque "não entendeu nada".

Mas o que esperar de uma besta quadrada que resume o seu "conhecimento" sobre a Idade Média aos clichês antirreligiosos que ele ouviu ou leu de outras antas cheinhas de ódio contra a Igreja?

E Jesus e os apóstolos eram parte de uma TRIBO!!???

Já estou até começando a duvidar da sanidade mental desse débilóide.

Eduardo, não tenho ódio à Igreja. Nem há provas das palavras que dizem que Jesus disse. Você poderia indicar uma, apenas? A "idade das trevas" não ocorreu simultaneamente no mundo inteiro, mas localizou-se no tempo e no lugar. O cristianismo também não é universal, atinge apenas 15% da humanidade. Você talvez não sabe o que significa história, aposto que não é graduado em coisa alguma, é um pescador de orelhas de livros. Não deve saber o que é ética. É um tolo.