Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
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São Paulo, domingo, 25 de novembro de 2012

Soberania Necessária - Um ótimo livro sobre Ciência Política

Autor: Unknown   |   03:42   1 comentário

Com a atual degradação da sociedade e com a eliminação dos valores da nossa Civilização, pode se dizer que estamos num processo que poderá culminar com a desaparição dos Estados nacionais e do princípio de soberania que constitui o seu fundamento.

O autor desta obra, profundo conhecedor do pensamento clássico e da bibliografia contemporânea sobre o tema, demonstra que o Estado e a soberania não são ideias efémeras e convencionais destinadas a serem superadas no decurso da História, mas, pelo contrário, são uma característica natural e necessária da sociedade humana.

A abolição da soberania implica a morte e a decomposição da sociedade, a qual, privada do seu princípio vital e do seu centro unificador, acabará por cair na desordem e na anarquia. A reconquista conceptual da ideia do Estado e do princípio de soberania é, portanto, uma condição indispensável para fazer frente ao caos que ameaça a humanidade na era da globalização.


Autor: Roberto de Mattei
Título: A soberania necessária - Reflexões sobre a crise do Estado moderno
Editora: Civilização Editora, Porto, 2002, 188 págs.
ISBN: 972-26-2077-0

São Paulo, domingo, 29 de maio de 2011

Enquanto Palocci aumenta em 20 vezes sua fortuna, brasileiro precisa trabalhar cinco meses para quitar suas dívidas com o Estado

Autor: Unknown   |   14:33   Seja o primeiro a comentar

Segundo informa O Globo (24/1/2011), um estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que os brasileiros precisarão trabalhar o equivalente a 149 dias neste ano para pagar todos os impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estadual e municipal.

São Paulo, sábado, 28 de maio de 2011

Documentário: The Soviet Story (Legendado)

Autor: Unknown   |   12:23   Seja o primeiro a comentar


Por uma fresta no tecido que vendava seus olhos, o jovem ainda conseguia ver um pouco o chão coberto de gelo em que pisava. Nevara a noite inteira. Seu corpo tremia, não tanto pelo frio intenso, mas pelo medo que sentia em sua alma.

Ele nota o chão manchado por um líquido vermelho que contrastava com o alvo da neve. Atrás dele, o soldado russo, que o conduzia, coloca a mão sobre seus ombros e o faz parar. Em sua frente, uma vala profunda com corpos de seus colegas assassinados. Ele houve o barulho de um gatilho e sente o cano da arma encostar em sua cabeça...

São Paulo, segunda-feira, 23 de maio de 2011

Educação brasileira colhe frutos amargos da Revolução Francesa

Autor: Rodrigo Amorim   |   11:11   2 comentários


Atualmente, encontrar uma boa escola é tarefa difícil para os bons pais. Preocupações como o ambiente que seu filho frequentará, suas possíveis amizades e o conteúdo do ensino são questões que eles sempre se põem. No entanto, dificilmente encontram repostas satisfatórias, pois o estado moderno reserva a si mesmo o direito de doutrinar seus filhos, impondo um conteúdo de ensino sem o aval dos maiores interessados na educação da criança: os próprios pais.

São Paulo, quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Chávez contente com a eleição de Dilma

Autor: Unknown   |   23:02   2 comentários

Ivan Rafael de Oliveira

“Bem vinda ao Clube!” Afirmou Chávez depois da vitória de Dilma Rousseff . Essa e outras declarações do presidente da Venezuela vêm noticiadas pela agência BBC Brasil no dia 1º de novembro de 2010, 1 dia após a eleição.

Logo após vencer as eleições, Dilma vem recebendo “elogios” e parabenizações de chefes de Estado do mundo inteiro. O que chama a atenção é de onde e de quem estão vindo tais felicitações.

“Irmã, companheira, bem-vinda a esse clube”, disse Chávez e acrescentou que ela se converterá num “gigante”. Os jornais venezuelanos deixam muito claro que o motivo da comemoração é porque se trata de uma “ex-guerrilheira” a primeira mulher a governar o Brasil. Com Dilma na presidência, a Venezuela pretende manter o chamado “eixo de integração” entre Brasília, Caracas e Buenos Aires.

Com essas afetuosidades, não estaria Chávez considerando a nossa próxima presidente uma aliada? Como alguém que ao menos não colocará obstáculos para a disseminação do socialismo bolivariano na América do Sul?

Apesar da moderação nos discursos de Dilma, parece que Hugo Chávez se coloca na lista daqueles que não crêem na mudança de pensamento dela, disse ele: “Você vem de longe, companheira, te conheço. Sabemos de onde você vem, da batalha pelo Brasil, da batalha dura.”

Acrescentando outro “elogio”, declarou que ela é “uma mulher patriota”, adjetivo muito usado por Chávez para definir aqueles que são favoráveis a sua revolução bolivariana. E para deixar ainda mais evidente a sua posição, taxa os adversários da nova presidente de agentes do “império”, que seriam “os interesses da ‘burguesia’ regional e dos Estados Unidos”. Parece até poesia, ele quer acusar o capitalismo em geral.

Controle da imprensa, estatização de grandes empresas e perseguição política, não há o que Chávez não tenha feito para calar os seus opositores e se perpetuar no poder.

Na Venezuela 61,3% dos brasileiros que votaram, foram contrários à Dilma. Por que não teriam eles interesse de que o Brasil seguisse no mesmo rumo do país em que residem?

De elogios todo mundo gosta, mas, de acordo com o contexto, eles podem significar o oposto do que parece. Quem gostaria de ser chamado de "tão belo como as obras de Picasso"? Ou, nesse caso, de “gigante” para o socialismo de Chávez? Mas se alguém ainda insiste de dizer que isso é elogio, desse "clube" eu não faço parte.

São Paulo, sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Futuro do "submundo político"

Autor: Unknown   |   22:10   Seja o primeiro a comentar


Em um determinado país do mundo, na capital federal, um telefone toca.

- Alô, aqui é Jorjão, chefe nacional do Comitê de Salvação Pública, quem fala?

Uma voz grossa de tom feminino responde do outro lado:

- Aqui é a secretária-executiva do Ministério Paz e Cidadania de Investigação de Crimes do Submundo Político.

- Pois não, Sra. secretária-executiva, em que lhe posso ser útil.

- Pare com essas gentilezas burguesas. Como você sabe, camarada, tanto seu Comitê quanto o Ministério em que trabalho foram recém criados pela nossa grande presidenta. Salve, Dona Estefânia!


- Salve! - respondeu seu Jorjão em tom militar enquanto olhava para um grande quadro da presidenta Estefânia que alguns empregados do sindicato colocavam na parede do seu escritório.

- Precisamos começar os trabalhos, meu Ministério ficará encarregado de analisar seus relatórios e tomar as devidas providências. Como ainda não conseguimos, mesmo com grande apoio de nossas nações irmãs como Cuba, China, Coréia do Norte, Venezuela, Irã e Rússia, fazer aprovar na ONU nosso projeto de controle nacional da internet, você precisará dar um jeito de saber quem esteve por detrás dos crimes eleitorais de calúnias e boatos espalhados contra nossa grande presidenta durante as eleições. Não podemos permitir que o submundo político volte a tona.

- Claro, claro, - responde Jorjão, antigo agitador agrário, ex-líder dos Sem-Trevas - concordo perfeitamente, começarei de imediato.

- Está muito bem, beijos - despede-se a secretária tentando afinar a voz.

- Tchau!

Seu Jorjão, ou melhor, comandante Jorjão, como prefere ser chamado, ao desligar o telefone franze a testa, pois se lembra perfeitamente do rosto nada harmônico da tal secretária. - "Beijos", eca! - pensou ele.

No escritório, ainda não organizado, comandante Jorjão olha para o material que ele utilizará em seu relatório inicial.

- Bem, o que temos aqui? hãã, algumas edições da revista Olha, fitas de vídeo com pronunciamentos de bispos, padrecos e pastoretes. E essa fita aqui? Cadê as informações sobre ela? Há, tem um papel aqui mal grudado do outro lado dela. Esse pessoal é muito mão fechada, nem para comprar material decente. Bom, o que diz aqui: "Pronunciamento do Papa em 28 de outubro de 2010 - analizar para futuro processo na Corte Internacional por interferência na soberania bolivariana de nossa pátria".

Após ler sem perceber que "analisar" estava escrito errato, comandante Jorjão tenta com os dedos grudar novamente o papel na fita enquanto seus olhos vagueiam pela mesa onde encontra um documento intitulado "Instruções e lista dos principais Suspeitos - Ministério Paz e Cidadania de Investigação de Crimes do Submundo Político".

Seu Jorjão, ops, comandante Jorjão joga de lado a fita que segurava e começa a ler:

"Sr. Jorge Estrela Vermelha, o Ministério Paz e Cidadania de Investigação de Crimes do Submundo Político traz abaixo alguns pontos importantes para que seu trabalho tenha um melhor êxito.

"Primeiro leia com atenção a lista de blogs e sites que nossa equipe técnica preparou para sua investigação. Sua equipe precisa encontrar qual é o servidor que hospeda essas páginas e abrir uma reclamação formal da parte do Comitê. Caso o servidor prefira defender seu cliente e com isso se recusar a cumprir a nova lei contra Boatos e Calúnias, então faremos uma denúncia à Polícia Nacional Bolivariana de Controle Político. Mas aí já é conosco, o Sr. apenas deve colocar no seu relatório o que ocorreu.

"Lembre-se que seu Comitê tem total aval governamental para quebra de sigílo bancário, implantação de grampos telefônicos e abertura de qualquer correspondência postal.

"Outra tarefa importante é fazer pressão sob a empresa Gugou para que ela libere informações sobre quem são os responsáveis pelas publicações dos vídeos que incorreram no descumprimento da Lei contra Boatos e Calúnias que possui, por determinação presidencial, poder de aplicação retroativa."

Seu Jorjão, para a leitura. Nem sabe se "para" tem acento ou não conforme a nova gramática, quanto menos o que significa "retroativa". Mas isso não o incomoda mais que alguns instantes. Acredita ter entendido a ordem.

E assim se iniciou os trabalhos do Comitê de Salvação Pública.

São Paulo, domingo, 24 de outubro de 2010

Diálogo com os "movimentos sociais"... mas e com a oposição?

Autor: Unknown   |   23:57   8 comentários


Dilma disse em entrevista ao Jornal Nacional no dia 9 de agosto: "Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos."

É muito fácil dialogar quando se tem interesse na causa que os tais "movimentos sociais" defendem. E o governo do PT (sim, é o PT quem governa o Brasil) tem se mostrado fiel a esse principio de diálogo mesmo quando se trata de movimentos que agem na ilegalidade como o MST.

Agora, a pergunta é: como os petistas tratam com movimentos (sim, sem aspas) que não rezam a cartilha socialista? Diálogo e sorriso?

Acho que não, pois nem com o PSDB, que também é um partido de esquerda, eles dialogam com cordialidade. Veja no vídeo abaixo como uma turma de petistas trataram o candidato José Serra no Rio de Janeiro. Observe a simpatia dialogante do presidente Lula e o gáudio dele quando pensa ter desvendado o mistério da "bola de papel". Parece até dossiê quando ele começa a citar o "envolvimento" do médico do Cesar Maia no assunto.


Certamente é como eles tratariam o MST. Ou não?

São Paulo, terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma parece pretender governar até Deus

Autor: Unknown   |   18:57   6 comentários

Domingo último, Dilma Rousseff afirmou que fará um governo “sobretudo para a pessoa humana” deixando entender que o céu não será a fronteira para o novo império do Socialismo Bolivariano do século XXI. Explico.

Durante o debate eleitoral promovido pela Folha e Rede TV no dia 17 de outubro, a candidata petista afirmou nas considerações finais que fará “um governo voltado para a pessoa humana, sobretudo para a pessoa humana, que será respeitada”. (Cfr. Aqui.)

Tem gente que quer falar bonito e não sabe o que diz, assim espero. “Pessoa humana” é uma expressão que tem sua origem na teologia católica e é usada para diferenciar os homens das “pessoas divinas”. Lembram-se das aulas de catecismo? A Santíssima Trindade é um só Deus em três Pessoas.

Para simplificar, todo ser racional é pessoa. Logo o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas, Pessoas divinas. O homem também é um ser racional e por isso igualmente é chamado de pessoa, pessoa humana. A pedra, o cachorro, a árvore, etc - por mais que alguns eco-shiitas queiram - não são racionais, e portanto não se enquadram na definição de pessoa.

Para quem for ateu, torna-se um pleonasmo usar a expressão "pessoa humana", seria o mesmo que dizer "chuva molhada", "subir para cima" ou "pedra dura". Do contrário, é uma declaração inconsciente na existência de "pessoas divinas".

No caso da Dilma, parece que ela pretende governar também para as "Pessoas divinas", mas, não se espantem pela simplicidade, seu governo será "sobretudo para a pessoa humana". (O negrito e o sublinhado é meu).

São Paulo, sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bolsa anti-família

Autor: Unknown   |   17:09   3 comentários

Dias atrás escrevi neste espaço o caso de uma mulher que usou o dinheiro do Bolsa Família para adquirir drogas. (Cfr: Bolsa Tráfico, 10/5/2010)

Agora o caso é mais grave.

Em Sergipe, Juliane Santos Oliveira, grávida de cinco meses, foi presa em flagrante quando entregava o cartão do Bolsa Família, com crédito de R$ 90,00, e mais R$ 200,00 em dinheiro como pagamento de um remédio usado para abortar em uma clínica clandestina.

Juliane, a aborteira Maria José dos Santos e mais quatro pessoas que foram detidas quando tentavam se desfazer do bebê, foram presas logo após o aborto.

São Paulo, segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bolsa Tráfico

Autor: Unknown   |   20:34   4 comentários

Em Maringá, uma mulher foi abordada com duas pedras de crack por uma blitz policial. Cíntia Rodrigues de Almeida admitiu ter comprado a droga utilizando o dinheiro do Bolsa Família, R$130,00, que pertencia a sua "namorada". Que "família" curiosa, não? Cintia irá responder por tráfico de drogas.

Quando na Câmara dos Deputados tentou-se aprovar um auxílio - já que existem tantos! - para as mulheres cuja gestação fosse resultado de estupro e que não desejassem o aborto, os parlamentares fiéis a cartilha petista logo apelidaram sarcasticamente de "bolsa estupro" e impediram até agora a aprovação do projeto que visava incentivar o nascimento da criança.

Não sou favorável a auxílios governamentais, mas por aí se vê a mentalidade nada humanista dos que aprovaram o Bolsa "Família"... ou será Bolsa Tráfico?

Vale lembrar que essa droga foi comprada com dinheiro que saiu do bolso do brasileiro honesto e trabalhador que paga seus impostos (rico ou pobre, tanto faz). Portanto, do seu bolso!!!

O governo nos assalta com a maior carga tributária do mundo e essa gente compra seus entorpecentes com o que seria nosso dinheiro. Antigamente, eu me lembro, não faz muito tempo, esse pessoal precisava ao menos se arriscar em roubos para ter como comprar esse material, hoje em dia o governo faz isso por eles.

São Paulo, quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Frases Antigas

Autor: Unknown   |   15:57   Seja o primeiro a comentar

Frases

Inicio este espaço para colocar aqui as frases antigas que ficaram em destaque no topo, à direita, do blog. Convém ressaltar que a citação da frase com o nome do respectivo autor não importa na aceitação ou recomendação de todo o trabalho intelectual do mesmo.

4/6/2013: "A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus.". (de Bonald).

30/4/2013: "Every man dies - Not every man really lives.". (Anônimo) - Tradução livre: Todo homem morre, mas nem todo homem realmente vive.

28/4/2011: "Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". (Jean d'Ormesson, Au plaisir de Dieu, Éditions Gallimard, 1974, pág. 77) - Tradução livre: Por que nós sempre nos fascinamos pelas imagens do passado? Porque somos uma espécie de deuses quando olhamos para trás. Deus conhece todos os tempos e Ele conhece todos os futuros. Nós não conhecemos senão um futuro: o futuro do passado.

16/4/2009: "Certos homens odeiam a verdade, por amor daquilo que eles tomaram por verdadeiro!". (Santo Agostinho, Confissões, Livro X, Cap. XXIII)

13/10/8: "Estão enganados aqueles que pensam que um alto nível de vida é a melhor e única defesa contra o comunismo. Quem somente acredita em valores materiais está mais perto da doutrina comunista do que imagina ou queira". (Ludwig Erhard, economista alemão)

23/05/2008: "Um homem que não tenha nada pelo que ele ache que vale a pena lutar, nada que ele ame mais que a sua própria segurança pessoal, é uma criatura miserável". (Stuart Mill)

05/8/2007: "O triunfo vem somente na luta". (Gary Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez, principal figura de oposição ao governo autoritário de Putin na Rússia)

07/1/2007: O homem de hoje está convencido de tudo, afora da EXISTÊNCIA de Deus e de sua própria IGNORÂNCIA. (Pe. Júlio Maria)

03/12/2006: Őλη τή ψυή - É preciso ir à verdade com toda a alma. (Platão)


04/11/2006: Escrevei, Senhor, vossas chagas em meu coração, para que nelas eu leia a dor e o amor: dor, para suportar por Vós todas as dores; amor, para desprezar por Vós todos os amores. (Santo Agostinho)

27/10/2006: Isso faz com que hoje eu goste de ter uma família. Ai, mas essas palavras saem da minha boca e me sinto um membro da TFP - Tradição, Família e Propriedade. (Dinho Ouro Preto - Capital Inicial, Entrevista à revista MTV)


24/10/2006: Putin, puro produto dos serviços secretos, não conseguiu superar suas origens e nunca deixou de atuar como coronel da tristemente célebre KGB (Anna Politkovskaya
- Jornalista recentemente [07/10/06] assassinada em Moscou)


21/10/2006: O socialismo é uma maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias. (Nelson Rogrigues)

São Paulo, quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Conexão entre Liberalismo e Igualitarismo na utopia marxista

Autor: Unknown   |   14:45   4 comentários

Em um universo no qual Deus criou desiguais todos os seres, inclusive e principalmente os homens, a injustiça é a imposição de uma ordem de coisas contrária a que Deus, por altíssimas razões, fez desigual. (1) Assim, a justiça está na desigualdade. (2)

Entretanto, Deus criou as desigualdades, não aterradoras e monstruosas, mas proporcionadas à natureza, ao bem-estar e ao progresso de cada ser, e adequadas à ordenação geral do universo. E tal é a desigualdade cristã. (3) Desigualdade harmônica, convém insistir.

Análogas considerações se poderiam fazer acerca da liberdade no universo e na sociedade.

No ocidente surgiu uma sociedade cujos fundamentos foram baseados nessa desigualdade e liberdade harmônicas: a Civilização Cristã.

Na Encíclica Immortale Dei, Leão XIII descreveu nestes termos a Cristandade medieval: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer”. (4)

Mas, nessa sociedade surgiu uma crise, não digo uma crise diretamente nas idéias, mas uma crise nas tendências. Ela aos poucos foi tendendo para um estado de coisas diferente – propositadamente não digo ordem de coisas. Essa crise tendencial não demorou em passar para o campo ideológico. E deste para os fatos. Daí surgiu as grandes revoluções – Pseudo-Reforma, Revolução Francesa, Comunismo e Sorbonne (5) – que impulsionaram e impulsionam o ocidente para este estado de coisas fundamentalmente contrárias à ordem existente na Cristandade medieval.

Essas grandes revoluções que marcaram as páginas da História são apenas degraus de uma única Revolução. (6)

Na raiz desta tendência revolucionária estão principalmente duas paixões desregradas: o orgulho e a sensualidade. Estes se exprimem em dois valores metafísicos: A igualdade absoluta e a liberdade completa. (7)

A tese igualitária exprimiu-se na Declaração dos Direitos do Homem - magna carta da Revolução Francesa e da era histórica por esta inaugurada – em toda a sua nudez: ”Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”. É claro que este princípio é suscetível de uma boa interpretação. Fundamentalmente, isto é, considerados em sua natureza, os homens realmente são iguais. É apenas pelos acidentes que são desiguais. Por outro lado, sendo dotados de uma alma espiritual, e portanto de inteligência e vontade, são eles fundamentalmente livres.

Os limites dessa liberdade estão apenas na lei natural e divina e no poder das diversas autoridades espirituais e temporais às quais os homens devem sujeitar-se. (8)

O orgulho leva o homem a rejeitar qualquer superioridade existente em outrem, e gera nele um apetite de preeminência e de mando que facilmente chega ao paroxismo. Pois o paroxismo é o ponto final para o qual tendem todas as desordens.

Em seu estado paroxístico, o orgulho assume coloridos metafísicos: já não se contenta em sacudir em concreto esta ou aquela superioridade, esta ou aquela estrutura hierárquica, mas deseja a abolição de toda e qualquer superioridade, em qualquer campo em que exista.

A igualdade onímoda e completa se lhe afigura então a única situação suportável e, por isso mesmo, a suprema regra da justiça. Assim, o orgulho acaba por engendrar uma moral própria. E no âmago dessa moral orgulhosa está um princípio metafísico: a ordem do ser postula a igualdade, e tudo quanto é desigual é ontologicamente mau. (9)

A igualdade absoluta é, para o que chamaríamos de orgulhoso integral , o valor supremo ao qual tudo tem de se conformar.

O liberalismo, na sua fórmula mais radical, é uma mentalidade que diz que todo homem é livre para fazer o que bem entende de sua vida, não aceita freios nem limites e se revolta contra toda autoridade e toda lei. Chegando até a lutar pela supressão do Estado.

O escritor socialista francês Laurent Joffrin assinala satisfeito: “Certas correntes do neoliberalismo se situam nas antípodas desta ressurreição da ordem moral, pregando um liberalismo integral que proíbe a coletividade de intrometer-se em qualquer das preferências pessoais dos cidadãos por muito contrárias que possam parecer à moral corrente. O movimento libertário, uma das facções mais ativas do neoliberalismo, fala por exemplo em nome dos direitos do indivíduo para que se permita a venda livre de narcóticos. (...)

“O esquerdismo se dissolveu na crise. Hoje em dia, é o liberalismo o que tem seus extremistas, (...) os anarco-capitalistas. (...) O partido libertário, principal organização desta nebulosa anarco-capitalista, aumenta cada ano sua influência. (...)Os libertários já não querem o Estado, (...) querem suprimir as leis e os regulamentos. (...) Os libertários pedem, assim mesmo, a supressão pura e simples da justiça, da polícia e do exército. Os queixantes recorreram a juízes particulares, (...) os cidadãos à milícia privada para lutar contra os crimes”. (10)

Sobre este mesmo tema, Laurent Joffrin enumera com bibliografia fundamental: Henri Arvon, Les libertariens américains, PUF, Paris, 1983; David Friedman, The Machinery of Freedom, Harper na Row, New York, 1973; Pierre Lemieux, Du libéralisme à l´anarcho-capitalisme, PUF, Paris, 1983; Robert Nozick, Anarchy, State and Utopia, Basic Books, New York, 1974. (11)

A primeira vista, a ditadura do proletariado cujo fim é a instauração da igualdade social, pareceria o contrário do que pretende o liberalismo. Pois, como os homens podem ser livres debaixo de uma ditadura férrea?

Deixo a resposta com o professor Plínio Corrêa de Oliveira:

É bem verdade que uma ordem de coisas igualitárias suporia o dirigismo, pois a liberdade produz naturalmente a desigualdade. (...) Para eles [os comunistas], o dirigismo total inerente à ditadura do proletariado deve estabelecer de uma vez por todas a igualdade entre os homens. Isto alcançado, o poder político deverá desaparecer, cedendo lugar à ordem de coisas inteiramente anárquica (no sentido etimológico da palavra), na qual a plena liberdade já não engendrará desigualdades. Para os comunistas, não há senão uma incompatibilidade transitória entre a igualdade e a liberdade. Sob a ditadura do proletariado, sacrifica-se provisoriamente a liberdade para instaurar a igualdade total. Esta operação, entretanto, prepara a era anárquica em que a plena igualdade e a inteira liberdade conviverão. De sorte que em seu espírito e em sua meta o dirigismo comunista é ultraliberal. Além disso, em pleno regime capitalista, o liberalismo prepara o terreno para o comunismo no que diz respeito à família e aos bons costumes. À medida que o liberalismo moral vai abrindo campo ao divórcio, ao adultério, à revolta dos filhos e dos empregados domésticos, dissolve-se, com efeito, o lar. E com isto as mentalidades se vão habituando cada vez mais a uma ordem de coisas em que não existe família. Em outros termos, vão caminhando para o amor livre, inerente ao comunismo”. (12)

Em outro livro, Plínio Corrêa de Oliveira resume o assunto:

a efervescência das paixões desregradas, se desperta de um lado o ódio a qualquer freio e qualquer lei, de outro lado provoca o ódio contra qualquer desigualdade. Tal efervescência conduz assim à concepção utópica do ‘anarquismo’ marxista, segundo a qual uma humanidade evoluída, vivendo numa sociedade sem classes nem governo, poderia gozar da ordem perfeita e da mais inteira liberdade, sem que desta se originasse qualquer desigualdade. Como se vê, o ideal simultaneamente mais liberal e mais igualitário que se possa imaginar.

“Com efeito, a utopia anárquica do marxismo consiste em um estado de coisas em que a personalidade humana teria alcançado um alto grau de progresso, de tal maneira que lhe seria possível desenvolver-se livremente numa sociedade sem Estado nem governo.

“Nessa sociedade - que, apesar de não ter governo, viveria em plena ordem - a produção econômica estaria organizada e muito desenvolvida, e a distinção entre trabalho intelectual e manual estaria superada. Um processo seletivo ainda não determinado levaria à direção da economia os mais capazes, sem que daí decorresse a formação de classes”. (13)

Assim fica descrito a conexão que existe entre o liberalismo e o igualitarismo nas concepções utópicas do comunismo. Duas faces de uma mesma moeda.




(1) cfr. Mt. 25, 14-30; 1 Cor. 12, 28 a 31; S. Tomás, "Summa contra gentiles", Livro III, Cap. LXXVII

(2) "A justiça está na desigualdade cristã", Plínio Corrêa de Oliveira, "Jornal da Tarde", 9 de junho de 1979

(3) Idem. Op. Cit.

(4) Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39

(5) O vínculo entre estas revoluções está descrito no livro “Revolução e Contra-Revolução, Plínio Corrêa de Oliveira, ArtPress, 4ª Edição, São Paulo

(6) Idem. Op. Cit.

(7) Revolução e Contra-Revolução, Plínio Corrêa de Oliveira, ArtPress, 4ª Edição, São Paulo, p. 62

(8)Auto-Retrato Filosófico, Plínio Corrêa de Oliveira, Revista “Catolicismo” (http://www.catolicismo.com.br/), outubro de 1996, N° 550

(9) Idem. Op. Cit.

(10) La Gauche en voie de disparition – Comment changer sans trahir?, pp. 44, 52-53

(11) Idem. Op.Cit. pp. 44, 53-54

(12) Baldeação ideológica inadvertida e diálogo, Vera Cruz, 3ª Edição, São Paulo, p. 11

(13) Revolução e Contra-Revolução, ArtPress, 4ª Edição, São Paulo, pp. 68-69

São Paulo, quarta-feira, 5 de julho de 2006

"New look" socialista - lobo disfarçado de ovelha.

Autor: Unknown   |   18:49   1 comentário

(Publicado também no Blog LatinoAmericaS http://latinoamericas.blogspot.com/)
A experiência mostrou aos marxistas a insuficiência dos meios tradicionais de atingir o poder e o domínio da opinião pública e forçou-os a um "new-look". Compreenderam eles a necessidade de vestir pele de ovelha para penetrar em certos ambientes.

A esse "new look" parece acompanhar uma certa influência da imagem sobre uma opinião pública cada vez menos raciocinante e mais sujeita a impressões(1) fazendo com que a fisionomia psicológica do político seja mais apreciada que seu programa de governo, o qual se conhece de modo vago ou implícito de acordo com o partido que pertença, partido muitas vezes de contornos difusos.
As vitórias eleitorais de FHC e de Lula para presidente da república se deram não por uma apoio das massas à ideologia esquerdista, mas pelo personalismo apresentado por ambos durante suas campanhas - que são marcadas tradicionalmente por uma ausência completa de idéias.

Personalismo carregado de sorrisos, boa aparência, cordialidade, filantropia, mostrando o desejo de colaborar com o adversário, etc. Nem parece com as principais figuras socialo-comunistas do passado, materialista, ateu categórico, temperamento explosivo, agitadores e fabricadores de revoltas. Dir-se-ia que eles abandonaram suas metas de implantar no Brasil um regime comunista ou socialista, fase intermediária do comunismo. Puro engano, usam eles o sorriso como arma publicitária apenas para atingir o poder.
As aparências enganam. "Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores" (São Mateus 7,15).
----
(1) Não se ha dito em vão que estamos na "civilização da imagem", cuja realidade foi constatada por Paulo VI (Cfr. Exortação Apostólica "Evangelii Nuntiandi", 8/12/1975. Documentos Pontíficios, nº 188, Vozes, Petrópolis, 1984, 6ª Ed., p.30).

São Paulo, sábado, 1 de julho de 2006

Neoliberalismo ou neo-socialismo?

Autor: Unknown   |   19:03   1 comentário

Pedro Luiz de Carvalho
Publicado na Revista Catolicismo(*)
Os problemas econômicos que assolam nosso País provêm da aplicação de princípios do liberalismo econômico? Ou está-se qualificando de neoliberal uma política baseada, de fato, em princípios socialistas?

O Santo Padre Pio XI condenou energicamente o socialismo, em todas as suas versões Em artigo publicado em “O Estado de São Paulo” de 20-10-99, sob o significativo título de Marighella, o tristemente afamado Frei Betto, com sua costumeira linguagem demagógica, lança a culpa de todos os nossos males “na invasão hodierna do FMI, na qual o garrote é substituído por retaliações, a rendição por acordos, as baionetas pelo fluxo de capitais, os saques por juros e amortizações, os chefes de armadas por ministros da Fazenda subservientes à metrópole”. Tudo em meio a um canto de louvor à memória de Marighella, colocado num altar ao lado de Luther King, Ché Guevara, Luiz Carlos Prestes e Francisco Julião...

Por outro lado, D. Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, em artigo também publicado naquele diário paulista, afirma que “a globalização econômica, de perfil neoliberal selvagem, produziu um altíssimo e intolerável índice de desemprego”.

Os “falsos canalhas”

Por seu lado, o conhecido economista e ex-Senador Roberto Campos, em artigo publicado na revista “Veja”, edição de 3-10-99, sob o título Os Falsos Canalhas, demonstra aquilo que nós, não economistas, vislumbrávamos há já bastante tempo: “tornou-se um modismo recente incriminar pela estagnação do desenvolvimento brasileiro dois falsos canalhas: o neoliberalismo e a globalização. Só que esses dois canalhas quase não existem no Brasil”. E prossegue o articulista: “Nenhum dos institutos especializados em análises comparativas internacionais de graus de liberdade econômica deixa de classificar o Brasil como impenitentemente dirigista”. Assim, o Economic Freedom of the World, publicado conjuntamente por 11 Institutos de pesquisa a partir de 1996, ao avaliar o nível de liberdade econômica de 124 países, segundo 24 critérios, situa o Brasil em “um desprestigioso 93.º lugar, entre Marrocos e Gabão”. E “nossas políticas econômicas são tidas por menos liberais que as de países ex-comunistas, como a República Checa, Hungria e Polônia.”

“Isso é fácil de entender. Não pode ser exemplo de neoliberalismo nossa ‘república de alvarás’, que tem moeda inconversível, controles cambiais, complicadíssima regulamentação trabalhista, tributação punitiva que asfixia o setor privado, uma Constituição intervencionista que até recentemente sancionava monopólios estatais, e expandiu de catorze para quarenta os instrumentos de intervenção econômica”.

E acrescenta o articulista: “O Brasil está também longe de ser um campeão da globalização”. Assim, a participação do comércio exterior no PIB “é de apenas 15%, inferior à média latino-americana e largamente superada na Europa e nos países emergentes da Ásia”.

Argumenta Roberto Campos: “Neoliberalismo e globalização não explicam, portanto, nossa pobreza. São falsos canalhas. Os verdadeiros canalhas são outros”.

Dentre os “outros canalhas”, apontados pelo conhecido economista, destacam-se: “A previdência pública compulsória, que é um sistema de solidariedade invertida, sendo ao mesmo tempo: antidemocrática (porque obriga o cidadão a entregar sua poupança a um administrador público); anti-social (pois a contribuição dos pobres financia aposentadorias precoces especiais em favor de classes politicamente mobilizadas); e antidesenvolvimentista (porque não é fonte de poupança capitalizada para a alavancagem do desenvolvimento)”.

Denuncia ainda o ex-Senador “um sistema fiscal punitivo e voraz que, entre impostos e déficits, absorve 40% do PIB, sem contrapartida aceitável de serviços”, e “déficits fiscais que criam um ciclo vicioso: já fugiram os capitais externos – voláteis – e os poupadores nacionais exigem juros elevados. Estes deprimem a economia privada e as receitas fiscais. Esse círculo vicioso é ‘made in Brazil’. Não foi gerado pelo neoliberalismo nem pela globalização”.
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Marighella: idealista, defensor da dignidade e da justiça?

“Há quem prefira silenciá-lo para não se sentir questionado pelo que ele significa de firmeza de convicções e, sobretudo, idealismo centrado no direito de todos os brasileiros à dignidade e à justiça”, escreve Frei Betto.

Deveríamos então sentir-nos questionados por quem propôs como objetivo de sua vida transformar nossa Pátria, mediante atuação terrorista, num país comunista, ateu, igualitário e anticristão, como a infeliz Cuba de Fidel Castro, do “Paredón” e da miséria? Tal proposta representa um escárnio à inteligência de qualquer um, pois essas desgraças são conhecidas de todos!

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Neoliberalismo ou Neo-Socialismo?

É bem evidente que não é nas gloriosas páginas de Catolicismo que o leitor encontrará uma defesa da globalização destruidora das autênticas diferenças culturais das nações, e mesmo das regiões, nivelando tudo por baixo e tendendo a estabelecer uma sociedade mundialista igualitária, que evoca a pavorosa imagem do Leviatan.

Tampouco consideramos o capitalismo e o liberalismo econômico nosso modelo ideal de sistema e de doutrina econômicos. Embora seja certo que o capitalismo, em seus princípios fundamentais de defesa da propriedade privada e da livre iniciativa, está de acordo com a doutrina social católica defendida pelos Papas, devendo ser combatido em seus abusos.

Qualquer leitor habitual de Catolicismo conhece nossa posição de defesa dos valores básicos da Civilização Cristã, à luz dos princípios sempiternos da doutrina tradicional da Igreja Católica. E, de modo mais especial, já tomou conhecimento da defesa que nossa revista, ao longo de seus quase 50 anos de existência, tem feito de uma concepção orgânica da sociedade civil e de suas instituições políticas, sociais e econômicas. Em outros termos, tais instituições devem funcionar de modo análogo ao de um organismo vivo (*).

Costumes campestres tradicionais indicam resquicios de sociedade orgânica ainda existentes hoje, como o cortejo de vacas ornamentadas com flores durante festejos populares na Alta Baviera (Alemanha) Na terminologia do Papa Pio XII, essa sociedade orgânica é denominada verdadeiro povo, que se opõe à massa, isto é, a um aglomerado amorfo e revolucionário de indivíduos.

Acontece, porém, que, para tentar salvar a honra do sanguinário e antinatural regime comunista – se é que a palavra honra possa ser aplicada a um regime que timbra em violar princípios da ética natural e da moral católica –, as esquerdas vêm profetizando o fracasso do capitalismo.
O que não se pode admitir é que essa mesma esquerda – responsável de ter lançado o País à beira da desgraça a que foram submetidos os países do Leste europeu, e que, no presente, subjuga a China, o Vietnã, o Cambodge e Cuba – venha agora nos querer impor “goela abaixo”, a idéia de que estaríamos sendo conduzidos à ruína pelo liberalismo econômico. Este, ao menos, não se constitui – como o socialismo em suas diversas modalidades – num regime antinatural em sua essência, em seus fundamentos mesmos, como repetidamente foi lembrado pelo Magistério tradicional da Igreja.

A esse propósito, é bastante significativo o seguinte tópico da Quadragésimo Anno, de Pio XI:
“O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã .... Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Papa Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno, Vozes, Petrópolis, pp. 43-44).

Na verdade é a aplicação de princípios socialistas que está empurrando o País por um caminho que o Brasil cristão e autêntico abomina, rumo este rejeitado por todo brasileiro de bom senso!
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