Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, sexta-feira, 13 de junho de 2008

COMO O CASAMENTO HOMOSSEXUAL AMEAÇA NOSSA NAÇÃO E A FÉ – A TFP URGE UMA RESISTÊNCIA LEGAL E CONSCIENCIOSA

Autor: Edson Oliveira   |   22:22   1 comentário

Transcrevo para este blog uma tradução do manifesto da TFP norte-americana sobre o "casamento" homossexual publicado nos três principais jornais dos EUA.

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Ponto de vista da TFP

Lutando pela alma da América:

COMO O CASAMENTO HOMOSSEXUAL AMEAÇA NOSSA NAÇÃO E A FÉ – A TFP URGE UMA RESISTÊNCIA LEGAL E CONSCIENCIOSA

(Publicado no The New York Times, The Los Angeles Times e The Washington Times – 5 de junho de 2008)

Na perspectiva da Guerra Cultural em curso na Nação, os americanos sentiram, em maio de 2008, toda a força de duas ações favorecedoras do movimento homossexual. O “casamento” entre pessoas do mesmo sexo está sendo agora imposto à Nação através de um fiat do governo.

Em 15 de maio de 2008, a Corte Suprema da Califórnia declarou a inconstitucionalidade da Proposição 22 – ignorando as vozes de 61% dos eleitores californianos, que aprovaram a medida em 2000 – e de todos os outros estatutos da Califórnia restringindo o casamento à união entre um homem e uma mulher, e impôs o “casamento” homossexual no Golden State.

Ao mesmo tempo, o governador de Nova York, David Patterson, ordenou unilateralmente a todas as agências do governo reavaliar suas regras, procedimentos e regulamentos, de modo a darem reconhecimento legal aos “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo, realizados fora do Estado.

A. A aceitação do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo é incompatível com o Cristianismo

1) Visões divergentes da realidade e a ordem natural...

A profunda divergência do secularismo com a visão cristã do mundo ancorada na realidade está na raiz deste conflito.

Quando a compreensão do homem sobre determinada coisa corresponde à realidade, ela é verdadeira (1). Quando não corresponde, temos o erro, que pode ser o resultado de um equívoco intelectual, de um capricho, ou de uma motivação ideológica que deforma nossa percepção. Em tais casos, nós nos afastamos da realidade e nos apegamos a uma compreensão ilusória e utópica da coisa.

2) ...Conduzem à aceitação de diferentes conceitos de casamento, família e sociedade

Poucos temas ilustram tanto a divergência entre a visão secularista e a cristã como a atual batalha cultural a respeito do casamento.

Os secularistas aceitam o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, mas negam a realidade específica do casamento, enraizada na sua natureza. Eles negam que as próprias diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres encontram a sua complementaridade no casamento, do mesmo modo como negam que a finalidade primária, específica do casamento é a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos.

Este conceito estritamente natural de casamento é sustentado no Novo e no Velho Testamento.

Lemos no Livro do Gênesis: “E Deus criou o homem à sua imagem; Ele o criou à imagem divina; Ele os criou homem e mulher. Deus os abençoou, dizendo: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos; enchei a terra e submetei-a” (1:27-28). O mesmo foi ensinado por Nosso Salvador Jesus Cristo: “Desde o início da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne” (Marc, 10:6-7).

A recusa da visão cristã do mundo é o aspecto negativo, destrutivo do secularismo. Seu aspecto “positivo” é a utopia de uma sociedade sem freios morais, na qual o casamento e a família foram redefinidos.

3) Sociedades utópicas e perda da liberdade

A História é uma grande mestra. No século XX, o nazismo e o comunismo mostraram ao mundo que, quando a sociedade abandona suas amarras da ordem natural para se entregar às utopias, o efeito inevitável é a ditadura. Esta ditadura pode tomar muitas formas e ser exercida a partir dos escritórios governamentais, das sedes dos partidos políticos, dos tribunais de justiça ou dos meios de comunicação (2).

4) Uma ameaça à Religião e à Liberdade

Não nos iludamos. Nas últimas décadas, os EUA assistiram a uma maré crescente de leis, decretos, regulamentos e decisões judiciais, favorecendo de um lado o homossexualismo, e de outro dificultando e castigando os que se opõem a ele por razões de fé, consciência e outras.

Pouco depois de a Corte Suprema da Califórnia legalizar o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, o Prof. David A. Carlin observou:

“O sistema moral cristão não é parte menos importante do Cristianismo do mesmo modo como o coração ou os pulmões não o são do corpo humano. Derrube-se o sistema moral cristão e se terá derrubado o próprio Cristianismo. Portanto, aqueles que estão impulsionando a instituição do casamento entre pessoas do mesmo sexo estão ipso facto impulsionando a eliminação da religião cristã” (3).

Ao legalizar o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo. Ele convoca funcionários para oficiá-lo na nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.

Na esfera privada, pais objetantes verão em breve seus filhos serem expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”, negócios que oferecem serviços em casamentos serão forçados a provê-los a uniões do mesmo sexo, e proprietários de imóveis terão de concordar em alugá-los para “casais” do mesmo sexo.

Em qualquer situação em que o referido “casamento” afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, consentindo através do silêncio ou do ato num ataque à lei divina e à ordem natural.

Se não for contida, essa tendência anticristã tornar-se-á um atentado sem precedentes à Primeira Emenda e ao modo de vida americano que não hesitamos em chamar de perseguição.

5) A legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo cria um terrível problema de consciência

Enquanto a intolerância da revolução homossexual anticristã avança através de medidas cada vez mais persecutórias, um terrível problema de consciência se levanta para quem resiste: Devemos seguir nossas consciências? Devemos ceder?
Para católicos como nós, a aceitação do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo equivaleria a uma renúncia da Fé.

6) A aceitação moral do “casamento” homossexual equivale à negação da Revelação divina

Como observou o Prof. Carlin, o sistema moral cristão é parte essencial do Cristianismo. O dogma católico e a moralidade estão baseados na Revelação divina e devem, portanto, ser aceitos em virtude da autoridade suprema de Deus, fundamento de sua veracidade e bondade (4). O mesmo Deus que revelou verdades nas quais devemos crer também revelou verdades sobre como havemos de viver (5).

Portanto, quando um católico rejeita uma verdade em matéria moral contida claramente na Revelação, ele rejeita a autoridade divina que garante aquela verdade e toda a base sobrenatural da Fé (6).
Agora, a Revelação divina (7), o “constante ensinamento do Magistério e o senso moral do povo cristão” (8) condenam claramente os atos homossexuais. Assim, negar a maldade intrínseca do ato homossexual e, ainda mais, reconhecê-lo como merecedor de prática ou aceitação na ordem social, é contradizer expressamente a Revelação divina (e os preceitos da lei natural).

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Assumindo uma posição com base
em princípios, não em pessoas

Escrevendo esta declaração, não temos a intenção de difamar ou menosprezar ninguém. Não somos movidos pelo ódio pessoal contra nenhum indivíduo. Opondo-nos intelectualmente a pessoas ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é a defesa do casamento tradicional, da família e dos preciosos restos da Civilização Cristã.

Como católicos praticantes, somos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado de homossexualismo. Rezamos por aqueles que caem nesse pecado em decorrência da fraqueza humana, a fim de que Deus possa assisti-los com Sua graça.

Somos cônscios da enorme diferença entre aquelas pessoas que lutam contra sua fraqueza e procuram sobrepujá-la, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e procuram impor seu modo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural. Contudo, rezamos também por estes.

Rezamos ainda pelos juízes, legisladores e funcionários do governo que de um modo ou de outro tomam atitudes favorecedoras do homossexualismo e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.

Rejeitamos e condenamos qualquer violência. Exercemos simplesmente nossa liberdade de filhos de Deus (Rom. 8:21) e nossos direitos constitucionais de liberdade de expressão, bem como a ostentação sincera, não agressiva e desassombrada de nossa fé católica. Opomos argumentos contra argumentos. Aos argumentos a favor do homossexualismo e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Revelação divina.

Em declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa ser interpretada como excessiva ou irônica. Tal não é nossa intenção.

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B. A doutrina moral perene e imutável da Igreja Católica condena a prática homossexual

Para um católico, o que está em foco não poderia ser mais alto, uma vez que nada é mais precioso do que a Fé. Assim, é útil rever o ensinamento perene da Igreja Católica, de modo a não restar nenhuma dúvida sobre a imoralidade intrínseca dos atos homossexuais. Este ensinamento da Igreja é imutável, pois que baseado na imutável Revelação divina e na inalterável natureza humana.

À vista da incessante propaganda do movimento homossexual, dos procedimentos jurídicos e das medidas legislativas favorecedoras da prática do homossexualismo, o Magistério da Igreja vem sendo repetidamente obrigado a lembrar os fiéis sobre a doutrina moral perene, segundo a qual os atos homossexuais são “intrinsecamente maus”.

As mais importantes dessas lembranças encontram-se em:

1) Persona Humana – Declaração sobre certas questões relativas a éticas sexuais

Em 29 de dezembro de 1975, em meio ao generalizado abandono da moral cristã causado pela revolução sexual, a Congregação para a Doutrina da Fé da Santa Sé publicou Persona Humana – Declaração sobre certas questões relativas a éticas sexuais.

Em relação ao homossexualismo, o documento rejeita a conclusão de alguns, no sentido de que um relacionamento homossexual estável, análogo ao casamento, pode ser justificado.

Nenhum método pastoral justificando esses atos pode ser empregado no sentido de que eles seriam consoantes com a condição de tais pessoas. Pois, de acordo com a ordem moral objetiva, as relações homossexuais são atos aos quais falta uma finalidade essencial e indispensável (Sec. 8).

2) Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais

Em 1º. de outubro de 1986, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o cuidado pastoral de pessoas homossexuais (9). Dirigida a todos os bispos católicos do mundo, a Carta afirma que “uma pessoa engajada em procedimento homossexual age imoralmente” (No. 7).
A Carta também afirma que aquelas pessoas afligidas pela atração pelo mesmo sexo “são chamadas a introduzir a vontade de Deus em suas vidas, reunindo toda sorte de sofrimentos e dificuldades que experimentam em virtude de sua condição, ao sacrifício da Cruz do Senhor” (No. 12).

3) A encíclica Veritatis Splendor do Papa João Paulo II

Em 1993, o Papa João Paulo II publicou sua encíclica Veritatis Splendor, na qual afirma:
Ensinando a existência de atos intrinsecamente maus, a Igreja aceita o ensinamento da Sagrada Escritura. O Apóstolo Paulo afirma enfaticamente: “Não vos iludais! Nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os caluniadores irão herdar o Reino do Céu” (1 Cor. 6:9-10). (No. 81).

4) Catecismo da Igreja Católica

Em 1994, a Santa Sé publicou o Catecismo da Igreja Católica (10), o qual reafirmou a doutrina expressa em documentos precedentes. O Catecismo ensina claramente que os atos homossexuais são antinaturais, estando entre os “pecados gravemente contrários à castidade” (No. 2396).

5) Considerações sobre propostas de se dar reconhecimento legal a uniões entre pessoas do mesmo sexo

Em 2003, a Santa Sé lançou ainda outro documento recordando a doutrina católica sobre morais sexuais e condenando a proposta legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e “uniões civis”.

Publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé em 31 de julho de 2003, o documento Considerações sobre propostas de se dar reconhecimento legal a uniões entre pessoas do mesmo sexo foi assinado pelo prefeito da Congregação, Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI (11).

Baseado no princípio de que o casamento pressupõe “a complementaridade dos sexos”, Considerações expõe que “o casamento não é apenas qualquer relacionamento entre seres humanos. Ele foi estabelecido pelo Criador com sua natureza própria, propriedades essenciais e finalidade”.

Portanto, Considerações conclui:

Não há absolutamente nenhum fundamento para se considerar as uniões homossexuais similares em qualquer forma ou até remotamente análogas ao plano de Deus para o casamento e a família. O casamento é sagrado, enquanto os atos homossexuais vão contra a lei moral natural. Os atos homossexuais “fecham o ato sexual para o dom da vida. Eles não procedem de uma complementaridade sexual afetiva e genuína. Em nenhuma circunstância eles podem ser aprovados” (CCC, no. 2357).

As Sagradas Escrituras condenam os atos homossexuais “como séria depravação”... (cf. Rom. 1:24-27); 1 Cor. 6:10; 1 Tim. 1:10).... Este mesmo julgamento moral encontra-se em diversos autores cristãos dos primeiros séculos, sendo unanimemente aceito pela Tradição católica (No. 4).

Chamamos a especial atenção do leitor para esta citação. A Santa Sé ensina que não há nenhuma analogia entre as uniões homossexuais e o plano de Deus para o casamento. Nossos tribunais legalizam o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo baseados nesta analogia inexistente.


C. “Casamento” entre pessoas do mesmo sexo prejudica o bem comum

Os ativistas homossexuais e seus aliados secularistas repetem freqüentemente o sofisma de que não há dano na legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, porquanto ele não implica em nenhuma mudança ou proscrição do casamento tradicional. Supostamente, ambos podem coexistir de modo pacífico.

Alertando os fiéis para esse sofisma, Considerações mostra diversas conseqüências sociais nefastas, provenientes da legalização das uniões homossexuais.

1) A legalização das uniões homossexuais enfraquece a moralidade privada e pública

O direito positivo atua como um mestre daquilo que é moralmente aceitável. Assim, Considerações afirma:

Nesta área, cumpre primeiramente refletir sobre a diferença entre comportamento homossexual como um fenômeno privado e o mesmo comportamento como uma relação na sociedade, prevista e aprovada por lei, a ponto de se tornar uma das instituições na estrutura legal. Este segundo fenômeno não é somente mais sério, mas assume também uma influência mais extensa e profunda, e resultaria em mudanças em toda a organização da sociedade, contrárias ao bem comum. As leis civis são princípios estruturais da vida humana em sociedade, para o bem ou para o mal. Elas “cumprem um papel muito importante e por vezes decisivo ao influenciar padrões de pensamento e comportamento”. Estilos de vida e os pressupostos a eles subjacentes moldam não só externamente a vida da sociedade como tendem também a modificar a percepção e a avaliação das gerações mais novas sobre formas de comportamento. O reconhecimento legal das uniões homossexuais obscureceria certos valores morais básicos e causaria a desvalorização da instituição do casamento (No. 6).

2) A legalização das uniões homossexuais solapa o casamento e a família

De acordo com Considerações, “leis favoráveis às uniões homossexuais são contrárias à reta razão” e “o Estado não poderia conceder status legal para tais uniões sem faltar com sua obrigação de promover e defender o casamento como uma instituição essencial ao bem comum” (No. 6).

Considerações diz mais adiante:

A conseqüência inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do casamento, que se tornaria, em seu status legal, uma instituição desprovida de referência essencial a fatores ligados à heterossexualidade; por exemplo, a procriação e educação dos filhos. Se, do ponto de vista legal, casamento entre um homem e uma mulher devesse ser considerado apenas como uma forma possível de casamento, o conceito de casamento sofreria uma transformação radical, com grave detrimento do bem comum. Ao colocar as uniões homossexuais em um plano legal análogo ao do casamento e da família, o Estado atua arbitrariamente e em contradição com suas obrigações (No. 8).

3) A legalização das uniões homossexuais não encontra suporte na razão

Por não preencherem a finalidade primária do casamento, as uniões homossexuais não têm justificação racional.

As uniões homossexuais carecem totalmente dos elementos biológicos e antropológicos do casamento e da família, que constituiriam a base, em nível da razão, para lhes conceder reconhecimento legal. Tais uniões não são capazes de contribuir adequadamente com a procriação e a sobrevivência da raça humana. (No. 7)

Recursos a meios artificiais de concepção não curam este defeito fundamental nas uniões entre pessoas do mesmo sexo. Pelo contrário, os tornam ainda mais antinaturais, uma vez que Considerações nos recorda que tais meios são “uma grande falta de respeito para com a dignidade humana”. (No. 7)

4) A legalização das uniões homossexuais avilta o amor conjugal

Finalmente, Considerações afirma que as uniões entre pessoas do mesmo sexo carecem de uma real “dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada de sexualidade”. (No. 7)


Perseguição religiosa em curso

Abaixo estão algumas leis e outras medidas visando os americanos que se opõem aos atos homossexuais ou ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

• Em 2007, o governador da Califórnia, Schwarznegger, transformou em lei uma medida colocando professores de escolas públicas diante da alternativa de ensinar a ideologia homossexual ou sofrer sanções (16).

• Em 8 de maio, também em 2007, Crystal Dixon, ex-vice presidente associado de Recursos Humanos da Universidade de Toledo, foi despedida após escrever uma carta ao editor expressando sua convicção, como mulher negra, de que não é apropriado comparar o movimento homossexual com o movimento pelos direitos civis (17).

• Em 2008, Jon e Elaine Huguenin foram multados em seis mil dólares pela Comissão de Direitos Humanos do Novo México por se recusarem a fotografar uma “cerimônia de compromisso” homossexual (18).

• Em Massachusetts, os juízes de paz que baseados em problemas de consciência se recusaram a celebrar “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo, foram sumariamente demitidos (19).

• A associação católica Charities, de Boston, foi obrigada a abandonar seu serviço de adoção por não querer entregar as crianças a “casais” de homossexuais (20).


D. A TFP apela para uma resistência legal e conscienciosa ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e ao movimento homossexual

1) Os católicos têm obrigação de se opor ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo

Considerações afirma que os católicos devem dar tudo de si para se oporem à legalização das uniões homossexuais. Somos obrigados a fortiori a resistir ao “casamento” homossexual tomando em linha de conta os seguintes pontos de Considerações:

* “A aprovação ou legalização do mal é algo muito diferente da tolerância do mal”.

* “Deve-se refrear todo tipo de cooperação formal na promulgação ou aplicação de tais leis gravemente injustas”.

* Deve-se evitar “cooperação material em nível de sua aplicação”.

* Pode-se inclusive apelar para o “direito de objeção de consciência”.

* Onde as uniões homossexuais tiverem sido legalizadas, “oposição clara e enfática é um dever”. (No. 5)

2) Leis que contradizem a reta razão não obrigam em consciência

Considerações explica a base moral para esta resistência, dizendo que “a lei civil não pode contradizer a reta razão sem perder sua força obrigatória sobre a consciência” (Evangelium Vitae, no. 72). Toda lei deve ser “coerente com a lei moral natural reconhecida pela reta razão, e tanto mais quando diz respeito aos direitos inalienáveis de cada pessoa”. (12)

A lei moral natural obriga todas as pessoas, em todos os tempos. Nenhum Estado está acima de seus preceitos. As autoridades públicas que promulgam ou fazem cumprir leis relativas ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo prevaricam em sua obrigação de sustentar o bem comum. A elas podem ser dirigidas as palavras de São João Batista ao Rei Herodes: “Não vos é lícito” (Mat. 14:4; Marc 6:18).

3) Políticos católicos têm uma obrigação específica

Na Seção IV, intitulada “Posição dos políticos católicos no tocante à legislação em favor das uniões homossexuais”, Considerações enfatiza a obrigação dos representantes católicos eleitos de se oporem a tal legislação:

“Se é verdade que todos os católicos são obrigados a se oporem à legalização das uniões homossexuais, os políticos católicos são obrigados a fazê-lo de modo particular, conservando sua responsabilidade... O legislador católico tem a obrigação moral de expressar clara e publicamente sua oposição e de votar contra ela. Votar a favor de uma lei tão nociva ao bem comum é gravemente imoral.” (No. 10)

Alguns católicos eleitos ou nomeados para funções públicas invocam o princípio secular de separação entre Igreja e Estado como uma escusa para ignorar a moralidade católica na sua vida pública. O que eles realmente estão fazendo é separar, em suas pessoas, “o católico” do “funcionário público”. Esta separação viola a unidade do ser e as premissas da moral e da lógica. Todo homem é julgado por Deus de acordo com seus pensamentos, palavras e atos, e, portanto, na unicidade de sua personalidade.

4) Fidelidade à promessa de nosso Batismo

Um católico que aceite como boa a prática do homossexualismo e o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, renuncia aos princípios da lei moral natural confirmada pela Revelação divina e rompe assim com a promessa de fidelidade feita a Nosso Senhor Jesus Cristo no Batismo.

5) Participe da Cruzada espiritual

Devemos participar da Cruzada como o fizeram muitos que “nos precederam com o sinal da fé”. Distinta das Cruzadas do passado, a nossa não é física, mas espiritual (13). Tomar parte desta cruzada espiritual significa ser um incansável apóstolo do casamento e da família; nunca perder uma oportunidade para dizer a outros – familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho – que os atos homossexuais e o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo são errados, antinaturais e “intrinsecamente maus”.

6) Participe da luta política

Católicos não engajados na vida política necessitam fazê-lo. Quando as liberdades e o próprio Cristianismo estão em jogo, absenteísmo não é uma opção.

Para alguns, este envolvimento político começa com o voto. Entretanto, existem inúmeras outras iniciativas, não ligadas diretamente ao voto, que merecem atenção, tempo e talento.

Estas atividades e iniciativas políticas variam constantemente. Aqueles que se empenham em defender o casamento precisam manter-se informados. Este campo de batalha é sujeito a constantes mudanças.

7) Oponha todos os esforços à legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo

Devemos opor todos os nossos esforços à legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, diante de cada instância do governo: do legislativo, do judiciário e do executivo. Devemos promover petições, escrever cartas aos jornais e estabelecer contacto com políticos e funcionários do governo.

8) Reverter a legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo

Nas jurisdições onde o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado pelos tribunais ou pelo legislativo, ou onde seu reconhecimento foi ordenado em nível do executivo, cumpre envidar todo esforço legal com vistas a reverter esta legalização e este reconhecimento.

9) Permanecer firme em meio à perseguição

Onde o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo já tiver sido legalizado, deve-se fazer uso do direito de objeção de consciência e recusar qualquer cooperação formal ou material na sua aplicação.

Se como resultado alguém sofrer perseguição, deve oferecê-lo a Deus e reagir, tornando essa injustiça conhecida do público. Isto pode ser feito entrando em contacto com a mídia, com advogados, ou com algum movimento pró-família capaz de assisti-lo na defesa de seus direitos. Os direitos assegurados pela Primeira Emenda podem ter sido enfraquecidos nos EUA, mas ainda não foram abolidos.

10) Se lutarmos fielmente até o fim, Deus nos dará a vitória!

Santa Joana d’Arc encorajou suas tropas a lutar corajosamente apesar de todas as dificuldades, dizendo: “Se lutarmos, Deus nos dará a vitória!”

Nesta batalha, também nós devemos lutar como se tudo dependesse de nós, mas confiando inteiramente em Deus que nos dará a vitória. E Ele o fará, de acordo com as palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Quando os homens resolvem cooperar com a graça de Deus, são as maravilhas da História que se operam”. (14)

E. Estamos nos opondo à “revolução moral” homossexual

Nesta resistência legal, movida pela fé e necessária, devemos ter em mente os verdadeiros objetivos do secularismo e do movimento homossexual.

Enquanto a verdade e o bem se tornam mais atraentes na medida em que aparecem mais completamente em sua natureza, métodos e fins, pelo contrário, o erro e o mal são capazes de seduzir apenas na medida em que escondem seu objetivo final.

Ao impor à sociedade o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, o movimento homossexual e seus aliados secularistas mostram sua verdadeira face, o que diminui sua capacidade de seduzir. Tal imposição torna cada vez mais claro aquilo que o ativista homossexual Paul Varnell escreveu no Chicago Free Press:

“O movimento homossexual, reconheçamo-lo ou não, não é um movimento pelos direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre o homossexualismo”. (15)

Conclusão: estamos lutando pela alma da Nação

Fica, portanto, claro que a batalha pelo casamento em nossa Nação é um conflito entre duas visões do mundo. De um lado estão aqueles americanos que ainda defendem a lei moral. Do outro, a revolução homossexual e seus aliados secularistas.

Os objetivos também estão claros. Esta é uma batalha pela alma da América. A assim chamada Guerra Cultural está se tornando gradualmente uma Guerra Religiosa. Pois não se pode modificar a lex agendi (que rege a moral) sem em conseqüência modificar a lex credendi (que rege a crença), dado o profundo relacionamento entre as duas. Quem aceita a prática homossexual como sendo um bem e até a exalta, não pode adorar o Deus vivo e verdadeiro que destruiu Sodoma e Gomorra por causa daquele pecado. (Gen. 18-19)

À vista do acima descrito, urge resistir à imposição ao nosso país de “morais” opostas à de Cristo.

Nossa resistência deve ser acompanhada de oração sincera, ardente e perseverante, pois o Salvador nos admoestou que “sem Mim nada podeis” (Jo 15:5).

Por fim, dado que a legalização do “casamento” homossexual é um pecado público que pode atrair o castigo de Deus sobre nosso país, devemos fazer sacrifícios e penitências, pois Deus não despreza “um coração contrito e humilhado” (Ps. 50:19).

Faz-se tarde. Nossa Senhora advertiu em Fátima que os pecados pesam consideravelmente na balança da justiça de Deus. Mas Ele não se deixa escarnecer (Gal. 6:7). Assumindo uma ação enérgica e fiel nesta luta, podemos atender à maternal advertência da Santíssima Virgem, reconhecer e corrigir nossas faltas, e certamente ser uma Nação submissa a Deus. A escolha é nossa.

Possa Ela nos ajudar a cumprir o dever na total e estrita fidelidade aos ensinamentos perenes e imutáveis da Santa Madre Igreja sobre a maldade intrínseca dos atos homossexuais.

3 de junho de 2008
The American TFP

Notas:
1. Aristóteles definiu a verdade como “a equação da coisa com o intelecto”. São Tomás de Aquino deu continuidade a este entendimento aristotélico de verdade. Ver De Veritate, q. 1; Summa Theologica, I, q. 16.

2. Ver Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução (York, Penn.: The American TFP, 2003), Parte I, Cap. 3. Também à disposição em www.tfp.org

3. www.insidecatholic.com/Joomla/index.php?
option=com_content&task=view&id=3706&Itemid=48


4. “O fim primário da Revelação é para o homem acreditar nas verdades reveladas por causa da autoridade de Deus” (Pe. Michaele Nicolau, S.J. e Pe. Joachim Salaverri, S.J., Sacra Theologia Summa, Vol. 1, Chap. 2, no. 54). “Dado que o homem é inteiramente dependente de Deus, seu Criador e Senhor, e dado que a razão criada está completamente sujeita à verdade não criada, somos obrigados pela fé a prestar total obediência do intelecto e da vontade a Deus que revela” (Primeiro Concílio Vaticano, Constituição Dogmática sobre a Fé Católica, Cap. 3, Sobre a Fé. (Denzinger, 1789) Ver São Tomás de Aquino, Summa Theologica, I, q. 1, a. 1-10 and II-II, q. 11, a. 1-4.

5. “Fé significa as doutrinas especulativas da revelação; moral, as doutrinas práticas da revelação.... Na medida em que a obrigação de assentimento está concernida, não há diferença entre elas.” J. Harty, s.v. “Theological Definition, ”in The Catholic Encyclopedia (1908), Vol. 4, p. 676.

6. “O homem que nega voluntariamente uma verdade de fé, nega com isso e rejeita a autoridade de Deus, que é o único motivo da fé divina. Existe apenas uma e mesma autoridade para todas as verdades de fé, e uma vez questionada ou negada aquela autoridade, o fundamento da fé é destruído. Deve ser tudo ou nada, na medida em que as verdades de fé serão recebidas da autoridade de Deus. Não digo que um homem não possa ter uma fé natural e uma fé humana e imperfeita em algumas outras verdades após ter rejeitado uma; mas neste caso não poderá haver qualquer fé divina” Pe. Arthur Devine, C.P., The Creed Explained (New York: Benzinger Bros., 1903), p. 24.

7. Ver Ex. 20:1-17; Prov. 6:29; Eccl. 23:25-30; Lev. 18:22, 20:13; Deut. 22:22; Gen. 19:1-29, 13-13; 2 Pet. 2:6; Rom. 1:26-28; Eph. 5:5-6; 1 Cor. 6:9-10; Jude 1:7.

8. Congregação para a Doutrina da Fé, Persona Humana, no. 8, www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/
rc_con_cfaith_doc_19751229_persona-humana_en.html
. Ver Catecismo da Igreja Católica, no. 2357.

9. www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/
rc_con_cfaith_doc_19861001_homosexual-persons_en.html


10. www.vatican.va/archive/ccc_css/archive/catechism/ccc_toc.htm

11.www.vatican.va/roman_congregations/cfaith/
documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_en.html.


12. Ver São Tomás de Aquino, Summa Theologica, I-II, q. 95, a. 2

13. Cf. Eph. 6:14-17.

14. Corrêa de Oliveira, p. 104.

15. Paul Varnell, “Defending Our Morality,” Chicago Free Press, Aug. 16, 2000. www.indegayforum.org/authors/varnell/varnell37.html

1 comentários:

rs mais um noticias de catolicos fanaticos.
pena que sempre a pessoas q sabem os pecados imundos da igreja, como nazismo a santa inquisão e outras coisinhas q os padres pedofilos escondem por de baixo da saia do papa.