Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, domingo, 4 de janeiro de 2009

O século de Plinio Corrêa de Oliveira

Autor: Edson Oliveira   |   10:30   Seja o primeiro a comentar

O título deste post foi retirado do artigo de Marco Respinti que assim intitulou sua reportagem sobre o centenário de nascimento de Plinio Corrêa de Oliveira (1908 - 1995) publicada no semanário italiano, muito influente nesse país, "Il Dominicale".

(Figura ao lado: símbolo do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira)

O mesmo título serviu de inspiração para a publicação do artigo de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Princípe Imperial do Brasil, sobre o mesmo tema, na Folha de São Paulo (12/12/2008). (Clique aqui para ler)

O tema também foi abordado pelo deputado Lael Varella (DEM-MG) em discurso na Câmara dos Deputados (17/12/2008). (Clique aqui para ler)

Junto com essas ilustres homenagens, nos dias 11 a 14 de dezembro, ocorreram em São Paulo eventos promovidos pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira para comemorar os 100 anos de nascimento de, nas palavras do Dep. Lael Varella, "um dos maiores, senão o maior líder católico da Terra de Santa Cruz de todos os tempos".

(Foto ao lado: Jockey Club de São Paulo. Entre os participantes do envento, convém mencionar a presença do bispo lituano da cidade de Siauliai, D. Eugenius Bartulis, Mons. Gilles Wach, fundador e prior-geral do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, Príncipe D. Luiz e de Orleans e Bragança, chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Bertrand de Orleans e Bragança e do duque Paul von Oldenburg.)

Conforme a revista Catolicismo (Janeiro/2009):

O bispo lituano da cidade de Siauliai, D. Eugenius Bartulis, celebrou a solene Missa, em rito tradicional, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo (foto abaixo).

Atuou como presbítero assistente Mons. Gilles Wach, fundador e prior-geral do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, como diácono Frei Tiago de São José, e como subdiácono Pe. David Francisquini.

Diversos outros sacerdotes estiveram presentes.

No sermão, assim se expressou D. Bartulis:

“Hoje a Igreja celebra a solenidade de Santa Luzia. Devemos rezar e nos regozijar nesta magnífica data em que celebramos o centenário de nascimento de Dr. Plinio.

“Nesta maravilhosa igreja ele recebeu a primeira Comunhão, e nesta igreja rezou também sua mãe, que queria que seu filho fosse um bom homem no futuro. E quando Dr. Plínio tinha mais ou menos nove anos, foi nesta igreja, no altar de Nossa Senhora Auxiliadora, que ele rezou pelo seu futuro.

“No dia de hoje, nós todos agradecemos a Deus por Dr. Plinio e rezamos para que o apostolado dele esteja no coração de todos nós, para desenvolvê-lo cada vez mais. Eu rezo para que vossa organização dê muitos frutos no futuro. Deo gratias”.


Com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima, peregrina internacional que chorou em Nova Orleans, em 1972, que veio a São Paulo para as cerimônias dos cem anos do nascimento de Plinio Corrêa de Oliveira, no dia 14 de dezembro, foram realizadas várias conferências no Hotel Renaissance como encerramento dos eventos.
A abertura desse último ato foi feita pelo Dr. Adolpho Lindenberg (Foto ao lado), presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Entre as excelentes conferências, menciono a que mais me chamou a atenção. Ela foi proferida pelo Prof. Roberto de Mattei, presidente da Fondazione Lepanto, professor de História Moderna naUniversidade de Cassino (Itália) e vice-presidente do Conselho Nacionalde Pesquisado governo italiano. Segue um trecho:


"Plinio Corrêa de Oliveira conheceu e amou a História da Igreja desde as suas origens. Se tivesse vivido nos primeiros séculos da Igreja, teria enfrentado, com coragem indômita, as feras nas arenas do circo. Se tivesse vivido na época de Constantino, teria ocupado um lugar de destaque no combate pela pureza da fé.

(Foto ao lado: discurso do Prof. Roberto de Mattei)

"Seu coração teria exultado de alegria na noite de Natal do ano 800, ocasião em que Carlos Magno foi coroado em Roma, dando origem ao Sacro Império Romano.

"Plinio Corrêa de Oliveira, que proclamou a Cruzada do século XX, teria sido um dos primeiros a responder ao apelo do Beato Urbano II e a levar a cruz. Na perda do espírito de cruzada, ele leu o início da decadência da Idade Média.

"Não teria tido nenhuma compaixão pelos revoltosos do espírito, teria combatido contra os protestantes. Ninguém estudou ou conheceu, como ele, a história da Revolução Francesa.

"Quis a Providência que ele não fosse nada disso, mas que fosse, mais até em sua pessoa que em suas obras, o eco fidelíssimo de todas essas posições no século XX. As palavras vir catholicus, totus apostolicus, plene romanus, que hoje lemos na lápide de seu túmulo em São Paulo, resumem a sua vocação.

"Roma, Itália e a Europa retomam a herança de Plinio Corrêa de Oliveira e renovam hoje, através das minhas palavras, o empenho de fazer de sua vida e de sua obra o nosso futuro.

***

O dono deste blog teve a honra de poder participar destas comemorações inesquecíveis. Para maiores detalhes, recomendo a leitura do relatório dos enventos publicado no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. (Clique aqui)

(Foto ao lado: Depois da sessão solene no auditório do Hotel Renaissance. Duque Paul von Oldenburg — descendente do Kaiser Guilherme II e da família dos czares da Rússia — membro da TFP alemã, portando a respectiva capa, e eu, tendo ao fundo o medalhão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, com a efígie do homenageado.)

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