Frase

"A Revolução Francesa começou com a declaração dos direitos do homem, e só terminará com a declaração dos direitos de Deus." (de Bonald).
São Paulo, segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Muro de Berlim caiu...

Autor: Edson Oliveira   |   19:36   Seja o primeiro a comentar

... lá na europa. Por aqui querem levantá-lo.



Segue discurso do Deputado Lael Varella pronunciado dia 11 de novembro na Câmara dos Deputados.

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há 20 anos caía o Muro de Berlim, o tristemente celebra Muro da Vergonha ou Cortina de Ferro. As duas décadas de sua queda foram lembradas no último dia 9/11, com homenagens às vítimas do regime comunista e com agradecimentos aos líderes que ajudaram na sua derrubada, na reunificação do país e no fim da Guerra Fria.

Segundo o noticiário, cerca de 100 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio e se reuniram em frente ao Portão de Brandenburgo, numa noite de emoção e gratidão. A chanceler alemã, Ângela Merkel, homenageou os proibidos de sair do lado oriental durante anos, conforme notícia de Lourival Sant’Anna do jornal O Estado de São Paulo.

Construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961, o agourento Muro foi erguido com o pretexto de servir de 'barreira de proteção antifascista'. Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.

No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar. Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

Sr. Presidente, essa festa pelo seu simbolismo precisaria ser comemorada no Brasil com toda a grandeza que ela merece.

Entretanto, nós estamos assistindo ao recuo da história com cenas trágicas de movimentos tentando implantar um regime semelhante ao muitas vezes fracassado socialismo.

Não bastasse a indignação levantada contra o MST pela destruição do laranjal da Cutrale, em São Paulo, agora no Pará, o MST continua derrubando, queimando, assaltando, roubando! Cem homens armados e encapuzados acabaram de derrubar e queimar casas, expulsar empregados e atear fogo em tratores, além de roubar gado em duas fazendas no sul do Pará. (OESP, 4/11/2009).

Mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. O avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas. O comandante e o piloto ficaram feridos. A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades.

O MST bloqueou a rodovia, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da Reforma Agrária no Estado. Os invasores chegaram de madrugada, gritando que todos deveriam sair imediatamente, e passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da fazenda, que em seguida foram incendiados por aquelas mãos criminosas.

A polícia constatou danos também na fazenda Rio Vermelho. Uma vila de casas, onde moravam 30 empregados, foi incendiada. Maria Raimunda, coordenadora do MST e da invasão, afirmou que a incursão foi apenas para 'protestar contra a presença de escolta armada' na área.

Na tarde do último domingo, uma cena que faz lembrar os traficantes do Rio de Janeiro, um helicóptero da fazenda teria sido alvo de disparos quando sobrevoava uma área de retiro de gado da Santa Bárbara com uma equipe de reportagem da Confederação Nacional da Agricultura — CNA. Os jornalistas filmavam as ações dos sem-terra a pedido da presidente da entidade, Senadora Kátia Abreu.
Escutamos quatro ou cinco estampidos de tiros de revólver e o piloto subiu para sair do alcance conta Oscar Boller, gerente da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, que também pertence ao grupo e foi invadida nos últimos dias. A câmera de vídeo registrou, em áudio, o estampido dos disparos e as imagens de sem-terra armados ateando fogo em pastagens e instalações.

Sr. Presidente, que os 20 anos da queda do Muro de Berlim sejam lembrados com todas as homenagens às vítimas do regime comunista com a esperança de que seja extirpado essa falsa ideologia, essa vergonha de nosso tempo assim designado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, não só na Europa, mas em todo o mundo. E também aqui no Brasil. Tenho dito.

Termino citando trechos da grande interpelação feita por Plinio Corrêa de Oliveira no dia 11 de fevereiro de 1990, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

IV – Interpelação aos dirigentes dos diversos PCs disseminados pelo mundo

– Nada viram?

Durante décadas a fio, os líderes comunistas dos diversos países mantiveram constante e multiforme contacto com Moscou, e ali estiveram, mais de uma vez, recebidos normalmente como comparsas e amigos.

– Nada contaram?

E sempre que chegavam de volta aos seus países tomavam imediato contato com os respectivos PCs, onde todos lhes perguntavam sofregamente o que haviam visto e ouvido nesta verdadeira Meca do comunismo internacional que é Moscou.

– Se conheciam o trágico fracasso do comunismo, por que o queriam para suas pátrias?

Se os chefes comunistas no mundo livre sabiam que o fruto do comunismo era o que agora o mundo inteiro vê, por que conspiravam para estender esse regime de miséria, escravidão e vergonha, a seus próprios países?

V – Por que combatiam implacavelmente os anticomunistas, os quais erguiam barreiras contra a penetração da desgraça soviética em seus países?

Entretanto, havia ainda mais grave. Por que esses líderes comunistas disseminados pelo mundo somaram à enganosa patranha do silêncio organizado sobre o 'paraíso' soviético, também a detração sistemática e infatigável, durante sete décadas a fio, contra todos os que – indivíduos, grupos ou correntes – se empenhavam dedicadamente em evitar para suas pátrias a desdita soviética, abrindo para esta os olhos da opinião pública?

– Interpelação? – Não: apelo fraterno

A vós, diletos irmãos na Fé, a cuja vigilância a falácia comunista transviou ou está em vias de transviar, não faremos uma só interpelação. De nosso coração sempre sereno parte, rumo a vós, um apelo repassado de ardoroso afeto in Christo Domino: diante do quadro terrível que nestes dias se esboça a vossos olhos, reconhecei, pelo menos hoje, que fostes ludibriados. Queimai o que ajudáveis a vencer. E combatei ao lado daqueles que ainda hoje ajudais a 'queimar'.

Sinceramente, categoricamente, sem ambiguidades tendenciosas, mas com a franqueza tão enormemente respeitável que é inerente à contrição humilde, voltai vossas costas para os que cruelmente vos têm enganado. E ponde em nós vosso olhar, serenado e fraterno, de irmãos na Fé.

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